– Batista!!!
– Sim, senhora?
– Finalmente. Que se passa consigo hoje? É a quinta vez que o chamo. Foi preciso gritar para você aparecer!
– Perdão, senhora. Não percebi que me estava a chamar…
– Batista!!!
– Sim, senhora?
– Finalmente. Que se passa consigo hoje? É a quinta vez que o chamo. Foi preciso gritar para você aparecer!
– Perdão, senhora. Não percebi que me estava a chamar…
Que eu saiba, ninguém chamava bapetista, se exceptuarmos um célebre programa brasileiro. Mas aprecio a regra dos pês e outras consoantes que se não lêem embora lá estejam depois da anterior vogal aberta. Talvez seja retrógrada, velha do restelo, mas não me apetece mudar só para igualar – ou quase – a língua brasileira que é um português só deles e acho muito bem que sejam diferentes e mantenham orgulhosamente essa diversidade que as torna próprias.
É uma chatice chamar-se assim.
Já o Ambrósio vem logo à primeira. E traz caixa com bombons.
O Batista foi apanhado com as calças na mão. É caso para dizer, cala a boca Baptista!
Vai sobrar para ele. A culpa é sempre do mordomo.
Batista, vá chamar o Velloso. E o Queiroz.
A Ignês da secretaria precisa de vossemecês.
E enxote este Anonymo. É chatíssimo, ninguém o atura.
A grafia dos nomes não muda. Só mudam os nomes que se atribuem de novo.
Sou tão velho que ainda tive uma tia Rachel (morreu nos fim dos anos 80).
Talvez não tenha dado por isso mas Victor passou a Vítor (nos novos nomes) por volta de 1960. Não caiu nem o Carmo nem a Trindade.
Muda, muda. Até no Diário da República.
Os Baptistas, por exemplo, são quase todos corridos a “Batista”. Sejam ou não mordomos do poder.
Numa mensagem de uma empresa de aluguer de automóveis e antes do nº de telefone lia-se – contato – ??
Às vezes conseguimos ficar tão incrédulos . . .
Maria
Pior é o Diário da República, que está cheio de “fatos” e “contatos”. Entre outros dislates.
Vale tudo, marcha tudo.
O erro tornou-se norma.