Eu pensava que a única explicação para se ter levantado um enorme burburinho em torno da legalização dos casamentos entre homossexuais tinha a ver com o “timing” escolhido por Sócrates. Afinal, parece que me enganei. Há mesmo gente, seres humanos, pessoas, que também são contra.
Eu até compreendo que a Igreja, inundada em escândalos de pedofilia e homossexualidade, se oponha. O que me intriga, na discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é a posição do sacristão. Só percebo as razões da sua repulsa, à luz daquele espírito de alcoviteira que gosta de se meter na vida de toda a gente. Não compreendo como é que um cristão se pode incomodar pelo facto de duas pessoas do mesmo sexo quererem ser felizes. E, claro, percebo ainda menos o sacristão…

Carlos: Já é um progresso. “Sacristão” é bem melhor que “homofóbico”.
Quem é que impede “toda a gente, pessoas, seres humanos” de serem felizes? E para serem felizes têm de se enfiar na categoria de “casamento” que já está definida? Será que vivemos numa sociedade em que tudo é possível? Não há limites? É quase a posição de “querer um casamento igual ao papá e à mamã”, mas é diferente. E se é diferente, de uma natureza diferente, porque não um contrato específico?
Se quisessem ser mesmos felizes, já tinham encontrado uma situação de compromisso com os mesmíssimos direitos e deveres num contrato específico. É essa a minha convicção. E ainda teriam evitado a radicalização de posições, com a agressividade desnecessária, numa sociedade democrática (ou que pretende sê-lo), que deve reconhecer e respeitar o valor intrínseco de cada cidadão. E ainda evitariam vir ser submetidos à opinião de uma maioria (referendo), nada mais errado, porque não precisam da aprovação de outros. Isso sim é que vai dar espaço de antena a todas as “alcoviteiras” do país. Com audiências e venda de jornais. Claro que se se for para essa solução, não irei votar, “porque “não tenho nada que me meter onde não sou chamada”. Cumprimentos.
Resumindo:
– as coisas são como são e não temos nada que as mudar (pergunto-me porque razão se aceitou o fim da escravatura, entre outros exemplos menos brutais).
– eles que aceitem um contrato que até pode ser de casamento mas não lhes chamem casamento, que o que interessa é que não se veja (pergunto se limpa o lixo de casa ou se apenas o esconde)
– o mal é eles quererem estas coisas às abertas, que apenas extremam as posições e provocam os outros. No fundo, a culpa da recusa até é deles.
– eles nem precisam da aprovação dos outros, podem muito bem casar-se lá entre eles, sem precisar de incomodar os outros…
Sou só eu ou isto não faz sentido nenhum?
Provavelmente não seremos apenas os dois a ter a mesma opinião…
e se forem até podem casar… brevemente.
muitas felicidades
Céus! Foi assim que leu o meu comentário?
Pensava ter defendido o direito à diferença! O direito à especificidade! E à igualdade, enquanto direitos e deveres como cidadãos. Pensava ter defendido essa liberdade, de se realizarem plenamente de uma forma criativa.
Quem é que se colocou numa posição de “se não for igual ao casamento ou uma variante aceite do casamento não é válido nem é digno”? Para já, com as recentes alterações à lei do divórcio o casamento é quase descartável.
Se foi essa a leitura que fizeram do meu comentário, terei mesmo de rever a minha forma de comunicar. Porque aquilo que mais prezo é a liberdade de cada um se realizar naquilo que tem de único e não em comparação com os restantes habitantes deste estranho planeta. Somos seres plurais, não nos deviam identificar (ou sinalizar) por uma das nossas variáveis que neste caso é a orientação sexual.
Mas vivemos numa sociedade que se organiza através de contratos e não é assim tão simples essa equiparação que defende. E mesmo que digam que não altera mais nada, na verdade altera e muito.
A mensagem que devíamos estar a dar aos mais jovens devia ser a da autonomia: não precisas da aprovação social para te afirmares como és. A tua auto-estima deve basear-se na tua unicidade e não em comparação com quem quer que seja. O problema é a sociedade actual que ainda não respeita as diferenças sejam elas quais forem.
E esta é a forma errada de se abordar a questão: acha mesmo que uma minoria, seja ela qual for, se deve submeter à aprovação da maioria?
Cumprimentos.
Pessoalmente, considero este esclarecimento precioso. Na verdade, no primeiro comentário, fiquei com a impressão que a sua posição era outra, mas admito que tenha sido problema meu e não da sua forma de comunicar. Obrigado
Eu concordo com esse conceito. A pluralidade de posições e de visões e experiências, etc, deve ser louvada. Mas temos muitas pessoas que não querem especificidade para si. Querem o mesmo que outros. Da mesma forma que pessoas de cor quiseram ir para as mesmas escolas que as brancas (não gosto de um termo ou de outro) e que deixaram de se separar as escolas por sexos, também algumas pessoas querem casar com os seus parceiros, do mesmo sexo, da mesma forma que os outros. Isto não impede que continue a haver algumas escolas que preferem acolher apenas meninas, mas é apenas para quem o queira. Quem o desejar, pode continuar a ir para escolas mistas.
Penso que não firo a sua perspectiva com isto, não é verdade?
Cumprimentos e obrigado pelo esclarecimento, que admito poder ter lido mal.
Posso tentar ajudar? 😉 s-e-unioes.htm
http://taf.net/opiniao/2009/02/casamento
Obrigada, Tiago. Orientada por vários bloggers, já tinha visitado os links que enuncias e que me elucidaram nalguns aspectos jurídicos que têm implicações sociais relevantes.
Obrigado pela ajuda.
Meu caro,
Nada tenho contra, como nada terei a favor da união entre duas pessoas do mesmo sexo.
Sobre este assunto coloquei no meu sítio isto
http://atributos-1.blogspot.com/2009/02/h omossexualidade-nao-e-normal.html
que lerá se o desejar.
Melhores cumprimentos
JM
Concordo com a análise que faz, José Magalhães
“Não compreendo como é que um cristão se pode incomodar pelo facto de duas pessoas do mesmo sexo quererem ser felizes.”
Mas a felicidade depende de casar ou não casar?
“Há mesmo gente, seres humanos, pessoas, que também são contra. “
Fraquinho, muito fraquinho…tipo: não são só os animais que são contra?
Onde é que escrevi que a felicidade depende do casamento, pvalue?
A felicidade não depende de casar. Mas existir essa possibilidade que pode ser usada ou não por dois seres, INDEPENDENTEMENTE da orientação sexual! me parece que o texto do Carlos é claro! E lúcido
Pois é meu caro, muito terreno há a prilhar.Aproveito para quem é da zona de Leiria, a ir à apresentação do Livro da Sónia Pessoa, ser diferente é bom!
os pormenores em http://vilaforte.blogs.sapo.pt .
E parece que também há pessoas, tipo seres humanos, e assim, que se incomodam com um pai querer casar com a filha, e criminalizam mesmo quem case com dois, ou três ou quatro (parece que só pode ser com um de cada vez)
Misturar alhos com bugalhos nunca ajuda a esclarecer seja o que for. Não concorda, Amílcar?
E por esclarecer significa o quê? Se concordas comigo és esclarecido, se discordas és homofóbico, mau benfiquista, reaccionário, comunista (a lista continua com os nomes que se chamam às pessoas que não partilham os nossos pontos de vista…)
Quanto aos alhos e bugalhos, se calhar percebi mal a coisa. Se há pessoas que, para serem felizes, querem casar, mais ninguém tem nada a ver com isso. Só perguntei se essa premissa se estende a todos os que acham que precisam de casar para serem felizes e ninguém tem nada a ver com isso.
Gostaria bem de lá estra, Pedro! A Sónia merece todo o meu respeito e admiração.
Sim, há um longo caminho a palmilhar, até as pessos conseguirem aceitar o outro como ele é.
E que tal apareceres nas Caldas Da Rainha dia 7 de Março, Carlos? Bora lá almoçar comigo? Espero que possas e aceites, seria para mim um prazer… não é muito longe daí… beijinho
Obrigado pelo convite, Sónia.
