"Com a ajuda da SIC, que o confirmou, Paulo Rangel e o Vice Presidente do P(P)SD, José Pedro Aguiar Branco, vieram afirmar que a nota do Juiz Rui Teixeira tinha sido suspensa pelos três Juizes nomeados pelo PS, mas a verdade veio à tona e a verdade é que "foi Laborinho Lúcio, nomeado pelo Presidente da República para o Conselho Superior da Magistratura, que propôs que a avaliação do juiz Rui Teixeira fosse suspensa", segundo o Diário Económico apurou. Segundo a acta a que aquele Diário teve acesso, a proposta "foi apresentada ao Plenário antes das férias judiciais, e foi aprovada com nove votos a favor, dois contra e uma abstenção".
A última verdade do PSD
Carlos Barbosa de Oliveira,

E qual terá sido a atitude dos “conselheiros do parlamento” da área socialista relativamente a esta questão?
“O documento diz também que, face à aprovação da proposta de Laborinho Lúcio, “ficou prejudicada a apreciação da proposta de deliberação apresentada pelos vogais do CSM Alexandra Leitão, Carlos Ferreira de Almeida e Rui Patrício”, designados pelo Parlamento por indicação do Partido Socialista (PS).”
Terá a proposta de deliberação apresentada pelos vogais do CSM Alexandra Leitão, Carlos Ferreira de Almeida e Rui Patrício, influenciado a posição de Laborinho Lúcio? Qual era o efeito da proposta dos vogais indicados pelo Partido Socialista?
Tanto neste comentário como no anterior considero que há uma abordagem incorrecta. Está-se a partidarizar a questão e penso que se pensarmos pela nossa cabeça, apenas, podemos concluir que o dito Juiz não esteve bem na forma como orientou o processo. A questão é essa, independentemente do partido de quem levantou a questão. O problema aqui é a partidarização da Justiça em Portugal, nomeadamente do CSM , a qual é grave. Por outro lado, parece-me que Laborinho Lúcio tem uma postura e um passado que falam por si e nos permitem concluir que as suas posições não mudam por causa das dos outros… Este caso demonstra a importância da separação entre o poder judicial e o político em relação à qual ainda há muito por fazer…
Se uma mentira é repetida mil vezes até parecer verdade, a verdade tem de ser reposta mil vezes para não parecer mentira.
Recapitulemos:
O inspector, responsável pela avaliação do juiz Rui Teixeira, classificou-o com um “muito bom”. Os membros designados pela maioria socialista ameaçaram votar contra a nota atribuída pelo inspector, o que implicaria a não aprovação da mesma. Nisto, Laborinho Lúcio avançou com uma proposta que seria menos lesiva para a carreira do juiz do que aquela que resultaria da não aprovação da nota atribuída pelo inspector. Propôs então que a nota ficasse congelada até decisão de um processo judicial em que o juiz Rui Teixeira não é parte, nem se pode defender. Um absurdo, de facto, como reconhecido por professores catedráticos como Menezes Leitão (ver o blogue: Lei e Ordem), bem como uma interferência nítida do poder político no poder judicial, mas ainda assim uma proposta menos lesiva da carreira do juiz. And that`s all folks.
Esta tem sido a posição do PSD: sempre a deturpar os factos. Grandes especialistas…
Nada nos deve indignar tanto como a partidarização da justiça em Portugal, algo impróprio de um Estado de Direito. Este caso ainda dará muito que falar, pelos piores motivos.
Claro que dará ainda muito que falar, porque é um caso vergonhoso, que ilustra bem o estado a que desceu a justiça em Portugal.
Alguem ignora, por exemplo, que Girão (vice-presidente do CSM) é um “compagnon de route” do PS? Nem o próprio o negará…
E Laborinho? Não sofre, desde sempre, de complexos ditos de esquerda, que impedem qualquer observador isento de o considerar do PSD, independentemente de estar ou não inscrito no partido?
Concluo, então, que o Laborinho Lúcio é um infiltrado.
Quem o diz é V.