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Só não vê quem não quer ver. Eu que vejo futebol no sofá, constato que há anos, sobretudo os jogadores dianteiros, entretêm-se a brincar com a bola sem qualquer progressão, sem centrar a bola o que invalida o sucesso.
Bem pode Ronaldo ( sempre oportuno) esperar sentado porque só por mero acaso cai uma bola em zona perigosa.
Contrariamente a Irlanda deu uma lição de bola a todos os nossos intervenientes.
Uau!!! Na mouche!
Os nossos jogadores tornaram-se tão enfadonhamente ricos – e vivem de tal modo preocupados com a “posse” – que o jogo que apresentam apenas se preocupa com a “posse”( de bola).
O resultado do jogo é-lhes indiferente.
Essa coisa de centrar, desestabilizar o adversário provocado, por exemplo, pelo mau-alívio, um mau-corte, já não existe. Agora joga-se para a plena posse de bola. O capitalismo chegou ao futebol.
Alguém que empreste o livro do futebol, onde vem escrito ir á linha e centrar pra trás, e que a bola joga-se a correr. P.S: já do critério de selecionar nem vale a pena dizer algo, seria insuficiente.
Nem mais.
ADOREI!




E o Ronaldo, jogador que eu muito gosto e aprecio, que se deixe dos esgares de vítima injustiçada porque foi expulso com toda a justiça.
Votos de um excelente fim-de semana.
Percebendo-se como a Irlanda faz frente às equipas supostamente mais fortes, com 10 à defesa e atirando dois para o ataque para o meio campo adversário sempre que possível, Portugal sofreu uma humilhação mais que merecida. Sem ponta de lança inspirado, com a rotina comprovadamente ineficaz do passar a bola sem progressão em direcção à baliza, qualquer treinador de bancada exigiria jogadores com capacidade de fintar para furar aquela muralha defensiva, que como se percebeu permaneceu inviolável ao viajar da bola de lateral a lateral. Desguarnecida a defesa, e desastrada, algumas, poucas, avançadas rápidas e os favoritos sofreram dois golos num desafio feio, para esquecer. Assim não vamos lá.