
«Nos duele esta España eterna.»
Pedro G. Cuartango
No 86.º aniversário do início da Guerra Civil de Espanha, hoje assinalado, é patente que as marcas deste conflito permanecem cristalizadas em sectores políticos e mediáticos do país. Há referências insistentes às “duas Espanhas” – a franquista e a republicana – e reedita-se em colunas de jornal o espírito de trincheira que dilacerou o país durante um triénio sangrento – de Julho de 1936 a Março de 1939. Não falta quem procure fazer tábua rasa do espírito da transição protagonizada nos anos imediatos do pós-franquismo pelo Rei Juan Carlos e pelo então primeiro-ministro Adolfo Suárez, um dos mais hábeis estadistas europeus da segunda metade do século XX.
A Lei de Amnistia, de 15 de Outubro de 1977, e a Constituição, aprovada pelas Cortes em 31 de Outubro de 1978, selaram um pacto duradouro entre essas duas Espanhas que se defrontaram ferozmente nos campos de batalha. Desenterrar os fantasmas do passado é de uma irresponsabilidade sem limites, numa proporção inversa ao espírito de concórdia que animou todos os sectores da sociedade espanhola naqueles dias de recuperação da liberdade após os anos de chumbo do franquismo – da Aliança Popular liderada por Manuel Fraga Iribarne, ex-ministro de Franco, ao Partido Comunista de Espanha (PCE), onde então pontificavam figuras quase mitológicas, como La Pasionaria e o poeta Rafael Alberti, além do próprio secretário-geral, Santiago Carrillo.
No debate da Lei de Amnistia, falando precisamente em nome do PCE, o sindicalista Marcelino Camacho, líder histórico das Comissões Operárias, deixou bem claro que o seu partido tinha «enterrado os seus mortos e os rancores», decidindo “apagar o passado de uma vez para sempre». Pondo assim em prática a política de reconciliação nacional aprovada pelo Comité Central em Junho de 1956.
É criminoso fomentar o mito das duas Espanhas. Convém ter sempre presente, a propósito disto, um dos mais notáveis discursos de que há memória no país vizinho, proferido no município de Barcelona em 1938, pelo presidente espanhol Manuel Azaña.
A guerra estava no auge, com centenas de milhares de vítimas já contabilizadas, e anteviam-se ainda muitos combates sangrentos. Azaña proferiu então as palavras que se impunham – mas que ninguém parece ter escutado durante décadas:
Estas palavras imortais de Azaña, figura trágica desses anos em que o incêndio de Espanha antecipou a mais devastadora de todas as guerras, deviam ressoar hoje como o dobre de um sino em sinal de alerta.
Quem não aprende com os erros da História está condenado a repeti-los.

O totalitarismo esquerdista e o radicalismo republicano trabalham sempre na sombra, sem remissão e sem descanso. Está no O Senhor dos Anéis.
Tira os Anéis ao Senhor que isso passa……
O irmão e o vizinho transformados em inimigos e depois em troféus de caça.
Ninguém pode vangloriar-se disso, em tempo algum.
Para os fachos, basta ser de Esquerda para se ser “totalitário”. Para os fachos, aliás, basta não se ser facho para se ser de “esquerda”. É por isso que hoje em dia, com a propaganda americanizada e as redes sociais, anda por aí à solta tanto maluquinho a chamar “esquerda” ao PS e ao PSOE, e a chamar “tatalitário”, “estalinista”, ou “extremista” aos BE e Podemos.
Quanto ao “radicalismo” republicano, é algo que tenho com orgulho. Se eu tivesse vivido há um século atrás, teria tido orgulho de fazer parte da Carbonária, do grupo de heróis que libertaram os Portugueses da ditadura monárquica à força (e à razão) da bala.
Em Espanha esse Republicanismo tem ainda mais razão de ser, e de ser radical. A Monarquia Espanhola só está no poder graças à ditadura assassina do Franquismo. E hoje em dia, se um Basco ou um Catalão quiserem votar em nome de um Direito Humano (Autodeterminação), levam com a guarda nacional, vinda das cortes de Madrid, no focinho, com bastões e balas de borracha.
Perante isto, ser radicalmente Republicano é uma exigência. Não o ser, é tolice de colaboracionista.
«Desenterrar os fantasmas do passado é de uma irresponsabilidade sem limites, numa proporção inversa ao espírito de concórdia que animou todos os sectores da sociedade espanhola naqueles dias de recuperação da liberdade após os anos de chumbo do franquismo» – diz o Pedro Correia
Fui ver aos arquivos da internet, e nos “discursos” (entre aspas pois estou a referir zurros, e peço já perdão aos bichos de 4 patas pela comparação) muitas vezes aparece esse ataque a quem quer lembrar a história por inteiro, e ainda hoje desespera por justiça.
Por exemplo, ainda hoje é preciso desenterrar ossadas de valas comuns para identificar corpos, a pedido de familiares que nunca puderam enterrar os seus heróis pró-democracia.
E quando se conhece o assassino, fascista/franquista, muitos espanhóis têm de recorrer a tribunais na América do Sul, por exemplo na Argentina.
Porque Espanha nem é um Estado de Direito, nem uma Democracia.
Num Estado de Direito, quem matou tem de pagar por isso. Imagine-se chegar ao fim da 2ª Guerra Mundial, e não julgar os Nazis. Pois é exatamente isso que se passou no “espírito de concórdia” durante e após a transição.
