Países escandinavos? Esqueçam. Estado social europeu? Nem pensar. São modelos ultrapassados. Devemos todos aprender com as maravilhas da legislação laboral da China. Um país onde não existe mão-de-obra escrava, onde a exploração do trabalho infantil é inexistente, onde os horários de trabalho são cumpridos, onde o direito à greve é uma realidade pujante, onde os sindicatos são totalmente imunes às pressões do poder político. São os camaradas d’ O Diário comunista que nos apontam o dedo inspirador. "Um patrão [na China] não pode terminar o contrato de trabalho durante o período experimental, a não ser que haja motivos evidentes de prova de que o trabalhador falhou no preenchimento das condições necessárias à execução do trabalho. E o patrão terá sempre de explicar as razões ao trabalhador", escreve Alexandrino Saldanha num texto cujo título já diz tudo: A nova lei de trabalho Chinesa – Estabilidade Laboral, uma opção progressista.
Lê-se uma coisa destas e até apetece, sei lá, emigrar para a China. Mas é melhor o camarada Saldanha ir à frente. E depois esperarmos que nos escreva outro simpático artiguinho a partir de lá.


O artigo em causa, se bem desenvolvido, daria uma coisa que está muito em voga: o romance histórico!
Quanto ao autor desse interessantíssimo artigo, Alexandrino Saldanha, ele é o presidente da mesa da assembleia-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF), o que deve criar-lhe alguns engulhos. É que nem devia haver trabalhadores na actividade financeira, quanto mais sindicato…
Paraíso: A seguir aos feriados recentos do Ano Novo do Búfalo foram despedidos 25 milhões de trabalhadores chineses.
Caro Pedro,
A estes “saldanhas” que não lhes falte motivos e desculpas para um , digamos, estágio não remunerado nessas fantásticas fábricas.Não há pachorra.
O senhor saldanha é um pintor e gosta de pintar cenários imaginários?