
A brutal agressão à Ucrânia, o mais grave ataque de um Estado soberano a outro desde a II Guerra Mundial na Europa, acaba por ser um serviço que Vladimir Putin presta aos EUA. Porque esta grosseira violação do Direito internacional, paradoxalmente, beneficia os interesses estratégicos de Washington.
A partir de agora a Rússia deixa de surgir como inimigo abstracto ou difuso: torna-se numa ameaça concreta a toda a Europa Ocidental e Central.
A Aliança Atlântica une-se como há décadas não acontecia. Países como a Finlândia e a Suécia aproximam-se da NATO, tendo até já comparecido na cimeira da organização, realizada sexta-feira por video-conferência. A Europa comunitária revê o seu conceito estratégico de defesa: vai passar a investir mais em material bélico, correspondendo a uma antiga reivindicação dos EUA.
Naturalmente, todo o flanco leste da NATO vai reforçar-se, como medida preventiva contra futuras investidas russas – do Mar Báltico ao Mar Negro.
A Europa sairá mais coesa desta crise. O eixo euro-atlântico também. Graças à criminosa ofensiva bélica do Kremlin. «Esta é a guerra de Putin, não é a guerra dos russos», como acentuou ontem o chanceler Olaf Scholz numa reunião extraordinária do parlamento em Berlim. Acentuando que a Alemanha passará a aplicar mais de 2% do seu orçamento anual em investimento militar, duplicando-o.
O mesmo irá acontecer no abastecimento de combustíveis e no reforço da autonomia industrial. Toda a prioridade será atribuída, a partir de agora, à soberania estratégica da UE face a fornecedores extra-comunitários. Para pôr Moscovo à distância.
Qualquer vitória que o ditador russo possa reclamar, nesta tentativa de impor um direito de pernada à Ucrânia, será sempre pírrica. Acabará julgado por crimes de guerra. E verá o Ocidente emergir deste pesadelo com um vigor que jamais imaginou.

Admiro o seu optimismo.
Na “segunda” também parecia que ficava tudo unido, mas a “cola” não era grande coisa.
Temo que os nacionalismos aumentem.
A participação da Finlândia e da Suécia – dois países tradicionalmente “neutrais” – na cimeira da NATO, na sexta–feira, é um sinal evidente de que a Europa está a cerrar fileiras contra o imperialismo de Moscovo. Com natural reforço do eixo euro-atlântico, pois os EUA continuam a ser a garantia suprema de defesa militar do continente, sobretudo quando é alvo de ameaça nuclear, já ontem esgrimida pelo ditador russo.
Por coincidência, oiço agora mesmo Miguel Monjardino dizer na SIC estas palavras em que me revejo por inteiro: «Em 72 horas, Putin conseguiu acabar com o pacifismo alemão e a neutralidade sueca, levou a Suíça a pôr em causa a sua neutralidade no campo financeiro e até Vickor Orban aceita refugiados ucranianos. Conseguiu em 72 horas algo impensável do ponto de vista político e militar na Europa. Estamos a caminho de uma Europa completamente diferente daquela que tínhamos no fim-de-semana anterior. (…) Todos os países europeus agem para tentar garantir a sobrevivência do Estado ucraniano.»
Na linha do comentário de António Maria Lamas, também ponho reservas ao seu optimismo.
Para já concordo com o futuro postal de José Meireles Graça, um exército europeu tem mais inconvenientes do que vantagens. E, evidentemente, os federalistas mão aproveitar a ocasião para dar um ou mais passos em frente, sem ser preciso consultar as nações. Talvez não Le Pen, meio embrulhada no financiamento de Putín mas a extrema-direita vai ganhar munições.
Entre os paradoxais efeitos benéficos desta agressão do ditador russo à Ucrânia, alguns dos quais anoto no meu texto, inclui-se também este: a inevitável queda reputacional dos seus protegidos em vários países europeus, onde têm funcionado como quintas-colunas de Moscovo, generosamente financiados pelo Kremlin.