Parece-me bastante estúpido até citar gente do Partido Comunista, quando esse em Espanha já não existe, ou seja, já ninguém é representado por essas posições. E ainda por cima sabendo-se que muitas das valas comuns só se descobriram mais tarde. E que a transição (em vez de uma revolução para uma Democracia plena como aconteceu em Portugal) foi o cenário menos mau, o possível, nos anos 70 em Espanha.
Mas meu caro, invocar os anos 70 por causa disto, e chamar irresponsável a quem hoje ainda clama por justiça, por história contada sem reescrita, por Estado de Direito, e por Democracia plena (que só existirá em Espanha depois de feitos os referendos à independência pelo menos no País Basco e na Catalunha) é só mais um dos pontos de vista completamente torçidos deste Pedro Correia.
Imagine-se na Suiça, invocar-se os anos 70 para justificar o regresso a esse tempo em que a mulher ainda não podia votar. Imagine-se dizer que uma “democracia” incompleta (onde só metade da população tem os direitos) dos anos 70 deve continuar a servir de guia para os regimes actuais. Imagine-se querer olhar em 2022 para a história com os mesmos olhos de há 50 anos atrás.
Imagine-se olhar para a Espanha e achar que a transição deve ser respeitada, sem qualquer progresso. Sabem o que isto é? É a posição FASCISTA de quem nunca gostou do 25-Abril-1974 em Portugal, e preferia que cá também a nossa transição (a chamada “Primavera Marcelista”) tivesse sido o passo seguinte na história Portuguesa, e cristalizado até hoje num regime Português obviamente muito mais defeituoso que o actual.
E já agora, é também o pensamento dos retornados e colonialistas que gostariam de nunca ter tido o fim da Guerra do Ultramar nem uma Constituição que tenha reconhecido o direito à Autodeterminação desses povos. Preferiam antes uma transição como a Espanhola, em que o “compromisso” é continuar em 2022 com os Espanhóis a ocupar os territórios Basco e Catalão.
Que não aprende com os erros da história, repete-os. Sim. Mas pior é quem os recusa sequer corrigir!
O Carlos Marques escreve como se o lado franquista tivesse o exclusivo dos assassinatos e mais crimes horríveis que tiveram lugar na génese e duração da Guerra Civil Espanhola, quando na verdade, foram praticados por AMBAS partes.
Esse é o seu revisionismo.
Quem semeia ventos colhe tempestades. Nunca um adágio popular se aplicou tanto a uma situação política como nesses meses – ou anos – que antecederam a guerra civil espanhola. O problema dos espanhóis é continuarem a semear ventos.
Por vezes, como se nota, com óbvias cumplicidades portuguesas – incluindo alguns inebriados pelo odor a sangue fresco das vítimas inocentes das atrocidades russas na Ucrânia.
O Carlos Marques tem toda razão. Claro que houve da parte Republicana exageros, mas nunca poderemos comparar com os torcionários de Franco. Começo logo por perguntar: quem começou com o golpe de estado? Franco ganharia a guerra se não tivesse o apoio Nazi e Fascista? Alguma coisa se compara a Guernica? Depois de ganha a guerra, porque é que o Franco continuou com os fuzilamentos? Porque é que a direita espanhola, apelida de pró etarra toda a gente que é da esquerda Vasca, e vir todos os dias com o espantalho da ETA, apesar do terrorismo Vasco já ter acabado há mais de uma década? Porque é que a direita espanhola se alimenta, TODOS OS DIAS, com a ETA, apesar da mesma já ter sido totalmente desmantelada? E por fim, os descendentes dos fuzilados antifranquistas não têm direito a saber o que aconteceu aos seus antepassados e dar-lhe em funeral digno?
É só isso.
Marques, que aplaude as atrocidades cometidas pelo comunofascista Putin na Ucrânia, incluindo o massacre de civis amplamente documentado, devia glorificar Franco.
Condenar a Guernica basca de 1937 enquanto se glorificam as Guernicas ucranianas em 2022 é vigarice política, desonestidade ideológica e pulhice moral.
Isto vale para Marques e para aqueles que fazem coro com ele.
O Putin comuna? Porra, Pedro Correia, isso não é fanatismo?
Putin pensa como um nazi, fala com um nazi, age como um nazi. E diz que o fim da URSS foi a maior tragédia do século XX.
É, portanto, comunonazi.
Aplaudido por comunistas e fascistas. Em Portugal também, até nesta caixa de comentários.
Fanáticos são os que dizem que o Putin é comunista.
Fanáticos – e da pior espécie – são os que aplaudem os crimes de guerra cometidos por Putin na Ucrânia desde 24 de Fevereiro. Incluindo os bombardeamentos deliberados de alvos civis e a destruição sistemática de escolas, creches, hospitais, enfermarias, creches, teatros, museus, igrejas, mosteiros, estabelecimentos comerciais e centenas de milhares de habitações, provocando o maior êxodo populacional na Europa desde a II Guerra Mundial.
Esses fanáticos dão hoje vivas a Putin como dariam a Hitler há 80 anos. São farinha do mesmo saco.
Oh Pedro Correia, então dizer que o Putin é comunista não é fanatismo? Não existe fascistas na Ucrânia? 11 partidos de esquerda não foram ilegalizados por este regime antes da invasão russa? O Banderas não foi um crápula assassino, que colaborou com os nazis na matança de milhares de judeus e é considerado um herói com direito a várias estátuas?
