
No Facebook vejo alguns prezados amigos (reais) expressarem algum desagrado com esta azáfama toda – acolhimento, protesto, apoio logístico, apoio político-moral, etc. – com a Ucrânia invadida.
Fazem-no partilhando um incisivo grafíti, que quer explicitar a dualidade de critérios dos apoiantes da invadida Ucrânia, a qual eles decerto remetem para hipocrisias de cariz ideológico: nele é patente uma assimetria entre o tonitruante protesto contra esta invasão com 12 dias (o momento do tal grafíti) e o relativo silêncio face à situação na Palestina, ocorrida desde há 74 anos.

Para além do mais importante, isto de não me meter a discutir em público com amigos reais – guardarei o hipotético debate para um qualquer dia, mais ou menos longínquo, quando pudermos partilhar um qualquer líquido, preferencialmente de teor espirituoso.
E nesse dia (pelo menos por mim) desejado eu pedir-lhes-ei para juntarem, se assim o souberem, ao tal manifesto grafitado uma alusão ao Tibete. Ou 73 anos de ocupação não chega para ser referida, uma causa perdida ao photo finish? (Até porque dificilmente lhes dará para criticar a malvada “Europa”… e o pérfido “Ocidente”).

Aquel que instaura una dictadura y no mata a Bruto, o aquel que funda una república y no mata a los hijos de Bruto, sólo gobernará un corto tiempo.
MAQUIAVELO in
Discursos De La Primera Decada De Tito Livio
A velha lenga-lenga comunista de misturar tudo o que parece que é parecido. A Palestina e a Ucrânia são coisas diferentes. Não há dualidade de critérios nenhuns.
Nota-se o ódio a Israel na foto colocada aqui. 74 anos foi quando Israel foi criado.
Aquela foto diz basicamente o que a OLP diz: Palestina do Jordão ao Mar. E que os Judeus devem ser lançados ao mar.
Bem lembrado. Nem um sussurrinho de protesto, caramba.
No seu entender que existem outros refugiados e outras guerras, além dos ucranianos é ser pró-russo.
Os campos de Moria na Grécia passaram a ser hótéis de 5 estrelas, o país que executou 88 pessoas ontem é uma democracia amiga do Ocidente, os Iémenitas que se lixem, os hospitais palestinianos bombardeados não contam como hospitais, e por aí adiante. Porque se alguém lembrar que eles também existem está a soldo de Putin.
Um mal não torna outro mal num bem, mas isso aplica-se aos dois lados.
Estou à espera de ver o que os nossos jornalistas vão dizer da Venuzuela e do Irão agora que o petróleo deles é necessário.
100% de acordo. A Arábia Saudita é o país onde renunciar ao Islão ou ser homossexual é punível com pena de morte, nem a Rússia de Putin chega a esse ponto. O reino jihadista da Arábia Saudita merece exatamente o mesmo tipo de sanções (ou piores) que Putin e os restantes oligarcas russos. Não nos esqueçamos que os terroristas do 11 de Setembro não vinham da Síria, da Líbia, do Irão, do Iraque ou da Venezuela, vinham mesmo da Arábia Saudita.
São os Palestinanos que bombardeam com rockets indiscriminadamente….os Israelitas e os Palestinanos.
Entre 10-15% dos rockets disparados por Palestinianos caem no seu território.
Por mim mandava-se escumalha como lucklucky para a Palestina, podia ser que gostasse das bombas do estado fascista de Israel.
Não sou Socialista por isso não posso ser Fascista.
Há eleições livres em Israel não há eleições na Palestina. Na Palestina se criticas o poder és preso especialemnte se protestares ser usado como carne para canhão.
Os regimes da OLP e do Hamas aproximam-se até mais do Nazismo do que do Fascismo.
A mim o que me chateia é a cobertura parcial e acrítica que a nossa comunicação social faz do conflito! Os nossos repórteres de guerra estão instalados num hotel, presumo pagos por algum ministério Saudita, não fazem entrevistas a ninguém, a única coisa que fazem é relatar o som das explosões e comunicados do governo ucraniano… chamar jornalismo a isto é uma aberração total!! Propaganda é diferente de jornalismo… E depois é só reportagens e imagens a apelarem a sentimentos primários…
Há alguma falsidade na analogia? Há alguma diferença entre o que o estado fascista russo e o estado fascista de Israel fazem aos povos ucraniano e palestiniano, respectivamente? Olhe que até há oligarcas que têm as duas nacionalidades, como é o caso do oligarca russo-israelita-lituano-português Roman Abramovich.
“estado fascista de Israel”
Recomendo que leia alguma coisa sobre a fundação do Estado de Israel e sobre o primeiro líder.
Ben-Gurion nasceu sob o Império Russo casou com uma russa e foi toda a vida aquilo que chamaríamos hoje um homem de esquerda. Foi fundador do Partido Trabalhista de Israel e esteve no poder desde finais dos anos 40 até quase meados dos anos 60.
Israel é, também, um paraíso para as causas fracturantes de esquerda, alguém imagina um desfile do orgulho gay na Palestina ou no Irão?
“Causas fracturantes”
A maioria do povo português é a favor dos direitos LGBT, em Lisboa é comum ver casais homossexuais de mãos dadas. Só mesmo a escumalha homofóbica das caixas de comentários, presa ao passado, é que acha isso “fracturante”. Emigre para Moscovo.
Eu não escrevi que eram causas fracturantes para mim. Escrevi que eram causas fracturantes de esquerda.
Por mim pode ir passear abraçado ao seu namorado e dar-lhe umas beijufas na boca na Palestina ou no Irão, boa sorte com isso.