Nesse dia devo fazer uma conferência sobre o DIM, à tarde, em Santarém. Talvez seja possível conciliar. Depois digo-te, ok?
obrigada Pedro! Sobre este assunto, eu continuo a dizer… “Ser Diferente é Bom”. Eu quero acreditar que desde o tempo das cavernas que o homem se vai educando, reeducando, evoluindo e, por isso, havemos de lá chegar! Carlos, deixo-te um abraço.
Diverte-te restar-mais-atencao-aos-argumentos-da-ou tra-parte/
http://blasfemias.net/2009/02/18/deviam-p
Obrigado, maloud. É ( quase) sempre hilariante ler o João Miranda
“Afinal, parece que me enganei. Há mesmo gente, seres humanos, pessoas, que também são contra.”
Já eu, não me enganei num caso semelhante.
Como sei que na paleta da diversidade humana cabem muitos disparates, muitas idiotiecs e muitas imbecilidades, não me custa nada a aceitar que alguém fique tão indignado porque, vejam só, há quem tenha a distinta lata de não concordar com a superior opinião do Carlos Barbosa de Oliveira.
Por acaso não tem um problema quando se trata de interpretar aquilo que lê? Essa agora!
É possível…
O que me pareceu, fazendo muito esforço e empenho para perceber o sentido da frase (e acredite que tive que me esforçar para acreditar no que estava a ler) foi que o Carlos Barbosa de Oliveira não considera que ser contra o casamento gay seja uma posição passível de ser defendida por “gente, seres humanos, pessoas”. E que ficou muito surpreendido por isso acontecer.
Se me enganei, aceite as minhas desculpas e por favor esclareça-me quanto ao sentido das suas palavras.
Sabe, tenho este terrível defeito de aceitar os outros tal como eles são. Principalmente, quando as suas opções em nada interferem com a minha vida pessoal, ou os meus direitos e deveres de cidadania. Não confundir opinião, com posição, por favor. Foi esse o seu pecadilho, mas nada de importante, como é óbvio!
“tenho este terrível defeito de aceitar os outros tal como eles são”
Excepto quando têm posições (ou serão opiniões? confesso que não percebo a diferença) diferentes da sua. Aí, já fica difícil de conseguir ser encarado pelo Carlos como gente, ser humano ou pessoa.
Já agora, quanto a “Não compreendo como é que um cristão se pode incomodar pelo facto de duas pessoas do mesmo sexo quererem ser felizes”, gostaria de saber por que é que em sua opinião os gays precisam de poder casar-se para poderem ser felizes. Segundo a minha lógica (ou aquela que consigo alcançar – tenho muitas limitações, confesso), este post está relacionado com a questão do casamento gay. É ao casamento gay que os cristão se opõem. Ao chegar à conclusão que os cristãos se incomodam com a possível felicidade dos gays, está a fazer essa felicidade depender do casamento. Por favor, indique-me em que passo é que e a minha lógica está errada, porque não consigo deslindar este nó.
Implicitamente já respondi a esse comentário, na resposta a outros comentários anteriores.Obrigado.
Um cristão não tem problemas com que os homossexuais estabeleçam entre si os contratos que entendam.
Já um fariseu…
Claro que «há mesmo gente, seres humanos, pessoas, que também são contra», Carlos. Quase parecias o Daniel Oliveira com esta saída. Se o tema é fracturante, se estão em causa valores que a sociedade partilha, o mais óbvio é que haja duas posições em confronto. Tu e eu somos tolerantes o bastante para entender e aceitar que ambas existam, independentemente do lado que nos agradar mais, não é verdade?
Nâo gosto muito da palavra tolerante, João!
Sou mais do género ” aceitar os outros”, do que “tolerá-los”, porque isso dá-me ideia de condescendência , atitude que machuca o outro ( mesmo quando essa não é a intenção)
A minha posição neste casot foi de espanto, não de condenação dos que são contra.
Sinceramente, não pensava que a discussão em volta de um assunto que só diz respeito a quem o pratica, pudesse inflamar tanto a opinião pública. Provavelmente ainda não estou bem entrosado com a forma de pensar da sociedade portuguesa, mas com o tempo lá chegarei. Espero…
Ao contrário do que possas pensar, concordo que há realmente uma subtileza na palavra ‘tolerante’ que faz pender o seu significado para o lado menos desejado.