Nazi é o que agride, invade, viola e mata.
Comunista é o que lamenta o fim da URSS, considerando tal facto histórico a maior tragédia do século XX.
Putin é comunonazi. Um ser híbrido. Tanto mata ucranianos, por ódio étnico com a intenção deliberada de riscar o país vizinho do mapa, como manda matar russos, enviando-os aos milhares para a carnificina que ele próprio provocou. Já houve mais desfiles de caixões com jovens russos desde 24 de Fevereiro do que nos dez anos de invasão e ocupação soviética do Afeganistão.
Putin vive num bunker, como Hitler na II Guerra Mundial. Mimetiza-o em tudo. Ainda há-de casar com uma Eva Braun qualquer antes de enfiar uma bala na própria testa.
Sou comunista ( mas não militante do PCP ) e não apoio o Putin. O Putin foi levado ao poder pelo Ocidente, assim como os Talibãs. Mas não sou, também, a favor, como como milhares de Ucranianos que estão a ser preso, do ditador palhaço Zelinsk e da sua troupe de extrema direita. O Pedro Correia, usa muito o tema do Salazar: “quem não é por mim é contra mim”. E nestas coisas, nada pode ser a preto e branco. E não engulo o que a propaganda ocidental me dá, nem a do outro lado, como é óbvio. Mas para si, deve ser muito difícil perceber….
Diz “não apoiar” Putin mas usa contra Zelenski a linguagem de Putin, ipsis verbis. Reproduzindo a cartilha do Kremlin, a linguagem do invasor russo.
É a prova do algodão. Não é preciso outra.
ó Migang, desculpe lá, mas que é que o ocidente teve a ver com a ascensão do Putin? Eu sei que os comunistas atribuem todos os males ao capitalismo, mas há limites para tudo.
E se acha que a dissolução da URSS se tratou de uma tragédia assim tão grave, sendo certa que teve momentos traumáticos, então que tal falar da constituição da mesma? Em termos de tragédia, suplantou em muito a dissolução.
Sobre o apoio à figura de Bandera, e já que fica tão chocada, talvez outra personagem que invoca nos seus comentário, chamado Staline, ajude a perceber a razão do apoio dos ucranianos aos nazis. Provavelmente pensavam que estes o iam livrar-se do ogre que condenou milhões à morte pela fome.
A teoria do lavagem do fascismo e do nazismo redita e “tredita” pela extrema direita nazi/fascista: nós estivemos ao lado dos nazis, porque conhecíamos o Estaline. Esta teoria que já vem dos anos 50 deu para que muita gente colaboracionista tentasse fugir à cadeia. Muitos safaram-se apesar do Estaline morto, continuaram com o apoio aos nazis e fascistas. Está nos livros. Já agora sabe quem foi a pessoa como mais comunistas matou? Foi o Estaline. E o que tem a ver o massacre aos judeus? Foi porque eles também apoiavam todos os Estaline? O Banderas foi um nazi convicto, que colaborou, e muito, na matança de muitos judeus e polacos. Nada tem a ver com o mal menor, como vocês tentam vender.
Acabou-se aqui a propaganda do catecismo ideológico putinesco.
Já teve o seu tempo de antena, papagueando toda a cartilha do Kremlin.
Não admito adeptos de Hitler e de Estaline a usarem este espaço para vomitar propaganda totalitária. Muito menos para justificarem os actuais crimes de agressão e crimes de guerra de Putin na Ucrânia, reeditando o genocídio ali cometido por Estaline em 1932-1934.
Passe bem.
Além de que não se compreende por que carga de água defende separatismo se depois é para colonizar o mundo todo e ficar tudo debaixo do chapéu bolchevique.
Quer dizer, compreende-se: o mal nunca dorme.
“Franco ganharia a guerra se não tivesse o apoio Nazi e Fascista?”
Excelente pergunta, dependeria se o Exército de África teria capacidade para chegar à Espanha Continental. Se tivesse (mais cedo ou mais tarde), sim.
Caso contrário, é moeda ao ar porque dependeria (bastante) do que aconteceria no resto da Europa. A sensação (mas não passa disso) que tenho é que sim, mal as comunistas começassem (como aliás fizeram) a destruir a República por dentro. Não é líquido, aliás, que os nacionalistas não fossem obrigados a assumir uma qualquer solução de compromisso com as facções “de direita” dentro da República, nomeadamente os Bascos.
Chamar ” nacionalistas ” aos fascistas de Franco sei de onde vem. O Salazar também lhes dava esse nome. E por aqui me fico…..
É o nome normalmente usado em termos históricos para definir um dos lados da guerra civil. Fascistas seria, aliás, redutor já que quando muito se aplicaria a “metade” do lado de Franco (faltariam os Carlistas).
Como é que vocês chamam hoje ao vosso idolatrado Putin?
Nacionalista também?
Antiglobalista?
Defensor da fé ortodoxa?
Apóstolo da Cristandade – como lhe chama o satânico patriarca de Moscovo enquanto abençoa os mísseis que vão matar civis ucranianos?
Não! chamo-lhe um ditador fascista, fruto do capitalismo ocidental.
Putin, nascido na Leninegrado estalinista, agente e oficial do KGB, filho dilecto do sistema soviético, autor da frase «a queda da URSS foi a maior tragédia do século XX», é afinal “fruto do capitalismo ocidental”.