Depois diga-me quem é mais tolerante, nesse aspecto, se os iranianos se os israelitas.
“O Jerusalem!”, enfim. Mas suponho que este livro não será de leitura recomendada por estes tempos, à luz da “História” que se impõe consagrar.
Ben-Gurion era sionista.
O sionismo é como o nazismo, eliminar os palestinos e criar um estado de judeus.
Os “palestinos” não são um povo, nunca foram. São árabes que foram mandados para ali fazer barracas entre Jerusalem e o mar quando perceberam que o deserto ia dar lugar a um sítio próspero.
Dizer que os palestinos são um povo é o mesmo que dizer um bando de pescadores de Vila Franca de Xira são um povo particular.
!”O sionismo é como o nazismo, eliminar os palestinos e criar um estado de judeus.”
O sionismo é o direito dos judeus à autodeterminação, já o anti sionismo é impedir o judeus de auto determinação.
O òdio contemporaneo ao sionismo deve-se aos judeus provaram mais uma vez o falhanço doutrinário da “igualdade” Marxista.
Prosperaram quando os paises à sua volta envoltos nas doutrinas Nacional-Socialistas e Pan-Arabistas falharam. Os Judeus não se deixaram manipular pelo binómio opressor vitíma essencial para a sobrevivencia do Marxismo mantendo-se eternamente pobres.
Em 50 anos construiram um país que segundo a doutrina Marxista não poderia existir.
O que é estranho é porque é que os Marxistas não se preocupam porque que só em Israel é que podem existir templos dos Baha’i.
Vai-se a ver e o Marxismo não passa de um mecanismo narrativo populista para obter o poder.
“Foi fundador do Partido Trabalhista de Israel “
Ser de esquerda coloca-o mais próximo do Fascismo… Claro que os regimes nacional- socialistas Árabes à volta de Israel até estavam mais próximos dos Nazis.
Anónimo, eu nem sequer contesto a sua visão da história – apenas pergunto aos meus amigos lá muito à esquerda se se importam de pintar algo em alusão ao Tibete, já que estão tão preocupados com as coisas da história para contestarem a preocupação corrente com a guerra ali a leste…
Se há “fascistas” são os regimes Palestinianos do Hamas e da OLP.
E podemos ir a todos os regimes Àrabes e o Islâmico do Irão. . Os Baha’i um religião com origem no Irão só consegue ter templos em Israel.
Há um traço comum nestes canalhas que aparecem aqui a defender o Putin, pela mesmo lógica colaboracionista que os levaria a defender a parceria Hitler/Estaline em 1939. São todos anónimos, nenhum destapa o focinho, nenhum põe nome e apelido.
A nenhum deles, portanto, poderá ser apontado o colaboracionismo num dia futuro.
Alguns até são capazes de aparecer como “antifascistas” anti-Putin. Como fizeram tantos salazaristas em 26 de Abril de 1974.
Há um traço comum nestes canalhas que no governo de Passos Coelho andavam a implorar à oligarquia russa que comprasse vistos gold, pelo mesma lógica que os levaria a defender os acordos de Munique em 1938. São todos anónimos, nenhum destapa o focinho, nenhum põe nome e apelido.
A nenhum deles, portanto, poderá ser apontado o colaboracionismo num dia futuro.
Alguns até são capazes de aparecer como “antifascistas” anti-Putin. Como fizeram tantos salazaristas em 26 de Abril de 1974.
Há um traço comum nestes canalhas que aparecem aqui a defender o Putin, pela mesmo lógica colaboracionista que os levaria a defender a parceria Hitler/Estaline em 1939. São todos anónimos, nenhum destapa o focinho, nenhum põe nome e apelido.
A nenhum deles, portanto, poderá ser apontado o colaboracionismo num dia futuro.
Alguns até são capazes de aparecer como “antifascistas” anti-Putin. Como fizeram tantos salazaristas em 26 de Abril de 1974.
Sempre de focinho tapado.
Com medo de levarem na tromba.
Nunca a Palestina foi um Estado.
Nunca o Tibete foi um Estado democrático e cristão.
Cada um sente mais pelos seus – faz sentido, ou já não se usa?
A Palestina é um Estado (se é democrático ou não é outra história, mas é difícil ser-se democrático enquanto se leva com bombas, e a Ucrânia pode confirmar isso). Quanto ao Tibete, de facto nunca foi um Estado democrático nem nunca fez parte de um Estado democrático. Quanto ao “cristão”, é completamente irrelevante para aqui.
“A Palestina é um Estado (se é democrático ou não é outra história, mas é difícil ser-se democrático enquanto se leva com bombas, e a Ucrânia pode confirmar isso). “
Afinal os Palestinianos têm cultura democrática!? extrordinário reclame.. os assassinatos de opositores, enforcamentos publicos, ataques e promoção de quem ataca civis, o arrastar de corpos torturados pelas ruas….
Diga-me uma coisa, podem existir templos Budistas, Hindus, Baha’i, Zoroastras na Palestina?
Toda a gente sabe que o Tibete é budista, porque raio tinha de ser cristão para não ser contestada a sua ocupação?
Então, p.ex., a Rússia pode invadir o Japão por não ser um estado cristão?
O que interessa ao caso é saber quem nos é próximo.
O Estado da Palestina não existia quando foi criado o Estado de Israel. Criado no papel nos anos 60s, e ainda hoje é um Estado que na UE só foi reconhecido pela Suécia em 2015.
A ideia de que o Ocidente reflete valores cristãos e que estes foram fundamentais na criação do ideal democrático, é uma certeza.