
«Precisamos de uma esquerda moderada que não almoce com passistas.» Frase do quase-incógnito candidato presidencial do partido Livre, Jorge Pinto, em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF. O matutino do Porto destaca-a como título da sua primeira página.
Se isto é a “nova esquerda”, prefiro a velha. Essa, ao menos, já a conhecíamos. A nova, tal como a velha, adora assinalar virtudes. E proclamar a suposta superioridade moral do seu hemisfério. E – pior que tudo – insiste em policiar quem almoça com quem. Se Fulano é visto a “almoçar com passistas” – supremo pecado – logo é brindado com mais um rótulo pejorativo, mais um anátema, mais uma excomunhão.
Francamente, deixou de haver paciência para esta gente que insiste em olhar o mundo segundo a lógica das trincheiras tribais. Gente ainda jovem no bilhete de identidade, mas profundamente anquilosada nas ideias. Só porque uns filósofos de séculos recuados assim ditaram – como diz, cheio de razão, o Sérgio Sousa Pinto. Um dos tais homens de esquerda que aprecia “almoçar com passistas” – ou quaisquer outros que não pensem como ele, desde que saibam usar garfo e faca.
Porque é da divergência que nasce a luz, algo que o candidato presidencial Pinto parece não saber nem sequer sonhar.

Sempre a mesma treta: dizem-se representantes dos tadinhos para sempre procurarem reduzir a tadinhos os que não assumam sê-lo!!!!
São novos mas pensam como velhos e falam como velhos. Com um sectarismo mais antigo do que as barbas de Karl Marx.
Sem esquecer Engels, que também tinha longas barbas.
Engraçado como o Livre consegue ter uma certa aura de moderado quando, na verdade, é apenas mais um partido de pendor comunista e radical de esquerda.
Infelizmente para nós portugueses, aquela resolução da UE de 2019 (salvo erro foi nesse ano) que equipara o nazismo ao comunismo condenando ambos, não vale rigorosamente nada e os simpatizantes (ou mesmo ferrenhos defensores do segundo) continuam a ser tidos como “moderados” e, por isso, bem aceites e até enaltecidos em certos casos.
Não, nós não “precisamos duma esquerda moderada que não almoce com passistas” mas sim de acordar de uma vez por todas para a realidade e de metermos esta gentalha que tanto se esforça para que a sociedade se polarize entre “fachos” e “comunas” seja definitivamente relegada para a insignificância. Precisamos de gente com bom senso e que seja capaz de dialogar e de construir soluções para os problemas do país e não de hooligans partidários que apenas sabem semear o ódio e o cancelamento das opiniões e posições dos outros. Por outras palavras, precisamos de quem saiba viver e respeite a democracia e não de defensores de regimes e ideologias ditatoriais intolerantes onde se enquadra claramente o comunismo.
aquela resolução da UE de 2019 que equipara o nazismo ao comunismo
Segundo creio, não foi uma resolução da UE, mas somente do Parlamento Europeu, sem qualquer efeito decisório ou vinculativo.
No Parlamento Europeu têm-se aprovado montes de parvoíces, entre as quais essa, felizmente sem qualquer efeito prático.
Como de costume, foi uma proposta de deputados bálticos.
Os bálticos tiveram, em apreciável quantidade, a vigência dos dois sistemas, nazismo e comunismo. Talvez por isso a memória os leve a ter tais iniciativas
E muito bem.
Foi a aliança entre Hitler e Estaline que desencadeou a II Guerra Mundial, como é sabido.
Foram “brothers in arms” durante dois anos, cada qual a esbulhar metade da Europa.
Com uma diferença.
Estaline fez isso para evitar a guerra. Enquanto Hitler fez essa aliança com o mesmo intuito de querer conquistar a Rússia que Napoleão e a Nato.
O resultado vai ser o mesmo, com o agora regime nazi ucraniano, patrocinado pelos herdeiros de Hitler (no sentido concreto de familiares de nazis, como a von der Leyen e o actual chanceler da Alemanha) e pelo regime nazi confesso de zelensky/Bandera.
Já cá faltava o estalinista de turno. Em veneração vitalícia por um dos maiores criminosos que a História do mundo conheceu.
Nazis e estalinistas são almas gémeas. Impossível ser estalinista sem ser também nazi – e vice-versa.
Uma das imagens mais obscenas do século XX é a da assinatura em Moscovo, a 23 de Agosto de 1939, do pacto germano-soviético por Molotov e Ribbentrop, com o risonho anfitrião Estaline a tutelar a macabra cerimónia.
Nove dias depois os tanques alemães violavam a Polónia ocidental. Três semanas depois, os tanques soviéticos faziam o mesmo na Polónia oriental.
Este rapaz ainda não percebeu que Estaline sabia que dificilmente a Alemanha se lançaria numa guerra em duas frentes logo ao início, pelo que ao dar a Alemanha a garantia de que isso não aconteceria, acabou por ser decisivo para a guerra e não para a paz. Se quissesse mesmo a paz teria feito os possíveis para que a Alemanha se sentisse isolada e, portanto, menos tentada a fazer o que fez e muito menos teria dado cobro e colaborado na invasão da Polónia.
Estaline queria a guerra entre as outras potências para que no final a URSS apenas tivesse de marchar sobre os escombros para assambarcar o máximo para si. Não esperava que a Alemanha o atacasse mas, no final, a estratégia soviética rendeu pois a Alemanha não pôde vencer nas várias frentes e as outras potências europeias ficaram (como ele sempre quis) demasiado fracas para impedir o imperialismo soviético de se apoderar de toda a europa de leste.
Só um ingénuo acredita que Estaline era um tipo que queria mesmo a paz.
Os seguidores de Zelenskys na actualidade …
— Stepan Bandera, de quem Zelensky se diz seguidor, nasceu em 1 de janeiro de 1909, na parte da Polónia administrada pela Áustria.
Bandera tornou-se um colaborador nazi, que passou a viver sob proteção dos alemães. Foi recrutado pelos nazis alemães para policiar e proibir os falantes de russo, e os judeus.
— Na Polónia, na época nazi do IIIº Reich de Hitler, foi condenado por ser um colaborador dos nazi, ser antissemita, e criminoso de guerra. Sendo o principal responsável pelo massacre de civis poloneses (1943–1945) na Volínia, uma operação de limpeza étnica (igual à que Zelensky fez durante 8 anos). Bandera foi co-responsável pelo Holocausto na Ucrânia, que vitimou mais de um milhão de judeus russos.
— Em 1933, Stepan Bandera foi condenado à morte por sua participação no assassinato de Bronisław Pieracki, Ministro do Interior do governo polaco.
Nazis foram todos os cúmplices de Hitler, incluindo Estaline, seu parceiro no criminoso esbulho da Polónia e principal fornecedor de matérias-primas essenciais ao esforço de guerra alemão entre Setembro de 1939 e Junho de 1941.
Nazis são também todos os filhos ideológicos de Estaline. Mesmo os filhos bastardos, como Putin.
Impossível ser estalinista sem ser também nazi. E vice-versa.
Comparar Estaline com aquilo que os países da Nato fizeram a milhões de pessoas de dezenas de Povos por todo o mundo é comparar 10 com 1000000.
Estaline, de facto, só pode ser comparado a Hitler, seu comparsa no genocídio de milhões de seres humanos.
Um neoestalinista é hoje, portanto, forçosamente também neonazi.
Mas o Hitler nazi não é um que agora é da Nato?
Hitler nazi é pleonasmo.
Como chamar comunista a Estaline.
Os neoestalinistas, como Putin, são também neonazis.
É para impedir a armadilha de querer separar Zelensky/Bandera dos nazis. Com o pleonasmo anula-se essa armadilha. Quem está do lado de Zelensky/Nato neste conflito, está do lado nazi.
Zelenski é um dos maiores heróis do mundo actual. Resiste com valentia a quatro anos de agressão russa, sem medo, mesmo tendo sido já alvo de várias tentativas de assassínio pelos sicários do Kremlin.
E não se esconde. Ao contrário do neoestalinista e neonazi Putin, que vive como toupeira no búnquer de Moscovo.
Vive, não: vegeta. Multimilionário, deixou de poder usufruir das propriedades que tem no Ocidente. Aguarda-o um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Mas alguém acredita nessa narrativa (quase retirada de um livro-de-quadradinhos, ou de um altifalante de uma cena de hollywood ou da Disneylândia)? Zelensky é um cabo-de-guerra da Nato contra a Rússia. As armas e o comando delas é feito pela Nato.
Enfim, no meio de tantos defeitos dos países da NATO, também conhecidos por ocidente, você consegue-me explicar porque é que os fluxos migratórios têm o sentido de “de fora do ocidente” para “para dentro do ocidente”?
Será que os milhões que todos os anos tentam entrar como podem na Europa e EUA (o grosso dos malandros nazis da NATO) são adoradores de nazis!?
Então mas, por exemplo, os vários povos da América latina onde abundam governos de pendor socialista/comunista, se vivem assim tão bem porque raio é que querem tanto ir viver para o país dos americanos nazis!? Ou será que são pessoas burras que não conseguem observar aquilo que vossa exca observa!? Algo aqui não bate certo, não lhe parece?
