Amor é Fogo que Arde Sem se Ver, Luís Represas e João Gil
(Álbum: Luís Represas e João Gil, 2011)
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
Amor é Fogo que Arde Sem se Ver, Luís Represas e João Gil
(Álbum: Luís Represas e João Gil, 2011)
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
Venham os Pólo Norte!
Oportunidade para descobrir o grupo Xornas…
https://www.youtube.com/watch?v=gn-XvnnG tVQ
A precisão milimétrica das rimas camonianas, quais maravilhosos “puzzles” de palavras, exige (em meu entender) uma linha melódica delicada que as acompanhe e sublinhe; pode até ser intensa – mas não pode afogar em percussões ruidosas e repetições gratuitas uma lírica tão equilibrada e carregada de sentido.
Salva-se a intenção e a voz do Represas, sempre agradável. Já por aqui se ouviram muito melhores “cantares camonianos”.
https://www.youtube.com/watch?v=dq2Tmw03 VPE
A intenção dos cantores era de romper com a ideia de que a poesia de Camões só encaixa em tom de fado ou balada.
O resultado não é convincente.
Mesmo nada convincente. Aliás, já apareceram mais dessas intenções por aqui e nunca resultaram grande coisa, e esta é das mais fraquinhas.
O José Cid também gravou o poema.
E o filho do Pedro Barroso também o canta.
Mas continuo expectante em ver por aqui a composição do Renato Russo.
Grande voz, o Pedro Barroso, e alguns belíssimos poemas… Um grande ego também, a condizer com o diâmetro da barriguinha. Sinto a falta dele. Vou daqui ouvi-lo.