Quanto à essência do assunto, não te esqueças: é fracturante e por isso é que inflama a opinião pública; não diz só respeito a quem o pratica, porque envolve um conceito que é partilhado. E estás entrosadíssimo, não me venhas com as ‘ingenuidades’ à Daniel Oliveira! Sem maldade… Hehehe…
Ingénuo, eu, João? Já passei a fase “esquerdista” e não vou muito à bola com caviar, por estranho que te possa parecer.
Claro que não vi maldade, meu caro. A discussão civilizada é salutar!
Ora ainda bem que concordamos de novo. No essencial, claro, que é para que a discussão nunca morra!
Quanto à tolerância… remeto-o para um post que fiz em 18 Nov. 2008 http://okayempatins.blogspot.com/2008/11/e xercitao-do-entendimento.html ais-exercitacao-do-entendimento.html
e
http://okayempatins.blogspot.com/2009/02/m
No entendimento espresso uma pessoa tolerante admite sempre que pode haver outras compreensões diferentes das suas. E aceita-as. Não por piedade ou nha nha nha, mas porque admite que elas podem ser tão válidas quanto as suas. Largueza de compreensão… sobre o mundo, a vida, as pessoas, cada um… Ser tolerante é a um tempo o reconhecimento do OUTRO e um acto de humildade perante a divwrsidade da alteridade. Vai bem com a EMPATIA entendida como capacidade para nos colocarmos do ponto de vista do outro…
:))))
A tolerância, para mim pode ter um significado que machuca o próximo. Do estilo ” pronto, não concordo contigo, mas está bem leva lá a taça
Essa é muitas vezes a ideia de tolerância. Por isso achei que poderia ter algum interesse contrapor-lhe a acepção que eu dei à palavra.
“E por tolerância, não entendemos aqui a piedosa inclinação para suportar o outro, sob genéricas alegações de humanidade ou de virtude, mas a capacidade para compreender para além das aparências imediatas, para compreender as motivações reais do comportamento alheio, e sobretudo, do nosso próprio comportamento.
Por tolerância, não queremos significar a largueza de coração, mas acima de tudo, a largueza – possível – da compreensão.”
in “Tire a mãe da boca” de João de Sousa Monteiro, p. 55
Ao que parece para a igreja reunida no casino uma criança para crescer tem que ter um pai e uma mãe a acompanhá-la em simultâneo. Condenada está a criança filha de mãe solteira, de homem ou mulher divorciada ou órfã de mãe ou de pai…
Ainda um dia me hei-de confessar no casino.
Boa ideia, Salvo! Vou seguir o conselho e faço o mesmo, pode ser que saia um jackpot…
Estou abismada!
Não queres convidar os países africanos, os islâmicos e o europeu Santa Sé para comentarem o teu post? Todos têm uma curiosa ideia sobre racismo e direitos humanos.
Parece-me uma boa ideia, maloud! Aproveito para pedir à Santa Sé esclarecimento sobre o significado da expressão “Respeitai-vos uns aos outros”.
Mas há cristãos? Seguem a doutrina? O Sr. Bagão Felix e o Sr. Jardim Gonçalves também são sacristães não são?
Toda a gente percebe onde quer chegar, Paulo Quintela, mas siga outro caminho. Em matéria de fé e consciência, cada um sabe de si.
Aqui não fazemos juízos de valor sobre pessoas concretas que não vieram para a praça pública dizer que são assim ou assado, entendido?
Toda a gente percebe onde quero chegar mas ninguém diz, enfim, fico-me com o seu sábio conselho’ Siga outro caminho’ até porque o seu ‘entendido?’ final é revelador.
Entendi pois, as minhas desculpas por ter comentado aqui na ‘seita’ mas podem sempre não franquear a porta e tornarem-se num clube de pedigree, por mim,tudo bem.
RIP
Por mim, pode continuar a comentar à vontade,Paulo.
Este é um espaço livre onde cada um expressa a sua opinião como entender, (dentro dos parãmetros da civilidade e do respeito mútuo, obviamente). Quanto à sua pergunta, lamento mas não sei onde que chegar. E não sei mesmo, acredite! Eu não faço bluff…
Não se faça desentendido, Paulo. Aqui não se comenta a qualidade da fé de cada um, enquanto for do foro privado e da consciência dos mesmos. Repito o que lhe pedi: respeite esse princípio, que só nos dignifica. O debate ganha dimensão quando não não se queda pelas coisas pequenas. Continue a aparecer, que temos todo o gosto em cultivar a discussão da eventual diferença.
