Regressando à casa de Aljubarrota, os tijolos que já falei, facilmente seculares, foram usados para pavimentar o piso e para revestir um muro. Gostei do resultado.
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E assim, muito resumidamente, decorreu o processo em que uma ruína decrépita voltou a ser um lar. Pelo caminho foram inúmeras as coisas que aprendi, assim como perdi o conto às horas que passei a pensar em cada detalhe, em cada cenário diário, o que se vê ali pela manhã, onde bate a luz às 10 horas no Inverno, a inclinação da sombra ao meio-dia no Verão, o que se vê quando se entra em casa, por onde deve passar o tubo de descarga do ar condicionado para que não haja manchas no chão, a que altura da parede o algeroz deve atravessar muro para que não fique a jeito de ser esmurrado no exterior por algum carro, entre outros inúmeros pormenores. No dia da escritura fiz uma conta por alto e concluí que, desde a visita prévia à compra, fui mais de quinhentas vezes ao local da obra.
Os compradores, habituados a construções pouco cuidadas e pouco duradouras, não se cansaram de elogiar o resultado final. Um bom negócio tem de ser bom para as duas partes e foi isso que ali consegui fazer.
Agora, depois de descobrir este super-poder, já mergulhei no segundo projecto.

Excelente saga. Lê-se como um conto ou novela em fascículos.
Devia ser impressa e distribuída a todos os autarcas do País.
Obrigado, Pedro.
Os autarcas lidam igualmente com grandes dificuldades em ultrapassar a máquina burocrática que não criaram. Apenas uma escassa elite consegue olear uma forma de estar e de viver que não aceita ser reformada.
De resto, tento focar-me mais em criar um espaço onde se possa viver com qualidade, sem quebrar perante as dificuldades inventadas pelos burocratas que vivem desligados da realidade.
Parabéns! Um super poder, uma super paciência, uma super coragem, e tantos mais “super”… só podiam dar este super resultado. Os autarcas das nossas cidades deveriam ler esta saga para verem como se faz reabilitação… E a si dar-lhe uma medalha. Faz bem ler e ver coisas assim. Obrigado.
Obrigado.
A medalha que apreciei foi concretizar uma máxima de uma antiga directora com quem trabalhei no BNU. Faz dos clientes amigos, não faças dos amigos clientes.
Pois, já vi que só eu é que tenho de cumprir regras; passeios com metro e meio, muros forrados com pedra da região, telhado com telha à portuguesa, autorização escrita dos vizinhos para instalação de churrasqueira, e outras minudências que não lembram nem ao diabo.
Essas coisas vêm, ou não, agarradas aos locais. Podendo escolher o que reabilitar, evitaria focar-me onde possam existir todas esses imbróglios.
Dou os parabéns à empreitada. Gosto muito de pensar que algo que já foi um “lar” e volta a sê-lo. Prefiro isso a uma obra nova.
Como nota, achei piada à foto da cozinha ainda com o plástico de protecção. Gosto mais dessa versão azul do que a final.
O chão ficou incrível, não há cerâmicos da moda (de custos €€€) que batam esse simples e típica tijoleira artesanal. Muita me faz pena de todas essas fábricas de cerâmicas que hoje estão ao abandono, enquanto nós compramos o “made in china”.
E as madeiras é outro tema que parece que hoje temos alergia. Tudo o que é madeira (estrutural) o pessoal (das obras) foge a 7 pés.
A madeira tem um potencial de problemas associado. E não estou a falar da região autónoma…
Caro Paulo, cliente desta fábrica artesanal
) a-do-mouchao-conta-3350-anos-e-e-a-mais-a ntiga-de-portugal/
https://ceramicatejo.pt/produtos/
É tudo feito à mão o trabalho é perfeito (ou melhor imperfeito se é que me entende
Pode aproveitar o passeio à fábrica para visitar a árvore mais antiga de Portugal
https://mediotejo.net/mouriscas-oliveir
Fica no mesmo concelho, relativamente, perto.
Pode ser interessante. Os meus, que ainda tenho uns quantos, são refratários o que os torna mal empregues para arranjos de segunda ordem.
Obrigado
Tenho a certeza que se levares dos teus para eles tirarem o molde que eles conseguem fazer iguais/parecidos.
Eles têm “site”, “facebook” e tal é uma questão de contacteres e dizeres o que pretendes.
Parabéns, fiquei siderado, alguém conseguiu fazer aquilo que eu quero fazer há anos. Não teria pachorra.
Demasiadas vezes tive a sensação que era uma formiga a transportar grãos de areia. Mas nessa altura já não podia recuar e com a insistência a obra lá acabou por aparecer feita.
Depois de toda a trabalheira na reabilitação desta ruína, folhetim que segui desde o 1º episódio, não sei como arranjou coragem para alienar um projecto tão bem conseguido (e sofrido).Eu não teria coseguido, garantindo fins de semana e ócios diversos numa zona onde a nossa História não dorme.
Entendo, mas essa não era uma opção. Confesso que mais do que uma vez desviei o meu caminho para lá voltar e ficar a observá-la.
Eu ainda hoje contemplo com gosto as duas casas que reabilitei. E que, felizmente, continuam a pertencer-me.
és um atrasado balio
O tijolo ficou brutal!
Valeu as dores nos rins causadas pela saga que os fez ali chegar.
Parabéns! A casa ficou linda!
Obrigado Teresa. Pelo empenho que lhe coloquei pareceu-me sempre que sim, mas bom ter a confirmação por terceiros.
Parabéns, foi um processo longo, mas no fim ficou lindíssima a casa.
bom fim de semana!
Obrigado Miguel, bom fim de semana.