Cantar Camões (36)


Pedro Correia,

Endechas a Bárbara Escrava, Sérgio Godinho

(Álbum: Aos Amores, 1989)

 

Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que para meus olhos
Fosse mais formosa.

7 comentários em “Cantar Camões (36)”

  1. Gosto deste poema de Camões, mas, lamento, Sérgio Godinho nunca será ” a minha praia”, simplesmente não me cativa…

      1. “Baltasar R.”, mas eu disse que era “mau”?

        O que eu disse foi que não me cativava e isso não tem nada a ver com “qualidade”, com “ser bom ou ser mau”…
        A sonoridade de Sérgio Godinho não me cativa porque não me entusiasma, não me suscita prazer sensorial ou sensações agradáveis… Creio que o nível da minha dopamina fica “quedo”, não reage, quando ouve Sérgio Godinho…
        Mas, também, não temos que gostar todos do mesmo, certo?

  2. Gostei, embora talvez com um tom excessivamente melancólico, que a lírica não me parece ter ou merecer. Não será uma das minhas versões favoritas da “Bárbara”.

    Eu aprecio bastante o Sérgio Godinho; e se a voz dele não se pode dizer bonita é, sem dúvida, uma voz singular, que ele controla muito bem e com um estilo muito próprio de interpretação. Em certo sentido, o mesmo que acontece com o Bob Dylan, entre outros possíveis exemplos, não é?

    1. De Sérgio Godinho ou se gosta ou não se gosta. O timbre da sua voz, mais do que o seu estilo de canto, é inconfundível e paga por isso o custo da exclusividade. Este poema merecia talvez uma toada mais alegre, mais adequada ao elogio tão sentido pelo poeta cuja poesia parece toda ela escrita para ser cantada.

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