Francisco Seixas da Costa não passou por Macau. Helena Sacadura Cabral também não. São ambos insuspeitos, quer pela sua coerência, quer pela frontalidade com que assumem as suas posições. Ler o que o primeiro escreveu e a segunda comentou deixou-me a sensação de que uma vez mais não fui injusto no que escrevi sobre esta coisa. O livro corresponde na íntegra à imagem que o general também quis passar de si enquanto andou por Macau, pese embora isso não tivesse nada a ver com o que por lá andou a fazer. Mas para isso é que serviam os assessores, os afilhados e os fotógrafos. E hoje como ontem alguns mais que sempre se prestam a esses serviços.
Antes assim
Sérgio de Almeida Correia,

O post de Francisco Seixas da Costa e o comentário de Helena Sacadura Cabral registaram com inegável lucidez o ponto certo, como bem dizes. Fizeram-no sem rodeios e sem excessos.
Folheei o livro (aqui e ali com relativa atenção) e dei por mim a perguntar por que raio de motivo se dá à estampa uma “biografia autorizada” laudatória claramente pretendida pelo biografado apenas para dar meia dúzia de recados requentados? Cheira a podre.
Excelente, o texto de Francisco Seixas da Costa. Também o irei destacar, Sérgio: nunca é de mais. Já vi que fui brindado também com uma ‘atenção’ nesta obra hagiográfica. Por falta de tempo ou de motivação, o autor não achou por bem contactar-me para estabelecer o necessário contraditório. Ficámos quites: folheei o livro, mas deixei-o ficar na prateleira da livraria. Procedi exactamente como a Helena Sacadura Cabral: lá ficou a hagiografia posta em sossego. Por mim, não tenciono dedicar-lhe uma só linha de publicidade – nem sequer para dizer o que penso. Ou seja, mal.
infelizmente as biografias publicadas em vida vão muito pelo caminho do “auto-elogio”, tentando fintar, sempre que lhes é possível a história.
só que a história não se compadece muito com estes exercícios, e mais tarde ou mais cedo, a verdade surge, nua e crua, Sérgio.