Acordo burrográfico (1)


Pedro Correia,

– Vou na direção correta?

– Está quase a chegar. Só faltam duas curvas.

44 comentários em “Acordo burrográfico (1)”

    1. A homofonia proporcionada pelo imbecis que pariram o AO90 ocorre agora em palavras como recepção (que passou a escrever-se “receção” apenas no Portugal acordístico) e recessão.
      Não admira que a “iliteracia” ande por aí, em galope cada vez mais rápido.

  1. Como está a ser feita uma pergunta, nesse caso não sabe é pronunciar?
    Correcta e correta diz-se da mesma maneira.
    Já arquitecta, pode muito bem acontecer o Gabinete de Arquitetas, e aparecer o ‘vou na direção do Gabinete das Arquitetas? (pronunciado arquitêtas).

      1. Se é burrográfico é burro a escrever.
        Correcto ou correto nem numa sexta-feira se nota, e se disser ‘corre c to’ está a ser burro a dizer.

          1. Não se trata de ser gago, mas sim não ler o c no correcto.
            Será assim tão difícil perceber que no exemplo correcto / correto o burro pronuncia da mesma maneira as duas palavras.

        1. Aquele “C” não se lê, e no entanto, “correto” e “correcto” lêem-se de maneira diferente. No primeiro caso o “E” é uma vogal tónica fechada e no segundo caso é aberta. Ou seja, o “E” de “correto” lê-se “Ê” mas o “E” de “correcto” lê-se “É”. Aliás, a única função desse “C” é precisamente abrir a vogal que o precede, não é para ser lido.
          Portanto não podemos ler da mesma maneira estas duas palavras (correto e correcto), tal como não lemos da mesma maneira “espetador” (espetar o garfo na batata) e espectador (de uma peça de teatro).

  2. Em Alcochete, (fruto de uma guerra antiga com o Montijo por causa do comboio) quando se perguntava onde era a estação a resposta era invariavelmente:
    “Vá em frente e onde bater com os Cornos, é aí”

    1. Cheiram muito a bafio os povos de Inglaterra, França e Alemanha: pharmacy, pharmacie, Pharmazie (ramo da medicina). Os cheirosos somos nós.
      Ah, e é “pharmacia”, sem acento.

      1. ” Ora vamu lá ver” é uma frase do nosso querido líder, a Graça Freitas é mais o diz que disse, não tem vocabulário próprio.

            1. Quanto às regras, o Feytor-Pinto, que era da APP, falava em meia hora para as aprender. Quantas meias horas já lá vão?

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