Nunca fui optimista. Um optimista é um pessimista mal informado.
O derrotismo costuma ser bom. É preventivo e é exigente e, só por isso, nem parece um traço português.
Mas é.
Pois nos tempos que correm, dei por mim a apetecer-me começar a olhar para as coisas boas da vida.
Afinal, não mudei nada, porque os pessimistas têm espírito de contradição, e eu assim continuo.
A partir de agora vou-me dedicar a esta experiência radical, convenientemente desviante…

E fazes muito bem. Ao contrário de ti sempre fui optimista, muitas vezes à custa (propositadamente) de um fechar de olhos e ouvidos ao que me puxa para baixo. O excesso de informação, minha amiga, pode ser muito poluente e, pior do que isso, muito desmotivante. E garanto-te: a vida é bela, malgré tout!
Bem-vinda ao mundo da abençoada inconsciência selectiva.
Sou uma neófita… 🙂 Mas nada de enganos: eu sempre fui pessimista do tipo estratégico e mal disposto. Nunca para desistir, sempre para contrariar a onda 🙂
Ah, então não somos assim tão diferentes: eu sou uma optimista que também gosta de contrariar a onda…
😉
“O derrotismo costuma ser bom. É preventivo e é exigente” – desde que se encontre a dose certa. O derrotismo exagerado ou doentio é mau, leva à depressão e à desmotivação total. Porque, se não se acredita que as coisas possam melhorar, ou se se parte do princípio que tudo vai correr mal, então não vale a pena fazer nada.
É sempre bom “olhar para as coisas boas da vida”, na minha opinião, é mais motivante e felicito-a por esta decisão 🙂
Olá, Cristina! Vamos ver se o clube dos optimistas me trata bem… lol!
Eu também fui um bocado provocadora: nunca fui de alinhar em ânimos inebriados do tipo ‘gospel’; mas nunca acreditei em fatalismos. Enfim: uma misturada esquisita 🙂