Acordo burrográfico (77)


Pedro Correia,

– Mas tu há um ano estavas cheio de dinheiro! Até compravas ações.

– Pois, vê lá. Agora até já tive que mandar descontar uma letra.

6 comentários em “Acordo burrográfico (77)”

  1. Este, lembra-me a estória do casal muito pobre que vivia numa aldeia e decidiu emigrar.
    Dois anos depois, chegam de férias, à aldeia. Vêm num bom carro novinho em folha e vestem de maneira que demonstra estarem cheios de dinheiro. Mal chegam, vão imediatamente ver o avô. Encontram-no, sentado à soleira, apoiado no seu velho cajado.
    Param o carro mesmo em frente ao ancião, saem e correm para ele. O avô nem se mexe, parece não os conhecer. Espantados, estimulam a memória do velho; então avô, já não nos conhece? Somos o Manel e a Maria!!!
    O idoso afasta o queixo do cajado pisca e depois firma melhor a vista no casal e replica: xois o Manél e Maria? Os mês netos quindá dôs anos xairam daqui cuma mão à frente e outrátrás pra irem trabalhar prá estranja?!
    Pois somos avô!!!
    Ena pás… mas cumé que voxês em tão pouco tempo já cunxeguiram cumprar um carão daqueles e exas roupas todas chiques?
    Então avô, sabe que no estranjeiro ha outras oportunidades.
    Ah xim… e coportunidades xão exas?
    Então avô, mal chegámos lá à frança, eu, tirei a mão de trás e aqui a Maria, tirou a mão da frente…

  2. … eh eh, boa!

    Tenho outra:
    – A Conceição antes era Concepção, e agora pergunta se deve passar a Conceção…
    – Acho que já são concessões a mais, acabar com o p e i!

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