Activististas e Monet


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Há poucos dias “activistas” haviam feito show-off com um quadro de Van Gogh, e aqui resmunguei. Agora surge o esperado, outros “activistas” destroem mesmo um quadro de Monet – da série “Les Meules“. Como se estas acções – típicas do “agit-prop” identitarista – tenham algum efeito positivo na luta contra a devastação ecológica.

E continuo a insistir, o efectivo colaboracionismo com estas versões de “insurreição mansa” é algo corrente – e patente no jornal do grupo SONAE, no qual académicos se agregam a defender a legitimidade do terrorismo patrimonial. Referi o asssunto aqui, estupefacto diante do total silêncio da sociedade portuguesa, da corporação dos jornalistas, do meio intelectual. E até dos empresários do comércio, que aceitam que um dos seus financie estas aleivosias. Já para não falar da própria academia, mas aí, enfim, pouco haverá a esperar. A não ser os rabiosques abanando-se, até sôfregos, ao som das “causas”.

8 comentários em “Activististas e Monet”

  1. O que esperam de um jornal que “despublica”? Além do mais, querem lá saber do Monet e do Van Gogh. Arte não se vende em supermercados – polpa de tomate, sim; puré de batata, também. E isso é bom para o negócio.

  2. O próprio título já é significativo de algo mais.
    O escândalo é a obra valer não sei quantos milhões.
    Nada mais resta.
    “às portas de Roma”

  3. Segundo o que li no Guardian, havia também vidro a proteger o quadro.
    Espanta-me a aparente ineficácia das medidas de verificação dos pertences individuais dos visitantes, que , até há relativamente pouco tempo, pelo menos em Londres, eram apertadas.
    Talvez fosse um modo de travar estes patetas

  4. Pode ser que em Inglaterra estas criminosas sejam devidamente punidas para dar o exemplo, através do crime que cometeram e que quem julga não vá na cantiga do activismo.
    No final dos anos 70 em NY havia uma onda sem precedentes de criminalidade, incluindo vandalismo na sua face mais visível na grafitagem do metro e sabem como é que se resolveu? Entrou em cena um senhor chamado Rudy Giuliano, que começou a aplicar penas pesadas a simples crimes de vandalismo que por ele não era visto como forma de expressão de arte. O crime desceu de forma vertiginosa.

  5. Li em algum lado, desculpem não me lembrar, que quem apoia financeiramente estas activistas é uma neta ou bisneta de um milionário americano da indústria petrolífera, e ela própria ser também uma activista contra as alterações climáticas devido ao consumo de combustíveis fósseis.

  6. O mais ridículo é ver estas “ativistas” muito preocupadas com as mortes pela fome e pelo frio (basta ouvir um pouco o que disseram) e, ao mesmo tempo, exigirem o fim imediato do consumo de combustíveis fósseis. Mas se amanhã se deixasse de usar gasóleo, como é que a fome era combatida? Que máquinas agrícolas é que iriam usar? Arados puxados por parelhas de bois? Sem máquinas a gasóleo nos campos como é mesmo que a agricultura poderia matar a fome da pop mundial? Que disparate meu Deus! Depois sobre o frio não sabia que os combustíveis fósseis eram usados para arrefecer… Pensei que eram usados para gerar energia sob a forma de calor mas devo estar enganado. Enfim sem os combustíveis fósseis, como é que se ia combater exatamente o frio? A queimar lenha e a abater florestas? É que somos para aí uns 8000M hoje, imaginemos a brutalidade de madeira que seria necessária para aquecer uma pop destas. Será que pensam sequer nisto? Enfim mais uma alarvidade! Mas não acaba aqui, dizem essas “ativistas” que a ciência diz que em 2050 não haverá como alimentar a humanidade… Mas isso não será porque, sobretudo em África, no médio oriente e na Ásia (Sul e sudeste sobretudo) estamos numa enorme explosão demográfica? Não será por causa do aumento brutal da pop mundial? Enfim só dizem disparates atrás de disparates e ainda vandalizam obras de arte, testemunhos da cultura e civilização. Era melhor que fossem más é trabalhar!

  7. Os bolcheviques estão de volta. preparem-se.

    Isto é resultado do jornalismo que temos no Ocidente, não é só o da SONAE.

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