
Eu não assino os jornais (nada tenho contra eles, é apenas devido à escassez do vil metal…). Assim, do que não está em acesso livre, vejo os títulos, cabeçalhos e – por vezes, quando são disponibilizadas – as introduções dos artigos. É deste modo que agora – via um cabeçalho do “Público” – vou ao “Expresso” (a imprensa de “referência”) onde um afamado colunista, representante da “esquerda”, bota o seu juízo sobre o ex-PR angolano Santos. Ancorando as suas práticas nos efeitos de “500 anos de colonialismo”…
Ora perorar sobre “500 anos de colonialismo” é, pura e simplesmente, uma indigência intelectual. Ou ignorância alarve ou aldrabice alarve, em plena “imprensa de referência”. Mas o que é verdadeiramente pungente nem são as décadas que os jornais passam a acolher esta tralha. São as décadas que os leitores, energúmenos, passam a ler isto.

É claro que não são 500 anos, são muito menos. Especialmente em Angola, que só começou a ser colonizada, verdadeiramente, no século 20.
Mais uma lavourada, vá lá ao beija-mão que deve estar na hora de pausa da tarde.
Posso estar enganado, mas o Tavares não é de esquerda e não me parece que o texto perore sobre os 500 anos de colonização. Pelo contrário, parece estar a referir-se à permanente desculpabilização dos políticos africanos com os colonialismos.
Também não tenho acesso para ler além do cabeçalho. Nem quero ter. Quero que o Público se dane.
Não atentou no meu postal, o texto do Público remete para um do Expresso, que não é do Taveres e que perora sobre os tais “500 anos de colonialismo”.
Ah ok, segui o link..
tem razão, eu evitara por a ligação ao texto mas mudei agora e coloquei-a para ser mais explícito… O pouco que li do texto do Tavares indicia total pertinência.
Fui procurar e é de um autor que tem as suas ideias estruturadas algumas concordo (poucas) outras discordo. O que lamento profundamente é que jornais como o Observador e Publico agora bloqueiem definitivamente a página de entrada e visualização de comentários. Penso que os valores que pedem para visualização dos sites são extremamente elevados para os conteúdos que oferecem e a carga doutrinária que alguns colunistas / apresentação de noticias exibem.
Ele fala do Daniel Oliveira um tipo Marxista/BE que agora gosta de se dizer “social democrata”
É extraordinário que jornais portugueses têm Marxistas a perorar mas não são considerados jornais extremistas…
O extraordinário aqui é o enorme pontapé que a Esquerda BE/Daniel Oliveira dá no 25 de Abril e quem o fez, ao colocar no pedestal o Colonialismo, diz-nos ao mesmo tempo que foram todos uns inúteis.
Julgo que para ele é menos mau assumir que foram inúteis do que assumir que foram assassinos Marxistas com sangue nos mais de 1 milhão de pessoas morreram depois do 25 de Abril na Africa já não Portuguesa devido a violência política.
Comparemos:
Coreia foi colônia do Japão,
Coreia do Sul um poder Autoritário que se liberalizou, democratizou e prospera.
Coreia do Norte um poder Totalitário Marxista – passe a redundância – que mantém a opressão e pobreza sobre os Coreanos.
Não é preciso tanta coisa. Basta lembrar que se eu (ou alguém) analisar o Estado Novo de Salazar como um epifenómeno do cruel centralismo de D. João II e de Pombal, uns me dirão maluco outros me “cancelarão” por “populismo” ou “fascismo”. E depois há aquilo da história, que não é apenas “construída”, da falsidade desta cronologia…
Sim, também.