Mais, existe algum outro conjunto de países ou região do globo onde os direitos das minorias são tão salvaguardados como na tal terra dos nazis da NATO? Mas você ao menos tem a mínima noção do que foi o nazismo!? Não me goze!
Essa dos fluxos migratórios, é mais uma pérola da propaganda e da ilusão ‘ocidental’ dos países do Norte da Europa.
Há mais fluxos migratórios para as cidades chineses, russas, indicanas, indonésias do que todos os habitantes da ‘UE’ juntos e atados num cordel.
A ilusão desta dúzia de países europeus da Nato até faz dó, e dá vontade de rir.
A maioria dos asiáticos não migra para a os países da Nato. Ocupam-lhes o território. Até são primeiros-ministros, ou mayors, na Grã-Bretanha e EUA. Até dominam as equipas de investigação em dezenas de universidades europeias.
Quem migra para a Europa da ‘UE’ são os africanos e pobres. Os outros não migram, conquistam o território ‘ocidental’ (pudera, são muitos mais milhões).
Esse diagnóstico do ‘mundo actual’ pertence a um passado, que já não colhe.
Meu caro não tenho culpa de você nem sequer saber a diferença entre emigração e imigração. Você quando fala de fluxos migratórios para essas cidades está a falar de cidadãos nacionais que abandonam o mundo rural para as cidades do próprio país enquanto eu falava de cidadãos que migram para outros países, portanto, mistura alhos com bugalhos e ainda vem toda lampeiro a pensar que fez um brilharete.
Quanto à propaganda, se calhar são os mexicanos que tentam a todo o custo estancar a entrada massiva de ilegais e não os americanos? Ou, no mediterrâneo, afinal são os europeus a tentar atravessar como podem, é isso? É que sendo propaganda como diz, então isto tudo deve ser mentira e ninguém para cá quer vir enquanto nós é que queremos muito ir viver para a américa latina marxista, para as teocracias islamitas ou para os inúmeros regimes corruptos em África que, aliás, têm muitas ligações umbilicais à URSS e ao marxismo que abraçaram após a independência e cujos resultados maravilhosos estão bem à vista.
Mas é engraçado como sem sequer se aperceber acaba a contradizer-se. 1o desvaloriza os fluxos migratórios para depois afinal dizer que vêm asiáticos, africanos e pobres. E, são tão poucos que até altos cargos políticos alcançam
.
E, este facto leva-me a que lhe pergunte novamente já que fez de conta que não leu esta parte, você sabe ao menos o que foi o nazismo? É que ao catalogar X ou Y de nazi, convém saber ao menos o que foi o nazismo, não lhe parece? Se sabe, acha mesmo que se esses países fosse nazis, teria assim esses asiáticos (e outros povos) a chegarem a esses cargos políticos e ao poder? E, teria também a protecção das minorias que tem neles? Existe alguma outra região do globo onde as minorias tenham tantos direitos e protecções como aqui? Das duas uma ou você julga que somos todos parvos ou então acredita mesmo no chorrilho de disparates que debita.
Caro Lopes, Qual quê, qual carapuça?
Os seres humanos não migram, nem emigram, nem imigram. O planeta Terra é a sua casa, o seu país, e o seu território. Nenhum outro ser-humano tem legitimidade para impor o que quer que seja aos outros na Terra de todos.
Quem usa uma narrativa e uma linguagem baseada nos termos “imigração — emigração — migração” para caracterizar o comportamento humano de povoamento do planeta Terra, que não tem dono nem é ocupado apenas pela espécie de Vida dita ‘humana’, está a usar uma lógica colonialista, usurpadora e errada.
Os seres-humanos não são donos da Terra. Ninguém lhes deu autorização, senão eles-próprios, para traçarem fronteiras e imporem o que é de uns e de outros. Quem faz esse acto apropriador e impositivo são as sucessivas tentativas de dominação e exploração dos sucessivos Poderes. É uma demarcação feita à força das armas e da xenofobia de cada Poder.
Ora, é esse critério e essa ideologia da ganância e da conquista que está por detrás da das palavras «imigração – emigração -migração». Pois é explicar e legitimar, com a caução dessa usurpação, e adjectivando o comportamento humano que se quer impor aos outros por quem tem o Poder, de quem tem o direito de «entrar», «sair», «ficar», «deslocar-se».
Isso é uma ignomínia.
Ignomínia é eu e outros trabalharmos que nem mulas de carga e comprarmos uma propriedade para depois virem uns marmelos quaisquer que não fazem nem nunca quiseram fazer nada, instalar-se nela e virem com esse paleio que você acabou de usar, isto sim, este parasitismo, este xico-espertismo vergonhoso é que é uma ignomínia.
Ignomínia é defender um mundo sem regras onde o fulano X vai para onde, quando e como bem entender, sem o menor respeito pelo espaço e/ou dirietos dos outros porque a Terra não é de ninguém na sua lógica. Por outras palavras, ignomínia é defender um mundo sem regras onde, naturalmente o que for mais forte usará e abusará do que for mais fraco, uma espécie de “far west” generalizado.
Você arrota tudo isto porque tem a sorte de viver num país de “nazis”. Se você vivesse num país de camaradas nem abriria o piu para falar mal do país e muito menos do Estado, caso contrário teria uma vizitinha de cortesia da polícia política lá do burgo. É vergonhoso!
Caro Lopes,
Ignomínia é ficar com essa raiva interior por ter de partilhar com os outros o mesmo território. Ignomínia é querer expulsar do seu redor os que consigo partilham a vida, e sem os quais você não conseguiria sobreviver. Ignomínia é achar que o seu trabalho não é o mesmo, ou é melhor, do que o dos outros. Ignomínia é querer matar os que não gostamos por falarem uma língua diferente, por acreditarem numa religião que não é a nossa, e terem ideias diferentes das nossas.
Nenhuma Diferença entre ‘Nós’ e ‘Os que nos rodeiam’ justifica seremos assassinos e genocidas nazis, como o regime do Zelensky/Bandera fez aos falantes de russo que viviam há dezenas de anos naquele território, cujos antepassados lá viviam há centenas de anos.
Imagine-se Portugal, ou a Suiça, ou os EUA, ou a França, a torturar, bombardear e expulsar deste território os que não falam português, durante 8 anos consecutivos, impunemente, com a cumplicidade da Nato e da UE, tal como o regime Zelensky/Bandera fez a soldo da Nato.
Pergunte a si-próprio porque razão passou a adoptar essa ideologia ignóbil importada da propaganda belicista dos actuais partidos neo-nazis, que ofende os valores humanos.
Porque quer expulsar os Outros do sítio onde vive? Quem lhe dá o direito de ser dono deste território? O que dizem as regras da Constituição do seu país acerca disso? Porque não as quer cumprir, nem defender, ao defender a ideologia nazi dos seguidores confessos de Stepan Bandera e Zelensky?
Slava Ukraini!
Caro Pedro Correia,
Não é lançar-lhe um mau agouro, mas desconfio que, daqui a uns anos, o remorso por ter apoiado esse ignóbil acto de colonialismo e suprematismo ‘ocidental’ (nato), despojado de valores e ética, vai-lhe invadir o sono até ao fim dos dias. Vai uma aposta?
Lamento, mas não vou apostar consigo. Aliás não aposto de modo geral.
Mas alguém falou sequer em expulsar os outros do sítio onde vivem? Eu falei em propriedade privada adquirida legalmente com dinheiro proveniente de trabalho. Mas desde quando é que isto é expulsar seja quem for?
Regras da constituição? A própria constituição no artigo 62 prevê o direito à propriedade privada e à sua transmissão, seja em vida ou por morte. Este direito apenas pode ser limitado por razões de utilidade pública, sendo nesses casos permitida a expropriação mediante pagamento de justa indemnização, conforme previsto na lei. Portanto, o direito à propriedade privada existe, logo também existe o direito em adquirir o bocado de terra X e dizer que ele é meu impedindo estranhos de por lá andarem – parece que quem não conhece nem quer cumprir a constituição é você meu caro já que se mostra completamente contra o direito à propriedade privada e acha que devemos violá-lo.
Defender ideologia nazi do Bandera e do Zelensky? Leia lá sff tudo o que escrevi acima e coloque aqui uma única frase que seja onde falei sequer nesses sujeitos. Os únicos sujeitos de que falei foram, Pol Pot, Estaline e Mao e, nem sequer da Ucrânia falei. Mas, já que volta a falar em nazis, diga lá finalmente se o ocidente, a tal região onde até imigrantes asiáticos chegam a PM, é nazi? Diga lá se o nazismo foi uma ideologia onde os imigrantes e estrangeiros culturalmente muito diferentes dos autoctones, tinham a hipótese de chegar a esses cargos?
Caro Lopes,
Percebe-se a sua aflição consigo próprio, por ter compreendido que, por detrás das suas palavras «migração-emigração-imigração» estava uma ideologia errada de apropriação do território e das Pessoas.
Nem dava conta do conceito que subjazia ao seu uso dessas palavras.
A sua aflição percebe-se quando, desesperadamente, muda de assunto para tentar em vão escapar ao seu erro.
Estávamos a falar de «migrar-emigrar-imigrar», não de «propriedade privada». Porque mudou de assunto?
Você é mesmo um pândego. Primeiro nada para fora de pé ao comparar conceitos diferentes como imigração e emigração e vem com essa treta de que a Terra é de todos e que para fazer crer que é tudo a mesma coisa e disfarçar a comparação mal feita que fez acabando por dizer:
“Ninguém lhes deu autorização, senão eles-próprios, para traçarem fronteiras e imporem o que é de uns e de outros.”
Ora e o que é duns e não dos outros ou se quiser o que é meu e não é seu chama-se exatamente propriedade privada pelo que, quem puxou pelo assunto foi você já que afirmou isto e eu contrapuz a defender esse direito, o direito à propriedade privada, portanto, quem se pôs a inventar desculpas da treta e se pôs a falar de propriedade privada ainda que sem referir o conceito ipsis verbi foi você.
Mas, como se isso não bastasse depois vem dizer que eu não respeito a constituição quando ela prevê claramente o direito à propriedade privada, isto é, quando quem se está a borrifar para ela é você.
Depois acusa-me de defender Banderas e Zelenskys quando nunca deles nem da Ucrânia falei e, quando lhe pedi para referir onde o fiz, simplesmente tentou distorcer o que se falou vindo dizer que eu mudei de tema quando você é que se pôs a delirar para tentar justificar a comparação patética que fez e acabou por falar em direitos do que é meu e não seu, isto é, da propriedade privada. Mas, tem nova oportunidade, diga lá onde é que eu falei deles? Vá seja uma vez na vida homenzinho e não fuja às questões. Ser homenzinho é assumir as acusações que fazemos, portanto e, já que me acusou de algo, diga lá onde tem os factos que o suportam?
Por fim, responda lá se nações onde pessoas de proveniencias muito diversas e culturalmente distantes como as asiáticas face às europeias, chegam ao poder são países onde se pode afirmar que o nazismo é a sua matriz? Diga lá que ser nazi é permitir afinal que um cidadão de origem etnica diferente da sua seja o seu líder. Você é tão id1ota que nem percebeu que, quando falou neles deu um tiro no pé tão grande que toda a sua retórica colapsou.
Para mim este é o último post a não ser que se torne homenzinho e assuma as acusações que fez e que responda se quem permite que pessoas de etnias e culturas diferentes os lidere são nazis.
Ah é verdade, continua a fugir à pergunta sobre se sabe mesmo o que foi o nazismo e se acha mesmo que, o ocidente/países da NATO onde você mesmo referiu que estrangeiros vindos da Ásia chegam a ser PM, são nações dominadas por nazis?
nesta o nível de delírio terá de ser ainda maior para conseguir dar uma resposta afirmativa 
Vá eu sei que esta realmente é daquelas que nem com 3 mortais encarpados + 5 saltos à retaguarda vai lá, eu compreendo
O SAP3i inventa que se farta, vale tudo não é? Embora com pouca ou nenhuma imaginação, que as tretas são sempre vira o disco e toca o mesmo. Essas descrições de idiota-sábio devem resultar lá pelas células de reaccionários estalinistas que frequenta, que lhe devem bater palmas às cabotinices e tratá-lo por camarada senhor doutor; mas não colhem junto de gente normal – seja lá simpatizante do que seja, mas de intelecto normal, não mentirosos compulsivos e obcecados de ódio pelo Zelensky e de idolatração pelo Putin.
O SP3i deve considerar-se um mestre da insinuação malévola e da propaganda difamatória: a baixaria que não seria se um judeu, como toda a gente sabe que Zelensky é, se “dissesse seguidor” de semelhante carrasco sádico do seu povo, como foi Bandera – um antissemita patológico, que conseguiu o feito de incomodar os próprios nazis com as javardices que praticava sobre gente indefesa.
Este género de diatribes a fazerem lembrar acusações delirantes à la Torquemada, e para lá de outras considerações, são de uma estupidez patética: como se ao fim de quase quatro anos ainda alguém precisasse que viesse um “especialista” putinhista explicar-nos quem é o Zelensky…
Tenha mas é juízo e dedique-se a fundo ao Impronuncialismo, passe o paradoxo.
Mas é próprio Zelensky que se diz que é seguidor de Bandera, e que é seu seguidor. Até o pôs nos programas de ensino das escolas desde o golpe da Nato do Maidan. Basta ler o que Zelensky diz e escreve, ou consultar os programas escolares das crianças ucranianas.
A Zebra anda a ser enganada pela propaganda da Nato. Não será tempo de acordar?
