Já agora, se me dão licença, junto-me ao José Gomes André e ao Paulo Gorjão e prometo que não vou ser maçador. É só para dizer que me pus a matutar no assunto dos cabeças-de-lista do PSD às eleições europeias e, a princípio, a ideia que logo me ocorreu é que dali não vai sair uma lista: com tantas cabeças, ainda acaba por se materializar naquele terrível dragão chinês.
Contudo, também vejo no caso mandarins a mais e aquela ideia passou-me. Foi quando cheguei à conclusão de que Vasco Campilho tem razão, ainda que não explique as suas razões: «Passos Coelho tem neste momento condições para ser um candidato ganhador a qualquer eleição que se proponha vencer» — escreveu o autor da petição que corre a favor do dito. E é que tem mesmo, garanto eu já aqui.
Quanto a mim, o imbróglio do caso não é esse. Tudo o que se tem dito e escrito sobre um cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu continua na primeira forma. Isto é: volta sempre ao início. Porquê? Porque qualquer nome do já espesso rol que tem sido lançado é sempre um candidato vencedor. Seguramente. Vou explicar-me melhor.
O PSD está com expectativas muito baixas para qualquer das eleições à vista. Sem dúvida. No entanto — que diabo! — nem tudo ao mar, nem tudo à terra: um deputado europeu o PSD consegue garantidamente eleger. O partido está na mó de baixo, mas não é preciso exagerar. Sempre há-de conseguir um. No mínimo.
Portanto, voltem lá ao princípio, porque não adianta andar a dizer que este ou aquele é que é um vencedor certo. O cabeça-de-lista, seja ele quem for, tenho cá para mim que é um vencedor certo. Animem-se.

Uma petição foi lançada apelando á candidatura de MRS nas eleições europeias, pelo PSD. Os seus autores espalharam esta acção por toda a blogosfera e conseguiram também fazê-lo em muita imprensa. Sem supresa, MRS recusou.
Achei um pouco abusiva a forma como os autores usaram o nome de MRS numa petição desta natureza. Sabendo que poderia comprometer a pessoa em causa. Mas os autores desta habilidade sabiam bem disso, aliás era esse mesmo o objectivo. Fracassou, não conseguiram mais do que 300 assinaturas.
Indignado com a possibilidade de isto ter sido feito propositadamente para desestabilizar o PSD e enfraquecer a sua líder, perguntei directamente ao autor Tiago Azevedo Fernandes, que qualidades tinha MRS para o levar a dizer que era o melhor candidato.
A resposta foi:
– tem notoriedade e prestígio num leque muito abrangente dos eleitores
– bate Vital Moreira em tudo o que Vital é bom
– não se vê quem poderia assegurar melhor votação
Fiquei esclarecido. São estes os critérios para um bom candidato a um cargo político. Onde vai parar Portugal se continuar assim?
Em jeito de brincadeira respondi:
– Notoriedade – que todos conhecem? ou ilustre? (MRS é o primeiro)
– Prestígio – vem do latim “ilusão” (MRS talvez seja mesmo uma ilusão para alguns)
– Melhor que Vital Moreira – depende do ponto de vista. P.ex. para os miltantes PS, Vital é melhor que Marcelo.(convenhamos que ser melhor candidato do que VM não é dificil)
– Assegura melhor votação – Dou-lhe vários exemplos de sondagens, feitas por empresas de sondagens, falhadas: Rui Rio (Porto), Menezes (Gaia), Santana Lopes (Lisboa). Quanto mais uma sondagem feita por si, ás 3 pancadas.
Óbvio. Tem toda a razáo.
Será um vencedor certo… se não lhe cortarem a cabeça!… Certo?
Certo… certo vencedor já era…