
A Assembleia da República foi hoje palco de esclarecimentos preciosos. Registei este diálogo, por exemplo, entre Jaime Gama e Paulo Rangel, ambos num momento de rara clarividência:
– Senhor deputado, não está a fazer uma interpelação…
– Estou!
– Não está!
– Estou!
– Não está!
– Estou!
– Não está!
(fiquei à espera de que um deles desatasse a espernear, ou choramingasse: "Ó mãe, olhe ele!")

Ouvi em directo na TSF. Foi hilariante! Depois Paulo Rangel disse que não abdicava de fazer a sua interpelação mas que o respeitava e por isso se calava (o que é incongruente e ridículo). Jaime Gama terminou a querela com classe, tal como resolveu muito bem a questão do gesto de Manuel Pinho.
Tens razão, a saída airosa do Paulo Rangel, depois da teima, foi engraçadíssima. Aliás, toda a situação.
Li também por aí uns insuspeitos que dizem que o Rangel também esteve em “grande nível”…. aquela estridência da voz conjugada com o perfume que advêm da performance nas europeias criam um mix inigualável.
Parece que hoje estavam todos inspirados, Ariel.
E estamos nisto, Ana. Ainda bem que apresenta aqui a “cena” com humor. Às vezes a melhor maneira de encarar a realidade! Gostei especialmente do remate: “Ó mãe, olhe ele!” ehehe
:)))
E estamos nisto, Maria. A Assembleia da República virou Jardim de Infância…
Alguns bem mereciam ficar de castigo virados para a parede.
E estes dois são do melhor que lá há.