Eu começo é a achar que será tempo de o SAP3i sair desse ensaio clínico, olhe que não lhe calhou placebo…
Faça essa pergunta aos mais de 3 milhões de judeus russos, grande parte deles familiares e amigos dos descendentes de familiares do milhão que o Bandera assassinou em Lviv. O tal Bandera de quem o nazi fascista Zelensky e a seita de Azov se dizem confessos seguidores.
— Enciclopédia Britânica: “Stefan Bandera e Shukhevych, de quem o regime de Zelensky se diz seguidor, lutou juntamente com os Nazis do III.º Reich de Hitler para tentar conquistar a região russa da Ucrânia. Shukhevych foi vice-comandante do batalhão Nachtigall de Hitler”.
— “Desde 2012, o Batalhão Azov das Forças Armadas da Ucrânia que nasceu na claque ‘Sect 82’ do FC.Metalist Kharkiv, provocou uma guerra civil contra os russos em Donbass, tendo cometido crimes, violações e tortura” (ONU, Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights).
ESTUDE antes de propagandear:
— OBOLENSKY, Dimitri, 1971, “A Comunidade Bizantina: Europa Oriental, 500–1453” (Universidade de Oxford).
— VERNADSKY, G., 1973, “Kievan Russia” (Yale University Press).
— FENNELL, John, 1983, “A Crise da Rússia Medieval, 1200–1304”. (History of Russia, editor geral Harold Shukman, Longman, Londres).
— DONNERT, E., 1983, “Das Kiewer Russland: Kultur und Geistesleben”. Vom 9, bis zum beginnenden 13. Jahrhundert.
— PRITSAK, Omeljan, 1991, “A Origem da Rússia” (Cambridge Massachusetts: Harvard University Press).
— VELYCHENKO, Stephen, 1992, “História nacional como processo cultural: um levantamento das interpretações do passado da Ucrânia na escrita histórica polaca, russa e ucraniana desde os primeiros tempos até 1914” (Edmonton).
— FRANKLIN, Simon; SHEPARD, Jonathan, 1996, “O Surgimento de Rússia”, 750–1200”. (History of Russia, editor geral Harold Shukman, Longman, Londres).
— STANG, Håkon, 1996, “A nomeação da Rússia”, Meddelelser, nº 77 (Universidade de Oslo Slavisk-baltisk Avelding).
— CHRISTIAN, Davi, 1999, “Uma História da Rússia, Mongólia e Ásia Central” (Blackwell).
– VELYCHENKO, Stephen, 2007, “Nacionalizando e Desnacionalizando o Passado. Ucrânia e Rússia em Contexto Comparado”, Ab Imperio 1 (2007).
— GRATALOOUP, Christian, 2023, “La Historia del Mundo: un Atlas” (EOM).
Ó SAP3i, nunca lhe disseram que uma parvoíce mil vezes repetida não acaba por ser um dito sensato?
E não é a repetir ‘ad nauseam’ as mesmas parvoíces e a vomitar bibliotecas como um idiota-sábio que reencontrará a sua sensatez perdida ou a sua razão inexistente.
Começo a desconfiar de trauma pessoal, e que deve ter sido coisa muito séria… Ora chore aqui no nosso ombro compassivo, conte-nos lá o que é que o malandro do Zelensky lhe fez assim de tão grave. Se calhar roubou-lhe as piadas quando era cómico de profissão, e é por isso que o SAP3i ficou sem piada nenhuma? Ou lá no fundo, lá no fundo, é antissemita e o Zelensky ser judeu é que o enerva tanto, confesse lá…?
Porque se é por o Putin estar atolado no mesmo sítio vai fazer quatro anos, com centenas de milhares de russos mortos e estropiados às costas, para só falar desses; e por ter lugar reservado em Haia e no Memorial dos Infames da História, além de um volume só para ele no Tratado dos Militares Ineptos – pois tem que ter paciência, as coisas são como são, nem sempre correm como planeado.
E então quando são tão mal planeadas, estava à espera de quê? Que os ucranianos fossem para a beira da estrada com bandeirinhas “soviéticas” acolher os libertadores? Como não foram, e pior ainda, resistiram a ser “libertados”, os desnazificadores da treta chacinaram, torturaram e violaram os ingratos, como em Bucha e tantos outros sítios desgraçados.
Não é o Bandera nem o Hitler, ó SAP3i, deixe lá o Bandera e o Hitler a apodrecerem no inferno e no passado: é o Putin, é Bucha, aqui e agora, no século XXI, na Europa!
Até pode fazer listas de livros em rolos de papel higiénico para comprovar os seus delírios: não deixarão de ser delírios. Pode continuar a repetir as mesmas idiotices mentirosas sobre o Zelensky, que não deixarão de ser idiotices mentirosas – e de tal maneira desligadas das verdadeiras causas do completo fracasso militar e triste figura do Putin que insistir nelas só pode ser táctica de diversão. Ou loucura, evidentemente.
