1 de Maio de 1994, 14.º Grande Prémio de San Marino. Seguia na frente, a fazer o que mais gostava e a fazê-lo como só os eleitos fazem. Foi assim que partiu. Ficou a imagem do jovem afável e inteligente que falava português, cuja primeira vitória na Fórmula 1 tinha sido em 1985, no Grande Prémio de Portugal. Depois dele, muita coisa mudou e nunca mais um acidente em pista foi mortal. Ayrton Senna da Silva tinha 34 anos.
Na foto inferior, Nigel Mansell dava uma “boleia” a Ayrton Senna.





Este foi talvez o fim de semana mais negro da história da F1, com a morte de 2 pilotos num mesmo evento: Roland Ratzemberger, nos treinos, e o inigualável Ayrton Senna na corrida. De então para cá, a F1 e o desporto automóvel em geral, mudaram muito e a segurança foi encarada em termos muito mais exigentes, de tal modo que nunca mais se verificaram acidentes com consequências semelhantes. Exceptuam-se, óbviamente, aqueles que se ficam a dever a causas perfeitamente imprevisíveis, como foi o caso ainda recente do malogrado jovem Henry Surtees, filho do único campeão mundial de motos e de F1, John Surtees.
Aquele fim-de-semana de 1994 foi realmente trágico.
Já o de Surtees Jr. do ano passado na Fórmula 2 foi em circunstâncias que apenas fazem parte dos riscos imprevisíveis, como muito bem dizes. No caso, creio que foi abalroado por outro carro já descontrolado por ter colidido.
Há a lamentar duas mortes. Uma nos treinos, outra em corrida. As mortes são sempre de lamentar, se bem que num desporto como este, todos os praticantes, pilotos, sabem os riscos que correm. A de Ayrton foi mais falada, porque se tratava, tão só, do melhor piloto de Formula 1 de todos os tempos. É a minha opinião. Tive o prazer de gozar com algumas vitórias de Ayrton . A sua vitória no Estoril, debaixo de chuva torrencial, foi dos espectáculos mais lindos que vi. Molhado até……….. à roupa interior, apesar de estar com facto de oleado , nem assim consegui escapar á àquele dilúvio Arredar pé, estava fora de questão. Qualquer das formas, serve isto, para dizer que Senna , foi e será durante muitos anos o melhor piloto de F1 . 1 de Maio de 1994. 16 anos depois. Ainda bem que se recordam dele. Duelos Senna Prost ou Senna -Mansell, nunca mais veremos. Sei que é ser tendencioso, mas disse Prost , o maior rival de Senna ” Com a morte de Senna vai-se uma parte da minha carreira. Da minha existência ” .
Estamos de acordo. Não confirmo que tivesse sido o maior de todos, mas merece ficar ao lado de mei dúzia.
Uma homenagem particularmente feliz no dia de hoje, que parece permanecer nos nossos corações.
Um ídolo e um homem de excepção, um artista nato que nos deixa uma enorme saudade, um vencedor em pista molhada, devemos-lhe vitórias, alegrias, duelos até ao segundo, uma verdadeira arte com alma e elegância, a que nunca mais pudemos assistir.
Eram horas no ecran, que nunca mais tive, uma luta saudável entre os primeiríssimos, como todo o desporto deveria ser.
Foi muito triste a sua partida e todos perdemos.
Grande post!
Nunca mais foi igual. Estavam a chegar ao fim aqueles dias gloriosos.
Foi horrível. A F1 nunca mais foi a mesma, perdeu glamour, perdeu carisma. Ayrton Senna da Silva nunca será esquecido.
Foi horrível de facto. Mais a mais quando já se sentia que nos faltavam heróis como ele, quando o dinheiro já se sobrepunha ao bom-senso e ditava o despique mais desregrado a que alguma vez se assistira.
Ayrton Senna merece não ser esquecido. A ele se deve, da pior maneira, a segurança e os limites do razoável que voltaram às pistas.
Tinha (quase) 8 anos quando Senna faleceu. Estava a ver esse GP como sempre ao lado do meu pai que foi quem me incutiu o gosto pela F1 e por todos os outros desportos motorizados. Recordo-me de inclusive ter derramado lágrimas quando soube da morte do meu maior ídolo na altura.
No entanto afirmar que foi o melhor de sempre, é sempre muito subjectivo, dado que para mim, em termos de talento puro existiram outros capazes de ombrear com Senna, pelo menos pelo que vi nos muitos DVD’s sobre o assunto. Dou os exemplos de Jim Clark, Jackie Stewart, Fangio, Piquet, mas sobretudo, aquele que para mim está um degrau acima de todos os outros, Gilles Villeneuve, que acredito que se não tivesse falecido iria dominar a década de 80.
Por isso escrevi acima: «Não confirmo que tivesse sido o maior de todos, mas merece ficar ao lado de meia dúzia.»
Também tinha mais ou menos essa idade quando Ayrton Senna morreu. Lá em casa, até essa data, via-se religiosamente a fórmula 1 aos fins-de-semana. Desde esse dia, a televisão nunca mais sintonizou uma prova.
É o que eu digo: nunca mais foi a mesma coisa.
Correndo o risco de me desviar um pouco do assunto em causa (prestando eu aqui a minha homenagem ao grande Senna), escrevi sobre a pachorrenta F1 aqui: http://pe-de-atleta.blogspot.com/2010/03/d oenca-da-f1.html
Desculpem a intromissão, mas pode ser talvez do vosso interesse, fãs de F1.
Abraços!
O seu “desvio” é inteiramente razoável. Depois de Senna, a segurança foi finalmente encarada a sério e a ambição sem limites também foi contida. Só não era preciso que, a seguir, se matasse a Fórmula 1, como se fez. Como já disse acima, com o fim das velhas glórias, chegou o fim dos anos gloriosos.
Caro João,
obrigado pelo comentário 😉
um abraço
Um abraço para si, André.