As pérolas de cultura que aprendemos com estes comunistas portugueses, treinados “dialecticamente” a distorcer e a torturar os factos mais elementares…
A escola de Putin tiveram, também, o Sakarov, o Aleksandr Soljenítsin,Gorvatchev, o Ieltsin, etc, etc,. Será que tem a mesma opinião sobre os mesmos?
Todos esses eram oficiais do KGB e declararam que a queda da URSS «foi a maior tragédia do século XX?»
Exclusivo mundial. Dá manchete na próxima edição do Avante!
E não foi? Já viu as centenas de guerras, pessoas deslocadas, milhões de mortes, após a queda da União Soviética?.
Em 1977 estive em Moscovo e Leninegrado, durante 8 dias. Levei uma máquina de escrever para uma pessoa, meu ” compagnon de route ” – agora muito em voga – à data militante do partido comunista português ( ele, não eu ), pois ainda não sabia escrever em alfabeto cirílico russo. Estava a estudar na Universidade de Moscovo, onde se formou em história, estudos esses pagos pela partido comunista. Das conversas que eu tive com esse ” camarada ” verifiquei que ele era um defensor acérrimo do Staline. E eu disse-lhe:- Tens uma sorte do caraças em não viveres no tempo do Staline”, Pergunta-me: Porquê? Porque ele mandava-te matar por seres mais stalinista do que ele. Com o curso acabado, pago pelo partido comunista, tornou-se dissidente. Este sujeito é vizinho do meu concelho e chama-se…José Milhazes.
“Dissidente”?
Essa palavra diz tudo, faz parte do vocabulário estalinista.
Quem se opõe ao sistema político não é opositor: é “dissidente”.
Pela mesma lógica, aplicada ao quadro político português, Cunhal não teria sido opositor de Salazar mas “dissidente”.
Com Estaline, os “dissidentes” eram enviados para os campos da morte lenta, dos quais milhões nunca regressaram. Ou condenados à fome, como os quatro milhões de ucranianos na década de 30.
Com Brejnev, o sistema suavizou-se. Eram apenas condenados a internamento compulsivo em hospitais psiquiátricos.
É o tal sistema cujo fim o comunonazi Putin considera ter sido “a maior tragédia do século XX”.
Vocês, comunistas, têm o totalitarismo a correr-vos nas veias, como a escolha dessa palavra “dissidente” bem demonstra.
Não há equiparação possível. O que você escreveu pode ser factual, mas a equiparação é tão errada como comparar as tropas dos Aliados (USSR, USA, UK) com as da Entente (Nazis, Fascistas e companhia).
Sim, os Aliados destruíram muita coisa, os Britânicos cometeram o crime de guerra hediondo em Dresden, e os USAmericanos cometeram genocídio no Japão, mas havia um mal maior a ser combatido.
É como na Ucrânia. Sim, a Rússia até pode cometer crimes, mas guerra é guerra, e tinha de salvar o povo do Donbass (martirizado durante 8 anos), e tinha de travar o exército de UkronaZionbalistas (que foi quem violou a PAZ uma semana ANTES da Rússia ter de intervir, segundo o relatório da OSCE) com armas daquela organização ofensiva e até terrorista chamada NATO.
Por outro lado, os Ucranianos da zona Norte (nos arredores de Kiev) foram quem teve a razão do seu lado ao aplicar violência contra os invasores Russos.
É preciso perceber que há duas Ucrânias, e que a democracia até 2014 tinha a difícil tarefa de as manter em paz lado a lado. Até que chegaram os EUA e f*deram tudo com a ajuda dos naZionalistas/Banderistas…
É como a história também da Palestina. Sim os Palestinianos cometem crimes. Mas são vítimas de uma invasão ilegal e injustificada, e vítimas diárias de um Apartheid (que é a pior das ditaduras logo a seguir ao Nazismo).
Reivisionismo, aliás manipulação, é equivaler os crimes de ambas as partes, quando há uns que são cometidos pelo agressor, e outros que são cometidos pelas vítimas da agressão.
É como a mulher vítima de violência doméstica que mata o marido. Ele não a matou. Mas ela matou-o. No entanto o crime dele foi maior. Ela agiu em legítima defesa. Não há equivalência possível.
Voltando à Catalunha, e aliás ao País Basco também, se hoje uma ETA operasse, a sua violência seria justificada. É que de um lado pode estar o encapuçado com um explosivo artesanal a matar um político de Madrid, mas do outro lado está uma ditadura ultra-nacionalista que viola o Direito Humano à Autodeterminação e espanca quem se atreve a tentar votar num referendo.
E assim, voltando atrás na história, a violência de um Republicano contra um Fascista Monárquico está mais que justificada. Só tenho pena que não tenham sido suficientemente violentos para ganhar a Guerra Civil. Ganhou o lado mau. E ainda hoje vemos as consequências desse azar.
Nada ilustra melhor os “Republicanos” do que o massacre dos oficiais da marinha Espanhola no inicio da guerra impedindo assim esta de intervir para impedir Franco de chegar de África.
A “Republica” tinha tudo para ganhar a guerra. Tudo.
Mas a presença de pessoas que expõem ideas totalitárias como Carlos Marques deitaram tudo a perder.
“Quanto ao “radicalismo” republicano, é algo que tenho com orgulho.”
Não minta, você é tudo menos Republicano. Marxistas não são Republicanos.
“Para os fachos”
O Regime de Franco não tinha Socialismo suficiente para ser considerado Fascista.
