Soube-se pela manhã que o ministro da Administração Interna tinha negado «qualquer mal-estar com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa» e que os dois até iam almoçar juntos. Chegados a esta hora, parece que aquela notícia não teve desenvolvimento. Pode concluir-se, portanto, que o almoço lhes caiu bem e que também não sentiram qualquer mal-estar durante a tarde. Ainda bem.
Bom proveito!
João Carvalho,

Tenho uma para a sua colecção de dislates, João: nas notícias da noite, ouvi o ministro Teixeira dos Santos afirmar convictamente: “temos de enfrentar a crise de frente”. Pareceu-me seriamente empenhado em não atacar a crise à má fila, pelas traseiras…
Vou já usá-la, Ana. Obrigado. Creio que Teixeira dos Santos costuma dizer ‘ter que’ e não ‘ter de’.
É bem possível…
Estes políticos têm sempre «remédio» para tudo e este até parece ser polivalente, uma vez que abre o apetite e trata os efeitos de uma má digestão. Negar um mal-estar parece, na verdade, o verdadeiro ovo de Colombo…
Mas vendo melhor, este pode também ser o início da desgraça na indústria farmacêutica. Já estou a ver o anúncio: «Sente um mal-estar? Negue-o e vai ver que se sentirá muito melhor!» É o mal de todos os remédios…, para fazer bem a uma coisa, fazem mal a outras…
“Sente algum mal-estar? Negue-o e vá almoçar!”