Adivinhe


Maria Dulce Fernandes,
O Cavaleiro da Triste Figura no seu imaginário ilusório e fantasioso onde moinhos de vento são medonhos gigantes e rebanhos temíveis exércitos, é peremptório em proclamar que não crê em bruxas mas seguro está de que as mesmas existem.

A magia, assim como as artes divinatórias, é tão antiga como a humanidade.

Os Oráculos, a Numerologia, a Cartomancia, a Quiromancia, a Oniromancia, o Sortilégio, a Astrologia, a Atrogalomancia, a Ornitomancia, o lançar dos búzios, o Polvo Paul e outros tantos profetas, são perfeitos exemplos de que o futuro, que a Deus pertence, pode sempre ser  bisbilhotado de mil e uma mirabolantes maneiras, se tal contribuir para a harmonia e a paz de espírito dos homens tementes ao Altíssimo, porque prognósticos antes do jogo é estupendo e porque não há nada mais terrível do que o desconhecido.

Não vai longe o ano de 2012 nem as previsões apocalípticas decifradas no final de ciclo da pedra do Calendário Maia de contagem longa, escatologicamente aceites por todos os místicos, troando os adivinhos de pacotilha os horrores de Nbiru, escondido bem atrás do sol a aguardar insidiosamente a contagem final.

E Nostradamus? Esse visionário do futuro, que nos deixou As Centúrias escritas de modo a que a interpretação fosse lógica mas diversificada, e reconhecida apenas após os factos estarem consumados.

Chegados ao presente, ao terrível presente que afinal já estava escrito e nós, seres fracos do digital, dependentes do Google e da Wikipédia, completamente ludibriados pelas sortes, não conseguimos prever o impiedoso número 68.

 

O Número 68:

 

Em numerologia “O número 68 significa alcançar sucesso, riqueza e abundância através de seus próprios esforços e acções.”

 

Até aqui nada de mais, que nos saia sessenta e oito às carradas, mas eis que os incansáveis teóricos da conspiração divinatória conceberam a única, kármica, terrível e possível profecia:

 

0bfb2ca1-5bce-49e7-a2d4-2a524e9cbe5a-698x1030.jpg

 

Cogito para comigo porque nos damos ao trabalho de nascer, crescer e morrer, se a nossa vida se resume a uns quantos sessenta e oito rabiscados numa folha de papel.

24 comentários em “Adivinhe”

  1. Para alcanzar la cuenca del
    Breg hay que descender, aunque sea unos pocos metros, la breve pendiente. Allí inicia el río su descenso. Al seguirlo, es oportuno buscar también paradas, desviaciones, retrasos, ya que, como sabía Rilke, no se trata de pensar en victorias sino que basta con sobrevivir
    Magris; Danúbio

  2. ou seja , quem se dedica à cabala escolhe datas que se transformem em 68 para por em prática determinadas acções para que terminem em grandes riquezas para eles , como dizem os números. confere,

  3. Esse papel parece-me um bom papel: reciclado, acolchoado, fofo, resistente, perfumado a bosques floridos e puros. Do outro lado está limpo?

    1. Querida Maria , esta contabilidade não é da minha autoria😁
      É uma nostradamice que corre a Internet e que explica o destino, o fado, a sina, a fatalidade, o maktub , sei lá. Do género do ” era fatal que acontecesse, está tudo escrito”
      Limito-me a tentar expor, ou desmascarar a teoria
      Muito obrigada pelo reparo!

  4. Se a Maya sonha que a Dulce lhe anda a fazer concorrência aqui no “Delito” bem pode ir preparando uns orixás, vem aí praga de certeza.

  5. Pois, os números… Não esquecer o 42!

    O grande computador do livro “À Boleia pela Galáxia”, de Douglas Adams, depois de séculos (ou milénios, já não sei) de cálculos, disse que a resposta ao sentido da vida (e do mundo) era “42”. E quando quiseram saber o que significava o número, o computador replicou: “Ah, para isso, vou precisar de mais uns milénios de cálculo”

    Isto até inspirou a criação de um programa no canal televisivo ARTE, chamado “42 A resposta a quase tudo” (traduzido do alemão e do francês). Ocupa-se a dar respostas a perguntas curiosas, ou bizarras.

    https://www.arte.tv/fr/videos/RC-021159/42-la-reponse-a-presque-tout/

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *