À att. de D. José Saraiva Martins


Cristina Ferreira de Almeida,

Julgo que o facto de se achar que a homossexualidade "não é normal" não implica que se conclua que um homossexual não tem capacidade para "providenciar a formação das crianças".

Veja-se o caso dos padres: ninguém pode achar "normal" que um ser humano adulto e livre faça votos de celibato e abstinência. "Normal" não é de certezinha. E, no entanto, entregamos com gosto a educação dos nossos filhos a essas pessoas. Fazemos mal?

19 comentários em “À att. de D. José Saraiva Martins”

  1. Olá, Cristina. Os cardeais deviam perder esta mania que têm agora de irem falar com a Fátima Campos Ferreira ao casino da Figueira da Foz. Quando lá vão, produzem declarações muito pouco ou nada «católicas».

    1. Claro que há, não é? Não tomemos a parte pelo todo. A Igreja ainda é a instituição que mais desenvolve acção social de indiscutível mérito nas mais diversas áreas, sobrepondo-se amplamente às próprias obrigações do Estado.
      O resto, aquilo que é profundamente lamentável e condenável a todos os títulos e que nunca devia existir, não deixa de ser a parte menor, certo?

      1. Mas eu nem falava por essa “parte menor” dos padres depravados, pedófilos e afins. Isso também se encontra nas escolas laicas, públicas ou privadas.
        Falava por causa da mentalidade retrógrada que têm e dos “valores” que incutem nas crianças!

        1. Certo, meu caro. Os valores, quando o são, nunca fizeram mal a ninguém. Já quanto a mentalidades, também não podemos fingir que não vemos tudo e ficar a olhar só para o que nos convém num dado momento. O Estado demite-se de muitas obrigações sociais e a Igreja substitui-o com mérito e indesmentível vantagem (e sem olhar a credos). Sem embargo do que diz e sem o contrariar, quis apenas lembrar que há mais árvores na floresta. Apenas isso.

  2. Os cardeais deviam abster-se de falar daquilo que (aparentemente) não sabem. Anormal, na posição da Igreja é, quanto a mim, este amor de perdição pela Figueira da Foz. Será que andam atrás de um jackpot, ou o facto de a Campos Ferreira lá estar ser uma óptima câmara de eco?

    1. Depois voltem a dizer que a Igreja não põe os pés na terra. Bem… na terra talvez não… mas em lugares de perdição tipo casinos… Andarão a tentar a sorte para recriar o Banco Ambrosiano? Com a banca mundana em crise, nunca se sabe.

  3. Na verdade, penso que este vício das frequentes idas ao Casino, não se está a revelar lá muito bom.
    E em vez de fazerem o desejado “pleno”, estes senhores estão a arriscar-se cada vez mais a levar um tiro pela culatra da roleta, mas da “Roleta Russa”, está claro…

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