Têm crescido à custa dos eleitores que não os querem no poder, tal como acontece em muitos partidos de protesto. Nada de novo, portanto. Mais interessante é observar a sintonia que existe entre votantes e votados. Os bloquistas também não querem ver-se no poder. Não porque não o desejem, mas porque não podem tê-lo. Se o tivessem, começariam no dia seguinte a desmembrar-se.
Amor proibido
Teresa Ribeiro,


Totalmente de acordo.
Subscrevo!
Sem tirar nem pôr.
:))
Nas legislativas já fiquei com essa impressão, aqueles que sobrevivem de atitudes passive-agressive, ficaram como gostam.
Essa atitude de resistência agressiva pelo imobilismo e o esperar que caia de podre são as peças principais das políticas de perde-perde, onde o objectivo é perder menos que o adversário mas onde perdemos todos, arrastando Portugal inteiro para o fundo do barril.
Perigoso reduzir o Bloco a isso. Olhar para o Bloco como uns coitados pode trazer muitos amargos de boca aos outros partidos.
Não me parece que estejam aqui a ser vistos como uns coitados. Estão a ser vistos, se bem entendi, como aquilo que são: tiveram um eleitorado não-fidelizado, tiveram um eleitorado que os escolheu para protestar e tiveram um eleitorado urbano e sem expressão no restante país. É tudo. E já foi muito.
Coitados? Não os vejo nada assim, Daniel. Têm feito até uma oposição interessante à esquerda do PS, com um discurso alternativo à cassete do PCP, embora muito demagógico – mas não se pode ter tudo 🙂
Quando começa a cheirar a poder é que são elas. O poder é perigoso para eles.