“E já agora, é também o pensamento dos retornados e colonialistas que gostariam de nunca ter tido o fim da Guerra do Ultramar nem uma Constituição que tenha reconhecido o direito à Autodeterminação desses povos. “
Você parece estar muito orgulhoso que de 1 ditadura tenham saído 7 ditaduras e mais de 1 milhão de mortos. 10 anos depois a URSS caia…
Qual a sua definição de povos?
Seria simplesmente grotesco, se não fosse também tragico, ver um apóstolo de Putin que aqui repete o catecismo do Kremlin em louvor ao extermínio da nação ucraniana, e à morte programada e deliberada de milhares de civis ucranianos, advogar-se em defensor do separatismo basco e catalão.
Onde é que estava a industria e a agricultura mais próspera:
Nos territórios da “Republica”
Onde existiu fome devido a colectivizações, “nacionalizações” forçadas e banditagem?
Nos territórios da “Republica”
Quem tinha o ouro para fazer pagamentos internacionais? cú
A “Republica” . O Famoso Ouro de Moscovo.
Com os amigos da revolução a explorarem os Espanhoís a toda a força.
https://es.wikipedia.org/wiki/Oro_de_Mos
Um separatismo, aliás, que não respeita a vontade das populações locais — são como o Bloco que quer mandar no mundo (vá lá, em Lisboa) do alto dos seus 5%. O verdadeiro problema é que na Catalunha o independentismo é ainda minoritário — mesmo com a re-invenção à força do catalão que já só se falava em Andorra nos anos 80 e de toda a campanha separatista continua minoritário. Não digo que é ilegítimo — isso eu não sei nem me interessa porque não sou catalão—, mas não é ainda maioritário.
Se eu tivesse vivido há um século atrás, teria tido orgulho de fazer parte da Carbonária, do grupo de heróis que libertaram os Portugueses da ditadura monárquica à força (e à razão) da bala.
Está a ver? Não é preciso ser-se facho. Basta usar o bom-senso para fazer os orcs saltarem da toca. Onde é que vocês, uma cambada de chaparros literais, a gente mais terra-a-terra que existe, foram buscar a ideia de que são os paladinos progresso?
A única coisa que a Carbonária fez foi atirar Portugal para uns atávicos 50 anos de atraso, de que ainda sofremos hoje.
A Democracia é uma invenção dos Liberais. Não venha dar lições de democracia a Liberais. A Democracia não pertence à esquerda e não pertence aos republicanos — para esses é apenas um modelo que neste momento serve os seus propósitos, mas não é o seu modelo preferido.
Vir aqui um marxista ou um esquerdista (um esquerdista é uma criatura que engoliu acriticamente o marxismo e os seus activismos derivados na escola pública, nas televisões ou entre amigos) falar de democracia é como ter um islamita a falar de “direitos humanos”: afinal de contas, para que é que eles querem isso?
Não respeitar as lições da História seria seguir o ressentimento e o sentimento de vingança tão nesse comentário e pensar na nefasta república que só trouxe desgraças ao país.
E no essencial, fanáticos republicanos e seus amigos estalinistas eram bem mais parecidos com os franquistas do que querem fazer crer. Todos quiseram acabar com a outra fação e instalar o seu próprio modelo à custa do sangue, do ódio e do totalitarismo. Sim, totalitarismo e extema esquerda aplicam-se perfeitamente a quem se diz rever na carbonária. E a estupidez a quem fala da “ditadura monárquica”. Pode chamar-me “facho” à vontade. Pouco significado tem. Nalguns casos, facho é quem toma banho regularmente.
“…incêndio de Espanha antecipou a mais devastadora de todas as guerras, deviam ressoar hoje como o dobre de um sino em sinal de alerta.
Quem não aprende com os erros da História está condenado a repeti-los.”, escreveu Pedro Correia, e o V. não sabe ler e arma-se em palerma.
Faz hoje 86 anos teve início a mais sangrenta guerra civil do século XX. Aqui mesmo ao lado.
É motivo mais do que suficiente para justificar invocação. E para combater desmemórias. Vivemos num tempo em que tudo passa e nada fica, em que predomina o culto da irrelevância.
E, sim, o alerta para graves erros do passado serve – ou deve servir – para evitar que sejam repetidos num futuro próximo.
Houve crimes suficientes dos dois lados para nenhum dos herdeiros ideológicos desses criminosos se poder vangloriar do sangue derramado.
Sem memória, cometeremos sempre os mesmos erros. E as tragédias passadas tornam-se tragédias presentes, contaminando o futuro.
Por isso nunca é de mais recordar o que se passou. Sobretudo tratando-se de uma realidade tão próxima da nossa, e que também tanto nos marcou, como foi o caso.
Camilo José Cela
Vísperas, festividad y octava de San Camilo del año 1936 en Madrid
« ate acuerdas de la gripe del 18, que diezmó las familias?, el recuerdo de la gripe del 18 (de la pérdida de Cuba de la semana trágica de Barcelona, de la huelga del 17, del
desastre de Anual, de la dictadura de Primo de Rivera, del vuelo del Plus Ultra, del 14 de abril, de la revolución de Asturias) es el refugio de los presuntuosos hombres sin historia, tan fieros y ruines como los presuntuosos hombres con historia, tú te encaras con el problema y claro es no
lo resuelves.
Bem oportuna, essa citação de Cela.