Será que ainda não entendeu que não estão em causa as crenças de cada um, livres como devem ser, mas a sua praxis as suas atitudes e a perfeita assintonia entre o qque pregam e o que fazem? Não entendeu p’los vistos, assim sendo, nada mais posso fazer por si.
Tudo bem, Carlos Oliveira. Foi a primeira vez que entrei neste blog e embora goste de ver as minhas opiniões contraditadas pois gosto de polémica, já não tenho idade (física ou intelectual) para ter tutor ou para ser alvo de paternalismo, por isso reagi. O Sr. João Carvalho deve estar num dia mau, calha a todos.Coisa de pouca monta, de resto.
E na realidade não queria chegar a lado nenhum, referi 2 personagens católicos com nome feito na coisa pública, um deles da Opus e que se comportam como filisteus, tal como o fazem, em relação ao casamento gay outros sacerdotes e sacristas.
Nem sequer estou a arguir em causa própria pois se é certo que me tornei ateu, também é certo que nasci hetero.
De qualquer modo, obrigado pela sua cordialidade.
João Carvalho, eu aqui, como em qualquer outro lugar, comento o que entender e com completa e absoluta liberdade. Se tem vocação de censor, recomendo-lhe que invista em física quântica, regresse às cruzadas ou desemboque nos tempos das inquisição e seja feliz.
Pois aqui não sou bem assim, Paulo Quintela. Há qualquer coisa que podia ter ficado entendida à primeira e, pelos vistos, não ficou, talvez por defeito meu. Os epítetos que me endereçou são pormenores a que não dou relevo. Já fui cordial consigo e, pelos vistos, também não resultou. Desisto.
Ficamos assim: enquanto se mantiver dentro dos princípios a que me referi – e que tenho a certeza que também partilha – é muito bem-vindo. Para discutir a qualidade de cristãos destes ou daqueles em concreto, vamos ter o caldo entornado; o interesse neles está em serem figuras públicas e, como tal, no que dizem e fazem nessa qualidade. E mais nada.
Queria voltar a ser cordial, mas não tenho armas para um problema de pura teimosia. O perfil que anuncia de si próprio devia congratular-se por encontrar um espaço aberto e livre (repito: aberto e livre) que só tem por fronteiras o respeito por princípios e valores comuns. Enganei-me? Fica ao seu critério.
Não se incomode a ‘entornar o caldo’ até porque, depois, teria o trabalho de o limpar. Ficamos então assim
Concordo plenamente consigo, esta conversa não merece a energia que requer. Full stop.
Ora ainda bem. Consigo, sou sempre obrigado a repetir-me, mas não me queixo: é bem-vindo.
Schiiu! Portem-se bem! Ouviram?
Já acabou? Isto ontem esteve tão animado e agora que vinha eu…
Bom então é assim: se nós, os hetero casamos porque nos dá na telha ou não casamos e optamos por viver juntos, porque nos dá na telha também, porque é que os homo não podem fazer exactamente a mesma coisa; o que lhes dá na telha?
Agora o sacristão, tenha lá paciência Carlos, mas os sacristães do meu tempo eram todos solteirões.
Onde é que já se viu agora o Carlos armado em casamenteiro com os coitados dos homens!
Vamos por partes.
1. Venha sempre, que também anima.
2. Para os que acham que não, a resposta é: porque uns são hetero e outros são homo; é a diferença e o preço (vou ser crucificado de novo!) do direito à dita cuja.
3. Quanto ao sacristão, deixo por conta do Carlos.
Com isto, o Carlos conseguiu já mais de meia centena de comentários. É obra.
Não acabou, não, dentro de momentos vai haver mais…
Quanto aos sacristães, o da Igreja de onde eu gastava era casado e tinha uma catrefa de filhos… mas eu sou mais velhinho do que a Patti.
Casamenteiro, eu? Que grande heresia! Vou já propor uma coima em AG ( private joke)