Que estranha perversão sociológica levará uma grávida de seis meses a passar uma noite inteira num chão de mosaico duro e gelado, num total desconforto, só para ser uma dos cem eleitos a receber um papelucho com direito a desconto num novo centro comercial? E a confessar que foi "muito doloroso", mas que "até se esteve bem" (?), com um sorriso de orelha a orelha? E a olhar embevecida para um marido abstruso, que a acompanhou neste suplício nocturno e diz, satisfeito e convicto, para o microfone espetado por uma das meninas da extensa galeria de cromos do João: "eu cá, vim para conhecer novas pessoas, pelo convívio". Em que mundo vivemos, Santa Mãe?????


Cara Ana:
O seu post sugere-me o seguinte:
Ali e nação!
:)))
MdSol, tem razão. Ali é nação: a nossa.
Exacto.
:))
Nunca um post me fez sentir tão d
o
w
nnnnn…
Sorry, Teresa. Mas é que ainda estou a tantar digerir a notícia, e não há meio de entender… 🙁
A imagem do País? Fico sem palavras.
Eles não, João. Fartaram-se de falar.
Quatro anos depois, vivemos pior. As coisas são o que são.
Além do (excelente) vídeo que aqui nos traz do tal centro comercial, só tinha visto uma outra imagem no post do Carlos Barbosa de Oliveira, esta muito feia.
A sua é tirada duma perspectiva muito melhor, mostrando bem a amplidão da entrada e levando-nos a imaginar a enorme multidão que cabe lá dentro. Aquilo deve ser o fim do mundo!…
É entrar, é entrar, meu povo!
O povo entra, Luís, e ainda agradece… vá lá a gente entender.
Ana, semelhante irracionalidade tem paralelo com os acontecimentos da ultima black friday penso que em NY, onde até gente morreu na sofreguidão da coisa. Aqui parece que ainda davam uns cheques de compras. O que me agonia mesmo são os microfones espetados para transmitir aquelas enormidades em prime time…
Eu sei que não é só cá, Ariel. Na Austrália, por exemplo, uma família inteira viajou horas a fio (com crianças e tudo) para ir instalar-se num hotel em frente de um centro comercial que ia abrir. Queriam ser os primeiros a entrar porque queriam comprar roupa, chapéus e sapatos e era tudo mais barato naquele dia. Esqueceram-se foi de fazer as contas à gasolina, ao hotel e às refeições… se as fizessem, chegariam à conclusão de que mais valia terem comprado tudo nas lojas caras da cidade onde viviam. As pessoas perdem a cabeça com estas coisas.
Enquanto houver buraco para onde fugir, já não é mau 🙂
E quando o buraco é o fim da linha, Joaquim? 🙁
Já não me surpreende…Infelizmente.
A mim ainda surpreende, veja lá… sempre que vejo cenas destas, pergunto-me como e quando chegámos a isto. Sou uma ingénua, não há dúvida.