Só numa coisa mostra lucidez, como já antes lhe disse: a culpa da sua infelicidade pessoal e do atoleiro em que o fanfarrão do Putin se meteu é realmente do Zelensky… Grande Zelensky!
O ditador russo tem enviado 20 mil soldados para a morte todos os meses na Ucrânia.
Autêntica carne para canhão.
Zebra,
Sempre pensei que era menos ingénua.
‘Bucha’ é uma encenação óbvia.
E a quem interessa que a coisa fosse rápida era a UE.
Putin percebeu logo que quanto mais tempo demorar mais a UE perde em competitividade em relação aos EUA e China.
Putin aproveita a demora para modernizar e reindustrializar a Rússia. E aprofundar as relações com os BRICS. Agora, até vai à Índia em visita de Estado!
Quanto ao resto, já vi que não leu nem estudou. O que mostra que apenas quer falar por falar. Faça-o, estude e leia antes de falar do que não sabe.
Sempre pensou que eu era menos ingénua? Até parece que me conhece de algum sítio, mas olhe que é engano.
Já andaram por aqui alguns “capitalucionistas” putinhascos com algum nível, pelo menos que acabaram por ter o bom-gosto de se enjoarem deles mesmos – o que foi um alívio, sobretudo para os próprios, que isto de ser papagaio acéfalo de um cleptocrata mafioso não é para todos, é só para quem não tenha nem miolos, nem fígado. Para gente oca, boa para servir de caixa de ressonância e para mais nada.
No caso do SAP3i, eu não o suponho, de maneira nenhuma, muito ou pouco ingénuo; mas apenas mais um propagandista inepto e maçador, na linha do Karlitos Marxes e seus heterónimos; um fiel lacaio que se presta a vir abusar do “tempo de antena” apenas e só para fazer prova de intenções e justificar o seu ignóbil patrão, um criminoso de guerra com mandado pendente, um ladrão de criancinhas.
Vem botar a sua mijinha para ocupar espaço, digamos assim, fingindo que “argumenta” com tretas de intelectual desvairado, sempre em curto-circuito repetitivo.
Nem IA tem nível para ser, mesmo daquelas fraquitas, pelo que nem essa suspeita merece.
Porque tanto pelo conteúdo como pela forma, o que escreve acaba por ser mais digno de compaixão do que de resposta. O SAP3i é um pobre tolinho, a quem me resta dizer, parafraseando o outro: se houver uma subscrição para lhe oferecerem uma camisa-de-forças, terei todo o gosto em contribuir.
Para outros peditórios, tem que ter paciência, já lhe disse. Não voltarei a ler nada do que escrever, porque não escreve nada que se leia: é tudo impronuncialismo. É tudo voz do dono.
Portanto, não perca as suas habilidades de ventríloquo chato comigo: daqui já só leva scroll… e compaixão.
Slava Ukraini! Viva Zelensky! Putin para Haia, já! Fogo no capitulacionismo! E etc.
Claro, equiparar nazismo e comunismo é uma parvoice. Mas onde é que já se viu equiparar São Estaline a Hitler!? Um homem santo a um monstro!?
Estaline e outros líderes comunistas como Mao, Pol Pot, … todos uns santos, uns beneméritos como nunca antes a humanidade tinha visto nem voltou a ver. Holodomor, Gulags e afins uma falsidade. Os milhões de mortos resultantes da revolução cultural outra. O massacre de cerca de 25% da população do Cambodja em apenas 4-5 anos pelos bons e nobres khmers vermelhos idem.
Realmente que parcoice e injustiça essa equiparação.
Hitler e Estaline – cúmplices na II Guerra Mundial, que ambos desencadearam com o infame tratado de amizade e cooperação assinado em Moscovo a 23 de Fevereiro de 1939 – são duas faces da mesma moeda.
Por isso reafirmo: um neoestalinista é também neonazi. E vice-versa.
Um pinto que cacareja…
JSP
A avaliar pela sondagem da Pitagórica de ontem, este Pinto não chegará a galo.
Tadinhes. Aquilo não dá mais.
O controleiro do partido não o autoriza a almoçar, muito menos a jantar, com quem pensa de maneira diferente.
Deve ser coisa bem triste, militar numa agremiação intitulada Livre mas onde os militantes não têm liberdade de almoçar, muito menos de jantar, com quem quiserem.
A sondagem de hoje TVI/CNN revela bem o nível de aceitação desse ignoto candidato entre os portugueses: um “glorioso” último lugar.
Promete ser o carro-vassoura desta corrida a Belém.