Começando já pela madame Le Pen, como não tardaremos a ver nas presidenciais francesas.
espero bem que sim
ao ficarem com as calças na mão
“A brutal agressão à Ucrânia, o mais grave ataque de um Estado soberano a outro desde a II Guerra Mundial na Europa, acaba por ser um serviço que Vladimir Putin presta aos EUA. Porque esta grosseira violação do Direito internacional, paradoxalmente, beneficia os interesses estratégicos de Washington.”
Os EUA querem é que nada aconteça na Europa para se dedicarem à China . Isto veio colocar uma grande peça no sapato nesses planos.
Todas as atenções do mundo estão concentradas neste momento na Europa. A tal ponto que desde há cinco dias nunca mais ninguém falou da pandemia.
Putin cometeu um grave erro de avaliação ao pensar que poderia repetir na Ucrânia o que o “estado islâmico” fez há seis meses no Afeganistão, tomando cidades que iam caindo como frágeis peças de dominó. A política de canhoneira ao velho modo imperial não pode ser posta em prática em território europeu com a mesma impunidade que ocorre noutras parcelas do globo.
Você esbardalha-se a fazer comparações: no Afeganistão as forças armadas mudaram-se para os talibãs, assim como a população menos “ocidentalizada”.
Quem se equivocou por completo foi Putin. Pensava que o dominó afegão iria repetir-se na Ucrânia. 96 horas depois, nem anda lá perto.
Aprendiz de Bonaparte, aprendiz de Maquiavel.
Temos infiltrados comunas em Portugal que defendem e apoiam Putin em plena assembleia da republica. Se Putin descer com os seus tanques até Portugal já sabemos quem é o governo fantoche que vamos ter.
“Temos infiltrados comunas em Portugal que defendem e apoiam Putin em plena assembleia da republica.”
Essa informação foi buscá-la onde o sol não brilha?
Esta “conversa” entre anónimos vai terminar aqui.
Estou farto de aturar imbecis que aparecem sempre de focinho tapado a vomitar alarvidades.
Importa referir que não existe uma brutal agressão contra a Ucrânia por parte dos russos. Mas tão somente um esclarecimento mais efectivo por parte dos russos a Biden e a outros que pululam pela UE. Em retrospectiva, quando a Clinton foi inesperadamente derrotada pelo génio Trump, ficou demonstrado que os comparsas ditos democratas tinham uma política de hostilidade para com a Rússia. De tal forma assim era, e é, que de imediato construíram um enredo holiudesco dizendo que a feminista e mentirosa Clinton tinha sido boicotada pelos russos e, por isto, perdeu as eleições. De igual forma é sabido das acções americanas na Ucrânia e as ligações e os escândalos surgidos dessas ligações com oligarcas ucranianos. Assim, os russos sempre foram os seus inimigos a abater.
O direito internacional não impede que uma nação ameaçada por um bloco tome as providências adequadas na defesa de seus direitos, segurança e interesses. O direito internacional a que alude em seu texto está direccionado em favor da mentira e de actos hostis da nato-ue-usa a leste e no médio-oriente. Se a nato não fosse uma força hostil, teria deixado de existir a partir de 1991. Portanto, ela é usada para satisfazer os interesses expansionistas americanos e ao serviço da corrupção levada a efeito pelos usa-ingleses-franceses em vários cenários internacionais. A ue vivia à conta dos contribuintes americanos e só o corajoso Trump pretendeu por fim ao regabofe.
A Finlândia e a Suécia só se aproximam da nato por perceberem a determinação da Rússia na defesa de seus legítimos interesses. Os ratos juntam-se sempre mesmo quando o navio afunda.
A ue não está coesa, está cagada e sabe que a festa acabou. Biden e a Nato deveriam ser levados ao TPI por fomentarem as hostilidades.
