“Os funcionários do PCP não são funcionários, são revolucionários profissionais. Eu era uma revolucionária profissional.”
Zita Seabra, no podcast 45 Graus com José Maria Pimentel
“Os funcionários do PCP não são funcionários, são revolucionários profissionais. Eu era uma revolucionária profissional.”
Zita Seabra, no podcast 45 Graus com José Maria Pimentel
tout passe, tout casse, tout lasse
Ser “revolucionário” talvez tenha um certo encanto, talvez seja, de certa forma, algo com um certo poder de sedução.
Já quando se lhe associa o qualificativo “profissional” perde todo o poder de atracção, que pudesse transportar. Diria até que “profissional” chega a ser a negação do que será ser “revolucionário”…
Há sem dúvida um certo romantismo no pequeno David que desafia o Golias, do bom rebelde que se atreve em desafiar o Poder, do Che Guevara que diz preferir morrer de pé que viver ajoelhado, mas que depois vamos a ver e todos acabam por deixar um rasto de sangue de vítimas inocentes e, quando são bem sucedidos no assalto ao poder, acabam por se tornar em tiranos igualmente sanguinários. O filme é sempre o mesmo e está em loop desde há demasiado tempo.
Bolas, Paulo, você sabe mesmo como estragar qualquer fantasia que uma mulher possa ter com algum revolucionário…

Sei bem que já perdi muita emoção em ser assim… c’est la vie
Os primitivos actuais…
JSP
📝 O Dia a Dia de Zita Seabra
9h00: Não há despertador, mas acorda com o fantasma de Marx a assombrar a torradeira.
9h15: Reunião matinal. Não com operários, mas com a louça que não se lava sozinha.
10h00: Tarefa de “guerrilha urbana”: ir ao mercado, evitando a PIDE e, pior ainda, os preços. Isto é que era a verdadeira luta de classes: convencer o peixeiro que uma sardinha é um símbolo revolucionário e não um luxo capitalista.
13h00: Almoço: Arroz. Sempre arroz. Porque o camarada Álvaro Cunhal dizia que não podia ser demasiado “desviacionista”.
15h00: A parte intelectual. Escrever a circular clandestina. Onde se explica que o Socialismo não falha, e que é uma agente infiltrada do fascismo.
18h00: O disfarce: sair à rua como hospedeira da TAP mas o único voo que apanha é de táxi para a próxima “casa de apoio”, onde o maior perigo não é ser apanhada, mas ter de lavar outra vez a roupa suja.
22h00: Fim do turno. Passar a noite a ler os relatórios do Centralismo Democrático. A solidão era brutal, mas dava tempo para pensar (o que o Partido proibia).
A revolucionária profissional finalmente percebeu que o maior feito da Revolução Comunista em Portugal foi transformar a mulher burguesa naquilo que o capitalismo nunca conseguiu: uma camarada profissional de limpeza.
Esta sujeita não vale nada. Foi controleira toda a vida da malta jovem do PC e era mais estalinista que o Estaline. Criticava o Cunhal pelo seu aparente ” revisionismo”. Sempre que a direita quer atacar o PC usa-a para denegrir a sua antiga família. Normal. O Freud explica bem esta gente que quer ” matar o pai ” e não sabe como. É por isso que o seu léxico continua a ser o mesmo que usava, aquando militante do PC. Passou de “ditadura fascista, para ditadura comunista”. Isto é, mudou de peregrinação: dantes ia Baleizão, agora vai a Fátima, mas a linguagem é a mesma.
A linguagem é a mesma, mas não vale nada. Fez-me lembrar aquela definição do Capitalismo, como a exploração do homem pelo homem. O Comunismo é exactamente o contrário.
acertou , mas só na parte politica , tanto que trocou uma estrutura rígida por outra , a opus e continua com as mesmas manias do partido que a estruturou.
no restante é óptima pessoa , mesmo sério. vale muito.
Usando os seus termos, o partido que a estruturou é que foi buscar a moral à cabeça da opus.
tenho dois ex comunistas de estimação , um expulso , outro dissidente , reagiram à saída da creche de forma totalmente diferente , ao dissidente nem lhe passaria pela cabeça entrar na opus , ficou-se pelo bloco ( o que acho ainda pior -:) ) …mas partilham uma forma de estar nas conversas , a bem dizer , quando falamos olham-nos através dos óculos ” de pequeno burgueses verbalizadores”.
na Zita tudo tem a ver com Cunhal. morrendo Cunhal ,morreu a influência da ideologia , mas a formação ficou lá.
Estava tudo nos manuais, e formação contínua n’O Militante (o jornalzinho interno, por contradistinção ao Avante, mas não secreto) . O “trade craft” dos espiões do Le Carré não era novidade nenhuma.

Um partido comunista pós-Lenine é suposto ser um exército disciplinado com a missão de fazer uma revolução violenta e instaurar a “ditadura do proletariado” preconizada pelo profeta Marx como passo necessário para o paraíso na Terra.
Claro que não é preciso assarapantar o pagode a falar todos os dias disto
A “ditadura do proletariado” saiu do linguajar do PCP em 74, mas foi por táctica. Dentro da portas, esteve lá sempre.
> saiu do linguajar
Pois, mas todos os partidos à esquerda do PS têm como objectivo a revolução violenta e a destruição do “estado burguês”.
Passam a coisa de fininho, a menos do tolo do MRPP que vem arremessar pedras ao Chega a ver se alguém se lembra dos telhados de vidro deles …
Lothar Biky é um tipo mau: foi informador da STASI e agora milita num partido de esquerda. Anátema sobre ele. O seu passado é imperdoável.
Zita Seabra é porreira: foi controeira da PCP mas agora navega nas águas da direita. O seu passado está todo perdoado. Abençoada seja.
Esse tipo mandou engomar o fato, mas a música foi sempre a mesma. A redenção só se pode alcançar depois do arrependimento, ou auto-crítica como preferir.
Ilusões. Quem as não tem (teve)?
A regra é antiga. Quem aos 20 não for de esquerda, não tem coração. Quem aos 40 não for de direita, não tem cerebro.