Afinal há paraíso: fica na China


Patrícia Reis,

 

Países escandinavos? Esqueçam. Estado social europeu? Nem pensar. São modelos ultrapassados. Devemos todos aprender com as maravilhas da legislação laboral da China. Um país onde não existe mão-de-obra escrava, onde a exploração do trabalho infantil é inexistente, onde os horários de trabalho são cumpridos, onde o direito à greve é uma realidade pujante, onde os sindicatos são totalmente imunes às pressões do poder político. São os camaradas d’ O Diário comunista que nos apontam o dedo inspirador. "Um patrão [na China] não pode terminar o contrato de trabalho durante o período experimental, a não ser que haja motivos evidentes de prova de que o trabalhador falhou no preenchimento das condições necessárias à execução do trabalho. E o patrão terá sempre de explicar as razões ao trabalhador", escreve Alexandrino Saldanha num texto cujo título já diz tudo: A nova lei de trabalho Chinesa – Estabilidade Laboral, uma opção progressista.

Lê-se uma coisa destas e até apetece, sei lá, emigrar para a China. Mas é melhor o camarada Saldanha ir à frente. E depois esperarmos que nos escreva outro simpático artiguinho a partir de lá.

 

(via Entre as Brumas da Memória)

4 comentários em “Afinal há paraíso: fica na China”

  1. O artigo em causa, se bem desenvolvido, daria uma coisa que está muito em voga: o romance histórico!

    Quanto ao autor desse interessantíssimo artigo, Alexandrino Saldanha, ele é o presidente da mesa da assembleia-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF), o que deve criar-lhe alguns engulhos. É que nem devia haver trabalhadores na actividade financeira, quanto mais sindicato…

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