– Nós concordamos com tudo até agora.
– Concordávamos, mas agora já não concordamos.
– Eu não disse que concordamos. Disse que concordamos.
– Nós concordamos com tudo até agora.
– Concordávamos, mas agora já não concordamos.
– Eu não disse que concordamos. Disse que concordamos.
Na dúvida é melhor ser concordeis.
Na dúvida e na dívida.
Como mero espetador, fiquei atonito com a publicacao
Falamos do que já falamos. Mais do mesmo.
Só para lembrar que, neste como noutros casos semelhantes, a eliminação do acento prescrita pelo AO90 é facultativa; e que o seu uso tinha sido imposto pelo AO45.
O “facultativo”, na prática, tornou-se obrigatório. Como se percebe lendo o sacrossanto Diário da República. Em palavras de alegada “dupla grafia”, como sector, que os acordistas sempre escrevem “setor”. Embora escrevam (e pronunciem) “sectorial” e “sectário”, por exemplo. Dando tiros de bazuca na etimologia. E baralhando ainda mais as cabeças de quem se inicia na escrita do nosso idioma.
Eu não disse que comemos. Disse que comemos.
Lembro-me daquela vez em que almoçamos. Mas agora já não almoçamos.
Eu não disse que partimos. Disse que partimos.
Sei sempre bem do que falamos e lembro-me de tudo quanto falamos.
A pergunta, portanto: a utilização do facilitador deveria ser coerentemente estendida a verbos de outros grupos, sim ou não?
Não percebi três coisas.
Se a pergunta é para mim.
Quem é você.
E não percebi a pergunta.
Reformulo: se parece tão importante o uso do acento diferencial para facilitar a distinção entre formas verbais para lá do contexto, não se deveria defender que a mesma solução fosse aplicada a outros grupos de verbos além dos terminados em -ar?
Parece-me fundamental, como se deduz do que escrevi.
Então, pelo menos neste blog, a norma passará a ser:
comemos e comêmos
partimos e partímos