Bom dia, caro amigo
Nunca mejor dicho, este seu post. Tenho ali o diário da guerra de Espanha, escrito por um primo direito do meu avô paterno, que se alistou, com apenas 18 anos, na Falange, em Valladolid. Passou depois para o exército regular, concluído o rapidíssimo curso de alférez provisional, tendo em seguida combatido em todas as frentes, até ao fim do conflito.
É um documento precioso e deveria ser um alerta, para evitar que se tentassem ganhos políticos com aquilo que, em bom tempo, se resolveu apaziguar.
Bom Domingo, abraço
Fernando Antolin
Viva, Fernando.
Existe – por suposta fatalidade genética – uma atmosfera “guerracivilista” em Espanha, muito potenciada e ampliada nestes últimos anos com as chamadas redes sociais. Esta atmosfera transforma cada adversário num inimigo e vê em cada argumento contrário uma declaração de guerra. A propósito seja do que for.
As vozes moderadas – como foram as de Ortega, Marañón ou Madariaga durante a guerra civil – são varridas para um canto. Ninguém as ouve.
Esta cultura política é avessa ao espírito de pactos, de consensos, plasmado na Constituição de 1978.
Devemos estar muito atentos ao que se passa em Espanha. Porque sempre nos diz e nos dirá respeito, por mais distraídos que estejamos.
Forte abraço.
Nas palavras imortais de “John Rambo”
“They drew first blood”
Não faltaram os avisos quando se puseram a remexer nos restos mortais do ditador no mausoléu do Vale dos Caídos em vez de os deixarem onde estavam em nome da parvoíce do “virtue signaling” que como um vírus corroi estas sociedades ocidentais.
Para quê desenterrar velhos fantasmas. Quem semeia ventos, colhe tempestades.
É como o sucessor de Trump que vai primeiro a Israel dar luz verde a um ataque ao Irão e segue para a Arábia Saudita onde deles obtém corredores aéreos para os aviões israelitas, numa altura em que a crise energética está como está. Depois admiram-se.
Há uma guerra ao carbono sim, mas percebam de uma vez – o carbono, somos nós.
“Winter is coming”.
el sepultero anda con los pantalones en las manos
Azaña, figura trágica num tempo em que as luzes se apagavam e as trevas alastravam na Europa.
Este discurso dele que cito, quase um testamento político, é notável a vários títulos. E um dos marcos da oratória política do século XX.
Merece ser conhecido e divulgado.
Esta é uma data trágica. Que convém ser lembrada enquanto o clima “guerracivilista” persistir em Espanha.
“Cainista”, como lá dizem, em alusão a Caim, o primeiro homicida da história.
A transição de 1976-78 contrariou em toda a linha o ancestral “cainismo” espanhol. Lamentavelmente, uns quantos irresponsáveis parecem apostados em enterrar o espírito da transição e reviver as velhas trincheiras, que já deviam estar sepultadas nos livros de história.
“…o primeiro homicida da história.”. Fraticida?.
Sim.
Fascinante é a análise que Jordan Peterson faz sobre o facto que – e segundo a Bíblia – Caim não é castigado olho-por-olho após matar Abel o favorito da Graça Divina, mas apenas banido.
É um tema bastante mais profundo do que a simplicidade aparenta.
Muito bem observado. Há logo aí a definição de um parâmetro ético.
E a propósito de banimento: segundo o Génesis, seremos descendentes de Set, o terceiro filho de Adão e Eva.
“Los Mitos de la Guerra Civil”, Pio Moa – o bra e autor proscritos, perseguidos mesmo, pela esquerdalhada além-Caia..
Do mais lúcido e “pedagógico” que se pode ler sobre Guerra Civil Espanhola.
JSP
No campo republicano as divisões eram imensas. Havia os socialistas (divididos entre os moderados, de Julio Besteiro, e os ultra-radicais, de Largo Caballero, o “Lenine espanhol”), os anarquistas (com força sobretudo na Catalunha e muito influentes no movimento sindical), os comunistas (que só valiam 3% em 1936 e eram uma pequena força muito disciplinada e “ordeira”) e os liberais centristas, como Martinez Barrio.
De tudo isto resultou uma amálgama difícil de gerir. E resultou até uma guerra civil dentro da guerra civil, na Catalunha, com os comunistas a esmagarem o pequeno partido trotsquista POUM e a imporem-se depois aos anarquistas. E também conflitos sérios entre os separatistas catalães e o poder central em Madrid.
Foram os anarcas do POUM, que dentro das forças antifascistas, mais contribuíram para a derrota da República. Muitos deles, que eram estrangeiros foram fazer ” turismo de guerra “, como agora acontece na Ucrânia. Os comunistas queriam um exército organizado dos milicianos ( voluntários anarcas, comunistas republicanos, etc ), a fim de derrotar os fascistas do Franco, mas os anarcas do POUM sempre se recusaram e até discutiam as ordens dos graduados. Leia, por favor, o livro ” Homenagem à Catalunha ” do insuspeito “George Orwel. Ou vai dizer também que este escritor era comunista?)
Um putinista, sem querer, compara Putin a Franco.
Ao aludir, depreciativamente, ao “turismo de guerra” – desconsiderando e achincalhando muitos jovens idealistas dos anos 1930 oriundos de vários países que puseram a vida em risco no combate contra Franco em Espanha e comparando-o a muitos outros jovens que em circunstâncias semelhantes arriscam hoje a vida no combate contra Putin na Ucrânia.
