Cantar Camões (24)


Pedro Correia,

Lianor, Amália Rodrigues

(Álbum: Fado Português, 1965)

 

Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;

Vai formosa e não segura.

6 comentários em “Cantar Camões (24)”

  1. Portugal…

    Descalço vai para a ponte
    Portugal pela negrura;
    Vai falido e com amargura.

    Nota – Conheci a Amália Rodrigues em 1970 ou em 1971. Aconteceu assim:
    Eu tinha nove ou dez anos de idade e ía para o Jardim-Infantil Luso-Suíço
    (actual Colégio Luso-Suíço), na Rua de Santo Amaro – à Estrela, em Lisboa,
    onde estudava desde os três anos de idade (era a idade normal para entrar).
    A Amália vivia na Rua de São Bento e andava por ali. Seriam quase nove horas
    da manhã. Ou entre as oito e as nove. Por aí. Ela estava no fim da rampa da rua
    que vai da Rua Dom Pedro V / Rua da Escola Politécnica até à Rua de São Bento.
    Meteu-se comigo: “Que menino tão bonito. Para onde vai?”.
    Eu: “Eu? Eu vou para a escola.” E continuei a andar. Atravessei a Rua de São Bento.
    Subi uns metros da Rua de Santo Amaro e entrei no colégio da “Tante” Nora Marcos.
    Quanto à Amália…
    Nunca mais a vi.
    A não ser na televisão.
    “C’ est la vie.”

    P. S.: Mistérios de Lisboa…

    João Barros da Costa

  2. Tudo o que Amália cantava soava bem, naquela voz inimitável que conseguia sempre arrancar mais um tom alto e longo, e com aquele sentimento sempre tão bem fingido que se diria mesmo sentido…
    Ainda que fosse a cantar Camões em ritmo de cançoneta, como neste caso, ela conseguia introduzir efeitos e voltas que tornavam a cançoneta um prazer para o ouvido.

    1. “Cançoneta” instrumentada por Jorge Costa Pinto que dirige, aqui, a Orquestra Filarmónica de Lisboa.

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