Só para demonstrar que não é correcta a afirmação de que existe uma brutal agregação à Ucrânia, é o facto de, mesmo durante as conversações entre as delegações pares na fronteira Bielorussa, Putin emitiu o seguinte comunicado através de seu porta-voz:
“Todos os civis na cidade podem deixar a capital ucraniana livremente e em segurança pela rodovia Kiev-Vassylkiv”.
Como considero Zelensky um homem bravo e consciente, espero que ele faça com que os habitantes da cidade saiam em direcção às fronteiras ou outras áreas dentro da Ucrânia, para aí serem acolhidos por cidadãos. Ficando com 2 alternativas: ou entrega as chaves ou defronta corajosamente a batalha em Kiev. No lugar dele, pouparia a cidade à destruição bem como os bens de seus cidadãos e, agora sim, sairia da Ucrânia e criaria um governo-sombra sustentado pelos ingleses na Inglaterra.
2º round das negociações Rússia Ucrânia marcado para a semana. A frota Russa faz manobras no norte-pacífico e Macron conversa com Putin.
Os exportadores russos começaram a exigir pagamentos em rublos.
Rato de sacristia, grande besta que não se cansa de repetir, parece um disco riscado. Descendente direto dos vendilhões do templo sempre a estuprar a verdade com dogmas doentios.
E dura, e dura, e dura.
Fofinha, a noite é o nosso refúgio. Mantem-te próxima.
Importa referir que não existe uma brutal agressão contra a Ucrânia por parte dos russos.
Pois não. Ainda hoje bombardearam um bairro inteiro numa cidade no Leste da Ucrânia fazendo dezenas de mortos e já esta noite estão a bombardear bairros em Kiev.
Esta gente que hoje vem aqui entoar loas à bondade dos russos andaria de bandeirinhas nazis, gritando vivas ao Hitler, se estivéssemos em Setembro de 1939.
Ou vergaria a mola, como fez o repugnante Pétain em Junho de 1940.
São herdeiros (i)morais desses colaboracionistas.
Os russos são tão bonzinhos quanto aqueles que você defende que os desafiaram a fazer o que estão legitimamente a fazer.
O meu caro escreve sobre Hitler mas venho que se apresenta com aprendiz de Goebbels em matéria de comunicação: uma mentira repetida mil vezes transforma-se numa verdade.
E um dislate, um delírio, um absurdo , repetido e impingido ad nauseam torna-se o quê, morbíparo doentio?
V., tenha decência. Bombardearam um bairro, diz você. O que é que eles andam fazer: a lutar contra civis ou contra militares? Se civis foram apanhados por fogo é porque não puderam abandonar suas casas e porque o exército aí se encontra. O que você espera de uma guerra?
“…A Europa comunitária revê o seu conceito estratégico de defesa: vai passar a investir mais em material bélico…”.
Sim, nasceu este fim-de-semana a União Europeia. Nada como uma ameaça armada, visível, para alterar e/ou definir fronteiras.
Ao longo da História as fronteiras por esse mundo foram sendo alteradas por casamentos e/ou heranças de esses casamentos e, claro, conflitos armados.
Este fim-de-semana, com o pontapé de saída da Alemanha evidentemente, nasceu uma militar União Europeia. Afinal Trump tinha razão, não é D. Merckel?. Boa sorte à recém nascida entidade política/militar, que até agora era apenas um débil casamento de conveniência, uma “comunidade de interesses, estéril, sem herdeiros!.
Até quando?.
Trump estava “cheio de razão”, claro. Sobretudo quando chamou génio a Putin, já com a agressão à Ucrânia em marcha.
Aparentemente o que se terá passado (também não estava lá) um dia antes da “Invasão”. Um truqe político, “savy”, como também foi considerado por muitos críticos de Trump, não é anuir com uma invasão militar.
#1- “… um dia antes…” “…Recorded at his Mar-A-Lago, Florida, estate one day before Russia invaded Ukraine, former U.S. President Donald Trump…”.
