Babel e Sião, Luís Cília
(Álbum: La Poésie Portugaise de nos Jours et de Toujours, 1967)
Canta o caminhante ledoNo caminho trabalhosoPor entre o espesso arvoredo;E de noite o temerosoCantando refreia o medo.
Babel e Sião, Luís Cília
(Álbum: La Poésie Portugaise de nos Jours et de Toujours, 1967)
Canta o caminhante ledoNo caminho trabalhosoPor entre o espesso arvoredo;E de noite o temerosoCantando refreia o medo.
Excerto de “Sôbolos rios que vão”.
Sim.
Paráfrase do Salmo 137 – a saudade cantada há 2500 anos.
A beleza do texto bíblico acentuada pela arte do génio de Camões. Desmentindo aqueles que insistem na tese de que a poesia dele “não serve para ser cantada”.
Cília com alma de trovador.
Camões respeitado e bem tratado.
La Poésie Portugaise de nos Jours et de Toujours 1
(são três álbuns com o mesmo nome)
Sim, mas em 1967 só houve um.
E foi o único com poemas de Camões.
Pois foi. Inconfundível.
Assim: mais 4 possíveis postais.
E de noite o temeroso
Assim é, obrigado.
Que beleza!
Terei que rever os meus favoritos, mas não tenho qualquer dúvida de que esta interpretação está nos lugares cimeiros da minha lista das melhores adaptações camonianas.
E não é fado, nem guitarra portuguesa, mas está muitíssimo bem conseguida. Até porque a melodia e a maneira de cantar evocam a própria música renascentista, os versos fluem com grande facilidade. Gostei mesmo muito.
Em cheio, Zebra. Excelente apreciação.
O Luís Cília era um cantor de intervenção de esquerda
(também há de direita). O meu preferido é o José Afonso,
conhecido por “Zeca”. Também gosto do Sérgio Godinho.
Outros: Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Vitorino.
João Barros da Costa
Luís Cília é.
Está vivo, não morreu.