Ontem contra Franco, agora contra Putin. Do lado dos mais fracos, contra a besta opressora e sanguinária.
Lágrimas de crocodilo, nesta altura do campeonato? Não brinque comigo.
Qual campeonato? Não há campeonato nenhum.
Você percebe tanto de futebol como de política.
Leu mesmo o Homenagem à Catalunha? O “insuspeito Orwell” combatia pelo POUM. Tinha alguma admiração pela abnegação dos anarquistas e nenhuma pelo PCE, à época um partido absolutamente estalinista e que ali praticou a suas Checas. Aliás o “apreço” de Orwell pelos marxistas-leninistas começou ali, na Guerra de Espanha.
Li e reli. E li outros livros sobre o assunto. Não fiquei pelo Orwell Só quis afirmar que o próprio Orwell, amigo dos anarcas do POUM e crítico dos comunistas, no livro afirma que os anarcas mesmo na formação criticavam a forma ” militarista ” do instrutor. E isso, contribuiu também para a derrota dos Republicanos, pois do outro lado havia uma ” profissionalização” do exército fascista de Franco. Só isso.
Quanto resto, são meras extrapolações do que não disse.
não há perigo que isso possa acontecer nos próximos tempos , duas gerações no mínimo , devido à falta de matéria prima para guerras. lá como cá , guerra só a da bola.
É conveniente nunca se perder a memória. Porque as mesmas causas geram as mesmas consequências.
«Una cosa parece indiscutible: el clero y las cosas sagradas constituyeram el primer blanco de las iras populares,… más de 6.800 eclesiásticos , del clero secular y regular fueron asesinados» – Víctimas de la guerra civil
Remexer as cinzas de um mundo extinto, ao serviço de ideologias que só nele encontram algo que a justifique.
Sobre a guerra civil de Espanha já li muita coisa. Desde os clássicos – Hugh Thomas, Gabriel Jackson – até ao “revisionista” Cesar Vidal, passando pelo Paul Preston. Li e leio gente de todas as tendências. Nem seria possível chegarmos a conclusões sérias de outra maneira.
Defendo a posição sábia assumida pelas diferentes forças políticas na exemplar transição espanhola de 1976-1978.
Adolfo Suarez , el Rey Juan Carlos : 7 estrelas.
Por supuesto, Marina.
“Defendo” diz, e muito bem, todos defendem, face ao resultado.
A questao é outra, como bem diz o Marques. Mesmo assim vou dizer á minha maneira : a democracia é um sistema inacabado, ate se falava a caminho do …..
Portanto naquela altura foi o que se conseguiu, e porventura é chegado (existem agora condiçoes, como a serenidade ) o momento de avançar.
Eu se fosse a si escolhia outro autor de cabeceira. O Marques não é recomendável.
Cesar Vidal, revisionista? Porra!!!
Sim, comigo não há livros proibidos nem autores no índex.
Índex é no vosso catecismo. Não admira que repitam todos a mesma cartilha, às vezes vírgula por vírgula.
Como dizia o Cunhal, olhe que não, olhe que não. O index foi um invenção do catolicismo retrógrado. Não foi do Partido Comunista, como deve saber. Já agora, veja donde surgiu o fundamentalismo.
Há index em todas as ditaduras comunistas, onde existem largos milhares de livros proibidos e a posse de alguns deles sujeita o seu infeliz detentor a ficar sob a alçada do código penal. Basta ver o que sucede hoje em Hong Kong, onde os cárceres estão cheios de cidadãos punidos por delito de opinião. Uma das metrópoles mais livres do continente asiático foi transformada numa cidade-prisão, apenas em vinte anos, pela ditadura comunista.
Nunca falha, é sempre assim.
Só o catecismo (marxista, leninista, maoísta, castrista, guevarista, kimista) tem livre curso nesses países.
sobre a narrativa e o alerta só posso dizer bem (( só nao digo ” muito bem”, para nao parecer uma voz de fundo no parlamento de outros tempos )).
Mas é pouco. Ainda que seja o bastante, ou mesmo tudo na otica do Autor, “tudo” é historia. Por mim, preferia ver o “inimigo”. Digo de outra maneira: preferia ver num post desvendar quem e para que tem interesse no retrocesso ?!!!!
Ótica é de ouvido – daí falarmos em otites.
Julgo que se referia a óptica.
claro…obrigado.
Mas o efeito (jantar) já está a passar, e apesar de o Autor do post se furtar, aqui vai :
O Autor leu diferentes opticas sobre a tal guerra, e portanto está em vantagem, tem opiniao. Assim, porque raio é que na otica (ouvidos) do comum cidadao só entra que quem se incomoda com o remexer no passado é a direita ?
Na RAS (africa sul ) tambem houve um pacto de regime. Parece-me que posteriormente tambem se avançou.
Podemos recomeçar a remexer na segunda guerra mundial…por exemplo como milhões de Europeus no seu final foram subjugados Estaline e Tito.
Sem falar na vergonha da operação Keelhaul…
Ou como o golpe Marxista-Comunista na Grécia falhou…
A transição portuguesa para a democracia, tal como a espanhola, também foi caraterizada por uma Amnistia, se bem que não erigida em lei: foram perdoados todos os crimes cometidos por PIDES, bem como por alguns combatentes antifascistas, incluindo pelo menos em parte as FP25.
O bando terrorista FP 25 era tudo menos “antifascista”. Assassinou em democracia, lesando o sistema democrático, não agiu contra ditadura alguma.
