Compra-se um bilhete na TAP, porque a hora do voo da TACV (transportadora aérea de Cabo Verde) não é a mais conveniente e, chegado ao balcão do check-in, constata-se que afinal o voo é em codeshare (TAP e TACV), pelo que poderia ter viajado à hora pretendida, pela TACV, poupando algumas dezenas de euros .
Primeira constatação: ou as agências de viagens não sabem o que andam a fazer, informando mal os clientes, ou reservam os bilhetes da TACV para os turistas que viajam nos pacotes que elas vendem. Quem viajar por sua conta e risco que se amanhe!
Chegado o momento do embarque, constata-se que o avião não pertence nem à TAP, nem à TACV, mas sim a uma transportadora checa e que a tripulação, por acaso, é eslovaca e não fala uma palavra de português. As revistas de bordo são escritas em checo e inglês, mas (vá lá…) têm um artigo bilingue (inglês e checo) interessante sobre as potencialidades turísticas do país de destino: Cabo Verde. Finalmente, na hora da refeição, conclui-se que o serviço de cattering foi fornecido por um restaurante italiano!
Conclusão: um passageiro português compra um bilhete de avião numa companhia aérea portuguesa, para um destino onde a língua oficial é o português, mas não tem direito nem a um suminho, ou a uma água portuguesa, nem a obter informações na sua língua, porque a tripulação só fala inglês e a sua língua materna ( neste caso o checo).
O passageiro pergunta então (em inglês, claro!) a uma das três atraentes moçoilas que do alto do seu metro e noventa distribuem os tabuleiros com o jantar se a bordo vai algum passageiro checo. Perante a resposta negativa, saída de lábios carnudos implantados 20 centímetros acima da sua cabeça, interroga-se por que razão as informações de bordo tinham sido dadas em inglês e naquela língua, e não em português, mas a única resposta que obtém dos seus botões é um envergonhado silêncio.

Homem, você não está a ver bem a coisa. Aquela gente deu informações em checo para divulgar a sua própria língua. Reparou naqueles «lábios carnudos implantados 20 centímetros acima da sua cabeça», não foi? Mas a língua, meu caro, a língua…
Para grande desgosto meu, João, não tive oportunidade de tomar contacto com a língua. Mas lá que tive pena, tive!
Acredito. Hehehe…
“a uma das três atraentes moçoilas que do alto do seu metro e noventa ” e ainda se queixa,eheheheheh.
Eu estava a ler e lembrei-me da minha despedida de solteiro. Até transpirei…
Ora aqui está um excelente exemplo da globalização:)
TAP = Take Another Plane