
Como aqui fui referindo, nestas últimas autárquicas tomei a, para mim inédita, decisão de me envolver na actividade política. Assim integrei a lista para Junta de Freguesia dos Olivais da candidatura Por Ti, Lisboa (CDS/IL/PSD), na função bem ilustrada por esta fotografia na campanha, atrás – qual “aguadeiro” no ciclismo – do nosso cabecilha, o bom do Pedro Costa Malheiro. Infelizmente perdemos.
Ontem foi a sessão de empossamento (diz-se, num péssimo uso semântico, “instalação”) da equipa eleita para a Junta. Dada esta minha nova faceta de “freguês empenhado”, acorri à bela sala da SFUCO (Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense), instituição verdadeiro baluarte do nosso bairro. Fiquei absolutamente estupefacto com o que ali ocorreu!!!
O PS ganhara as eleições, mas sem maioria absoluta. A Assembleia de Freguesia ficou constituída por 19 elementos, emanados de várias candidaturas (4 do PS, 3 do CHEGA, 3 da IL, 3 de uma lista independente, 1 do BE, 1 do CDS, 1 da CDU, 1 do PAN, 1 do PSD, 1 de uma outra lista independente).
Tendo estes sido empossados, cumpriu-lhes eleger a lista proposta para o executivo da Junta. A lei estipula que o cabecilha da lista vencedora das eleições assuma a presidência da Junta e que proponha o seu executivo – o qual, em freguesias desta dimensão, deve ter sete elementos.
A recém-empossada presidente da Junta, Iara Ferreira, avançou nos trâmites – deixando transparecer alguma rispidez altiva, talvez apenas fruto de inexperiência da condução de cerimónias desta monta, pensei… até esperançoso.
E propôs à votação da Assembleia um executivo com número inferior de membros ao consignado na lei, composto apenas pelos membros da candidatura eleitoral encabeçada pelo PS! Foi recusada, o que seria de esperar dada a composição desta e a inexistência de acordos prévios, para além da insuficiência constitutiva.
Mas o espantoso foi o que se seguiu! A socialista nóvel presidente da Junta apresentou a votos na Assembleia uma outra lista para o executivo. Os do amplexo PS/BE/PAN mas agora juntando-lhe um membro eleito da nossa lista “Por Ti, Lisboa”, a indicada pela IL Catarina Duarte. Sem que esta tivesse sido anteriormente auscultada sobre o assunto – e assim ali no palco, estupefacta diante do “fait accompli”. E legalmente teria de aceitar a eleição (apenas podendo renunciar a posteriori), se esta tivesse ocorrido. Vá lá que a Assembleia de Freguesia tornou a votar contra essa proposta. Em bom, mas manso, português, tratou-se de uma verdadeira sacanagem!
Irritado com aquilo fui fumar ao exterior. Quando voltei à sala passava-se o terceiro episódio da série! Iara Ferreira – ombreada pelos seus correligionários, entre os quais Brilhante Dias, veja-se ao que desce um deputado da República – apresentava uma terceira lista de executivo, para esta tendo cooptado também à revelia (!) um eleito pela lista independente “Olivais em Acção”. Indecoroso!!! Vá lá que tornou a perder a votação entre os membros da Assembleia.
Faço esta longa narração – uma minudência de freguesia, dirão alguns passantes por aqui, até altaneiros – para que os meus amigos-digitais que tenham a paciência para me ler bem percebam a minha profunda irritação com esta gente do PS que nos Olivais vem dominando. Pois é disto – não de ideologias – que se trata.
E o bairro precisaria de muito melhor do que esta matéria-prima humana.

Brilhante.
o Eurico pertence ao ISCT, depósito do PS, tal como o politólogo Prof. Doutor Adão e outros.
jpt,
O problema não é o PS mas sim as pessoas que neste caso o representam. Sendo residente dos Olivais há 53 anos , infelizmente e mais uma vez votei em branco porque não me revejo em nenhuma destas candidaturas. Não fico admirado com o que conta, pois somos um país de gente muito mal formada, não digo na generalidade, mas na sua grande maioria.
como aprendi em Mafra, “nesta tropa há filhos de muitas mães”. Quanto ao global das candidaturas na nossa freguesia julgo ser agora tarde para debater méritos e deméritos respectivos. Julgo que à lista que integrei faltaram tempo e meios para captar uma maior visibilidade – e era um apreciável conjunto de pessoas colocadas em lugares cimeiros, algumas das quais foram eleitas para representantes. Pelo menos, gente que não tem esta maneira de “fazer política”, típica dos que vão mandando na freguesia.
O problema é mesmo o PS. Existe uma cultura de supremacia e de batotice dentro dessa agremiação de malfeitores. E o facto de estar lá o Brilhante Dias, um dos capatazes do partido, explica quase tudo.
Partido Sarjeta, meu caro, Partido Sarjeta…
Onde fatalmente vão parar as iaras e os brilhantes deste mundo…
JSP
Às vezes até parece que Olivais é freguesia do… Entroncamento.
(Não está mal metida, esta tua. Sim, isto por aqui tem um PS do… Entroncamento)
“Em bom, mas manso, português, tratou-se de uma verdadeira sacanagem” uba-assembleia-municipal-de-braganca-com-c amara-do-ps/
O problema são as leis que o permitem.
Quanto ao Brilhante, só é brilhante de nome, não me alongarei sobre o assunto.
Sobre as leis que falei acima, também, permitem isto:
https://observador.pt/2025/10/31/psd-ro
independentemente dos partidos envolvidos, parece-me que a vontade dos eleitores não está a ser respeitada.
Não percebo bem o que se passou ali – ou seja, teria de ler a lei para compreender essa trapalhada. Mas percebo que a agência LUSA faz uma notícia e mete-lhe um “houveram”.
Também reparei nesse “houveram” nem sei o que diga sobre isso.
Caro vizinho, conforme anunciado anteriormente votei na sua lista, tentando escapar-me à teia há muito montada pelo anterior executivo, mas infelizmente parece que só mudaram as moscas. Pelo que conta, a cerimónia de empossamento deve ter sido uma tourada à antiga portuguesa, com a Iara a querer passar à capa a eleição do executivo, fechando com pega de cernelha sem conseguir a de caras. Pelo arrancar da carruagem, não auguro grande futuro ao seu andar.
De certeza que a lei permite que uma pessoa seja integrada numa lista sem o seu consentimento? Temos leis péssimas, mas isto é o cúmulo do absurdo.
Não tendo grandes esperanças na lista que ganhou, a “Por Ti, Lisboa” de certeza que melhor não seria, o mais provável era ser pior. Está revelado na CML ao fim de 4 anos.
Mal por mal, que fique como está.
“Irritado com aquilo fui fumar ao exterior.”
Lamento informá-lo, caro jpt, mas são de evitar referências como a anterior, não vão aparecer por aí umas alminhas muitíssimo sensíveis e intolerantes face a certos prazeres alheios…
Defenestrado, proscrito, desterrado ou condenado ao degredo poderão aparecer como possíveis castigos para aqueles que ousarem desrespeitar a ditadura do politicamente correcto…
Se, cumulativamente, gostar de tauromaquia, então aí estará desgraçado de todo e não haverá, à face da Terra, castigo suficiente para tais sacrilégios…
Azar o meu que, além de fumar, também gosto de tauromaquia…
Estou bem encalacrada…