Pedro Correia – sei de que lado está. Não vale apena justificar-se. Quando fala do bando terrorista das FP 25- que realmente foi, não tenho dúvidas. ” esquece-se” do bando terrorista do ELP e do MDLP, cujo mentor foi o homem condecorado pela sua gente o tal marechal Spínola. E sabe porque digo isto, porque sofri na pele as bombas desses terroristas. Por favor, caso tenha tempo, leia Portugal a Arder do Miguel Carvalho, está la tudo. Mas aí já é capaz de lhe não interessar e eu compreendo-o. Já agora, muitos que estiveram nesse organização terrorista como o Júdice e companheiros, apoiam agora, veja lá, o Zelynski. As voltas que o mundo dá, não é verdade.? É por isso que estas coisas de Russia/Ucrânia não é preto e branco ou de quem não está por mim é contra mim, como afirmava o Salazar. E por aqui me fico.
As FP-25 mataram em democracia – e só em democracia. Foi um bando sanguinário que na prática ficou impune: crimes de sangue “amnistiados”. Uma das maiores nódoas da justiça portuguesa pós-25 de Abril.
Em Espanha, sucedeu algo muito semelhante, mas numa escala incomparavelmente superior, com a suposta “antifascista” ETA. Que matou quase apenas em democracia. 90% dos homicídios desta organização terrorista foram cometidos já na vigência do sistema democrático e constitucional em Espanha.
Com números aterradores. Só entre 1978 e 1983, a ETA assassinou 359 pessoas. O ponto culminante destas atrocidades cometidas em nome da “libertação” do País Basco ocorreu em 1980, quando foram mortos 98 espanhóis – à média de dois por semana.
No total, mais de 850 assassinados – incluindo 20 menores, incluindo dez no País Basco francês.
Quase metade destes crimes permanecem impunes.
Nem todas as vítimas desta organização terrorista foram mortais.
Há também 2600 feridos muito graves, quase 90 sequestrados, os incapacitados permanentes, os deficientes físicos e psicológicos, todas as famílias afectadas pela estratégia do terror que foi fazendo vítimas até à primeira década do século XXI.
Com cúmplices deste lado da fronteira – aqueles a que costumo chamar esqueletos morais. Alguns escrevem com pseudónimo em caixas de comentários de blogues.
Por favor, não tergiverse. Sei qual a vossa tática, quando não têm resposta. Então, quer dizer que o ELP e o MADLP atuou num país não democrata. E não me venha dizer, que foi durante o PREC, não foi. A maioria das bombas destas safardanas foi após o 25 de Novembro de 1974 – até 1977. Leia o que o bombista Ramiro Correia, disse sobre este assunto e até se autoelogiou.
O tema é “As duas Espanhas”. Vocês, comunistas, torcem-se todos sempre que vem à baila o nacionalismo homicida basco que se acoitou sob a sigla ETA.
Com sórdidas cumplicidades portuguesas.
Daí chutarem sempre o incómodo assunto para canto. Tem a ver com o tal esqueleto moral a que me refiro. Pseudo-moralidade sem espessura alguma.
P. S. – Ramiro Correia era “militar de Abril”, não bombista. Quem tergiversa é você.
Para seu governo, o Partido Comunista Português, sempre condenou o terrorismo da ETA. Há vários artigos e comunicados nos órgãos oficiais do PCP, a reafirmar isso. Falar do apoio à ETA dos comunistas é mais uma falácia e até uma calúnia. Mas mete-se tudo no mesmo saco, porque convém. No entanto, o Partido Comunista Português é favor de uma Espanha dos Povos independentes, entre os quais o Pais Vasco, mas por vontade democrática. Mas eu sei que estas coisas confunde-o um pouco. É normal.
Ainda há pouco garantia aqui que não é militante do PCP. Agora desata a recitar a cartilha do partido, com vírgulas e tudo.
Típico «doublespeaking», como dizia Orwell. Que conhecia demasiado bem o totalitarismo comunista.
NÃO SOU, nem NUNCA FUI, militante do Partido Português. Se o fosse ,não tinha pejo nenhum em dizer-lhe. Mas sou comunista e assim vou morrer. Sou como a canção da Gabriela: nasci assim, vou morrer assim. Não há nada a fazer. Não sendo militante, não quer dizer que não leia os comunicados e jornais daquele partido. Assim como de todos os partidos, sem exceção. Manias minhas.
Há um Partido Português?
Com esse nome, deve ser hiper-nacionalista.
Ramiro Moreira e não Correia, como é óbvio.
Não tem de quê.
Sem duvida que o tema da guerra civil dos nuestros hermanos é um tema sensível e que merece “alguma” atenção. Digo “alguma” porque, gostaria que se falasse muito mais dos tempos que se viveram por cá no século passado e sobre os quais parece que há um branqueamento tacitamente aceite por todos os quadrantes políticos. Desde a ditadura á revolução e todos os meandros do pós revolução, pouco ou nada de fala com a profundidade que se exige. Por vezes parece que apenas os descobrimentos merecem interesse na nossa história.
Falar das guerras civis em Espanha (que teve quatro nos últimos 200 anos) é falar também em Portugal, que esteve envolvido de várias formas pelo menos na de 1936-1939.
Aliás se há termo impróprio é “guerra civil”. Como se esta não fosse sempre a menos civilizada de todas as guerras.
Guerra incivil, portanto.