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Aconteceu que um ministro prepotente acabou com o primeiro telejornal cultural português que durava há 9 anos “porque saía mais barato pagar um viagem à volta do Mundo a cada telespectador do programa do que o manter”; aconteceu que alguém se esqueceu de quem desbravou o caminho para a RTP Internacional e RTP África e, como recompensa, foi enviado para as catacumbas da RTP Memória; aconteceu a alguém que criou um novo conceito de jornalismo cultural transformando-o em serviço público, acessível a todos; aconteceu a alguém que amava a fotografia e o jornalismo à antiga, sem submissões. E assim Acontece(u) a Carlos Pinto Coelho.
Nem mais. Acontece que foi um ministro de má memória, político que nunca vejo com bons olhos.