«O PSOE tornou-se um lúmpen político de atmosfera infrequentável, ao ponto de o mítico Felipe González ter marcado distâncias. Há de tudo, de juridicamente ilegal a eticamente insustentável: suspeitas de chapelada eleitoral na eleição interna, corrupção, prostituição. Nem vale sequer a pena ir para questões de governação, o sacrifício aos separatistas para manter o poder, que isto é quase alta política face ao dinheiro vivo na sede do partido, à amante de um ministro paga pelo Estado, aos contratos de máscaras, ao caso dos hidrocarbonetos. Sánchez, para já, está ileso, mas o cheiro é nauseabundo. Dos quatro homens que circularam por Espanha no Peugeot, em 2016, que o levou ao poder, dois têm o passaporte apreendido, o terceiro está preso. O quarto, o próprio Sánchez, já não serve para virgem vestal e Portugal é o último país a poder fazer de conta que não vê. É absolutamente misterioso que por cá, com mais de uma década de Operação Marquês, se escolha ver em Sánchez apenas o arauto de uma esquerda à procura de ser feliz com pouco. Não serve para este papel.»
Maria Henrique Espada, na Sábado