#2- Putin “savy”, nessa altura, no truque de se atribuir o direito de conceder “independêcia” às duas regiões com população maioritária (aparentemente) a favor da F. Russa. Devia ter ficado por ali.
#3- Posteriormente “…In a subsequent interview with Fox News, he said that the invasion was “something that should never have happened,”…”
Hoje constata-se que Putin, não contou com um pequeno detalhe: nem todos os ucranianos estão a favor da F. Russa, de Putin, como se constata depois da invasão.
https://www.snopes.com/fact-check/trump-p utin-savvy-genius/
Escrever “invasão” assim, entre aspas, diz quase tudo sobre quem comenta.
” Wishful thinking” , creio , infelizmente.
Quanto à Europa… , conceito geográfico, cultural civilizacional, na questãpo concreta que, aqui e agora, nos interessa , não existe – existem , isso sim, países europeus .
E La Palisse concordaria sem reservas…
jsp
Quem nos vê fora da Europa, não se equivoca. Sabe, com certeza absoluta, que somos europeus. Inconfundíveis com asiáticos, africanos ou americanos.
Os europeus que vivem longe da Europa também não têm qualquer dúvida a esse respeito.
E sei bem do que falo porque vivi anos noutro continente.
É preciso estar de barriga muito cheia – demasiado cheia – para viver sobressaltado com essas angústias existenciais em torno do que é ser europeu.
Noutros continentes, com barrigas menos cheias, não há tempo nem espaço para tais dúvidas nem tais angústias.
A Europa é o continente que se procura, o santuário, o primeiro refúgio. Não é o continente de onde se foge.
Europa é evidência histórica, geográfica, cultural, civilizacional.
Nos momentos de crise, como o actual, ninguém ignora para que direcção aponta a bússola. Mesmo os que fingem fazê-lo.
“Europa é evidência histórica, geográfica, cultural, civilizacional”. Admira-me que não admita essa mesma identidade para leste.
Porém a evidência histórica e blá blá dessa Europa indica-nos que imediatamente após a I guerra surgiu a II e agora estamos à porta de uma III. Afinal tal evidência, Pedro, não parece merecer qualquer crédito.
A heróica resistência do povo ucraniano ao invasor moscovita suscita aplauso quase unânime no mundo.
A derrota do genocida que ameaça os países vizinhos com ogivas nucleares desenrola-se também no campo político, como hoje se verá na assembleia geral da ONU, a primeira com carácter extraordinário que se convoca desde 1982.
Meu caro, o povo ucraniano está nessa situação empurrado por aqueles que cinicamente estão agora a dizer fazer algo por eles que nunca fizeram. A não ser oferecer asilo ao presidente Zelensky. Por aqui você vê o grande e generosos apoio do ocidente. Agora que não há saída lembraram-se todos de dizer que fazem algo por esse povo.
Essa treta das ogivas nucleares é mais uma alucinação da menina Biden e campanha para adormecer boi.
A mim não me comove. Quanto ao genocídio, vá lá aos americanos pedir estatísticas dos bebés afro-americanos que foram assassinados no ventre materno e que denominam por IVG. Faça a mesma estimativa por outros países, incluindo Portugal.
Ainda não vi um post seu sobre esta matéria.
Deixe-se de tretas. Em matéria de genocídios, a “conta corrente” dos russos em relação aos ucranianos é brutal. omor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Holod
Meu caro, eu não preciso da wiki para me esclarecer sobre genocídios. Eu poderia iniciar pelo genocídio dos povos ameríndios, em particular peos do território norte-americano.
E sobre as virtudes de uma vasta matéria ucraniana, permita que, por pudor e solidariedade para com a actual geração de ucranianos que atravessam um momento bastante pesado, não me pronuncie em desfavor de uma certa história por estes levada a efeito.
Que triste figura você faz, como papagaio do Putin.
Em 1939 teria sido um dos cachorros do Hitler.
Pois é, meu caro. Mas são outros que vão latindo.
Besta arrogante. Hiena detestável e suja. É de bradar aos céus a petulância do bicho.