Cantar Camões (47)


Pedro Correia,

Amor é Fogo que Arde Sem se Ver, Luís Represas e João Gil

(Álbum: Luís Represas e João Gil, 2011)


Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer
.

9 comentários em “Cantar Camões (47)”

  1. A precisão milimétrica das rimas camonianas, quais maravilhosos “puzzles” de palavras, exige (em meu entender) uma linha melódica delicada que as acompanhe e sublinhe; pode até ser intensa – mas não pode afogar em percussões ruidosas e repetições gratuitas uma lírica tão equilibrada e carregada de sentido.
    Salva-se a intenção e a voz do Represas, sempre agradável. Já por aqui se ouviram muito melhores “cantares camonianos”.

    1. A intenção dos cantores era de romper com a ideia de que a poesia de Camões só encaixa em tom de fado ou balada.
      O resultado não é convincente.

      1. Mesmo nada convincente. Aliás, já apareceram mais dessas intenções por aqui e nunca resultaram grande coisa, e esta é das mais fraquinhas.

  2. O José Cid também gravou o poema.
    E o filho do Pedro Barroso também o canta.
    Mas continuo expectante em ver por aqui a composição do Renato Russo.

    1. Grande voz, o Pedro Barroso, e alguns belíssimos poemas… Um grande ego também, a condizer com o diâmetro da barriguinha. Sinto a falta dele. Vou daqui ouvi-lo.

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