A sondagem da ‘desgraça’ (2)


João Carvalho,

A nova descida do PS nas sondagens não o coloca apenas cada vez mais longe da maioria absoluta, como permite uma interessante leitura próxima facilmente ralacionável com essa intenção de votos: o congresso do fim-de-semana passado não surtiu qualquer efeito.

A descida de 1,3 por cento agora apurada não é de somenos: os socialistas afastam-se sucessivamente da maioria absoluta que tanto pediram no congresso de Espinho há poucos dias. Repare-se que a sondagem desta semana apanhou o público-alvo com a memória ainda fresca do congresso, o qual foi exaustivamente transmitido pelas televisões entre sexta-feira e domingo e comentado ao pormenor nos mesmos dias e nos que se seguiram.

Cai por terra, pois, a conclusão apressada de destacados socialistas, que correram a falar do sucesso das intervenções viradas ao País e dos respectivos conteúdos, que disseram ser respostas aos problemas dos portugueses.

Das duas, uma: ou os portugueses não quiseram ouvir (o que não era fácil, a menos que não ligassem o televisor), ou ouviram e não gostaram. Quando era suposto o PS ter subido nas sondagens à custa do espectáculo notável que montou em Espinho, a verdade é que nem sequer conseguiu manter os indicadores anteriores. Ainda por cima, o tão criticado BE, alvo principal dos ataques disparados no congresso, voltou a subir nesta sondagem.

Talvez algum dirigente socialista queira agora ensaiar outra declaração diferente da que acabou de fazer Vitalino Canas sobre esta ‘desgraça’, o qual disse qualquer coisa brilhante como sempre diz, do género se-a-minha-avó-não-tivesse-morrido-ainda-hoje-era-viva…

Um comentário em “A sondagem da ‘desgraça’ (2)”

  1. Quando o partido ainda deitava foguetes, era ele que apanhava as canas… .Agora, que é o que se vê, parece que vai mudar de nome: – Vitalino Foguete. Mas já não vai rabiar tanto como até aqui…

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