
«Até à chegada de Cavaco ao poder, em 1985, e ao fim de poucos anos de democracia, o país conhecera já nove governos constitucionais e seis governos provisórios. É fácil fazer as contas: em treze anos de existência, a Terceira República tivera quinze executivos, à média de mais de um por ano.
Se a isso juntarmos a situação económica, com duas intervenções traumáticas do Fundo Monetário Internacional, uma em 1977 e outra em 1983, bem como, naturalmente, a situação social, perceberemos, com facilidade, que os portugueses ansiavam por “paz política” ou, se preferirmos, estavam muito predispostos a acolher aquela que sempre foi a grande mensagem que Aníbal Cavaco Silva lhes trouxe: a estabilidade política como condição de crescimento económico; o crescimento económico como condição de uma maior justiça social.»
António Araújo, Aníbal Cavaco Silva, pp. 75-76
Sábado, 2026



















