Se se considerar como lícita a viabilização do outlet, mesmo com eventuais subornos ou influências, os crimes de corrupção e tráfico de influências já prescreveram. O prazo apenas aumenta se o acto for considerado "ilícito" – leiam mais aqui. E depois tentem adivinhar qual vai ser o desfecho deste caso.
Aceitam-se apostas
Teresa Ribeiro,

Não se passou nada de reprovável em Alcochete. O senhor Professor Diogo Freitas do Amaral, indicado pelo PS para novo Provedor de Justiça e futuro cabeça de lista do PS às eleições europeias, já veio dizer que não se registaram ilegalidades no impropriamente chamado «caso Freeport».
Ah, pronto, então está bem!
Isso foi tirado de um artigo do Vital Moreira, não foi?
De acordo com a notícia publicada na sua fonte (DN),
“apenas eventuais crimes de participação económica em negócio poderão ser investigados, já que o prazo de prescrição é de 10 anos.”
Por outras palavras: se for lícito, nada feito, se for ilícito, também já não falta muito tempo para não haver nada a fazer. É só esperar mais 3 aninhos e, como sabemos, isso são “trocos” para os prazos da justiça portuguesa. Uma coisa só me parece que a maioria dos portugueses ainda não percebeu: todos estes processos que não dão em nada e não vão a lado nenhum, custam a todos nós, contribuintes, milhões de euros por ano. Dinheiro deitado ao lixo, portanto, num país que, além de necessitar urgentemente de ter uma justiça eficaz e confiável, devia também contabilizar, até ao cêntimo, todo o dinheiro gasto. E neste caso, não estamos a falar de gastar dinheiro, estamos a falar de deitar dinheiro fora, o que é algo bem diferente…