Mais à esquerda ou à direita, sectários são todos, afinal tentam vender o peixe deles. Lá depois que uns prefiram Imperador e outros Besugo ou Sardinha o problema é o mesmo: por vezes parecerem esquecer a grande caldeirada em que o país se tornou e perderem a perspectiva.
Por mim deveria haver um limite de participação na vida política…. Dez anos. Depois disso passa a outro e não ao mesmo. Ide trabalhar e toca de dar a vez a outros.
O país só será feliz quando a malta preferir a segunda feira de manhã à sexta à tarde, o Correio da Manha ser o quinto jornal em termos de leitores, o pessoal saber tanto ou mais do Orçamento de Estado do que de futebol.
E o grau de utilização das bibliotecas municipais (medido pelo indicador Nº Requisição de Livros / Nº de leitores > 5). Sendo que será dedutível à matéria colectável de IRS 10eur por cada requisição de livros do PNL, com um limite de 50 eur. [Estado da arte: https://leiturasimprovaveis.blogs.s apo.pt/o-portugal-se-fosses-so-tres-sila bas-de-192068]
A bem da nação e da inteligência dos portugueses, que arriscamos estar a perder: https://www.publico.pt/2025/11/14/socie dade/noticia/dificuldades-leitura-2-ano-p reciso-agucar-gosto-livros-escrever-medo-e rro-2154561
Boas Leituras
Dez anos? E porque não dez meses? Seria muito mais giro: a política portuguesa sempre a girar, como carrossel de feira, com novos protagonistas.
É extraordinário ver tantos portugueses sempre a sugerirem novos limites, novos interditos, novas proibições. Precisamente ao contrário do que deve ser uma democracia liberal.
Alguns estão depois na primeira fila dos que protestam contra o iliberalismo noutras paragens…
Até parece que nas democracias liberais (sem limites) não existem dinastias políticas. Ainda no outro dia falou sobre o JFK. Quer melhor exemplo de dinastia política? E da sua degeneração? Agora até temos um ministro da saúde americano, ou lá como se chama, Kennedy e Anti-Vax…
A questão é dar oportunidades reais a todos os cidadãos. Até poderia haver uma quota de deputados determinada por sorteio. Melhor trabalho que os “cheganos” fariam de certeza.
Estilo “Dona Rosa vai para São Bento”.
A ler “Solar Lottery”, Philip K. Dick
Boas Leituras
Falo do tio dele, que não tem a menor culpa dos dislates do sobrinho.
O contraste, aliás, é absoluto. O facto de terem o mesmo apelido é irrelevante.
Este candidatou-se à presidência por um partido, perdeu por muitos e acabou por transitar para o partido oposto sem um pingo de pudor. Viracasaquismo militante.
O tio dele jamais procedeu nem procederia assim.
O Jorge “Quem?” Pinto foi escolhido pelos outros livristas © ®
para ser candidato a Presidente da República.
Boa piada. Eh! Eh! Eh!
O candidato do Livra!, ãh…, do Livre, se conseguir reunir as assinaturas
necessárias, deverá ter cerca de 1% dos votos, o que até não será mau,
tendo em conta a diminuta dimensão desse partido político…
Podiam ter escolhido o Rui Tavares, que até já teve um programa
na televisão, participou noutro como comentador (onde se fartou
de dizer disparates…) e “tem assinatura” na R. T. P..
Ou escolhiam o Ricardo Sá Fernandes (conheço), célebre advogado,
embora alguns dos seus desempenhos forenses e jurídicos não sejam os expectáveis , como é público e notório. Como pessoa, precisa muito
de melhorar. Mais um cubo cheio de arestas…
P. S.: O Livre é aquele partido, cuja primeira deputada foi uma africana
(Joacine Katar Moreira), gaga, activista pelos direitos das africanas
e dos africanos “tout court”, que tinha um assessor “branco” que usava
saias… Foi-lhe retirada a confiança política, pela direcção do Livre.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
O seu nome vem escrito três vezes.
Não há qualquer necessidade.
Devia aprender a poupar palavras.
Se “passista” for sinónimo de apoiante de Passos Coelho, concordo que qualquer almoço com “passistas” se deverá evitar.
Passo a explicar porquê:
– Muito dificilmente me esquecerei da obstinação de Passos Coelho durante a vigência da Troika que, de resto, levou o Governo liderado por si muito além das medidas de contenção orçamental exigidas por essa entidade, deixando a maior parte do país a “pão e água”;
– Muito dificilmente me esquecerei do protagonismo que Passos Coelho e André Ventura tiveram na apresentação do livro “Identidade e Família”, cuja visão de família e do papel da mulher aí difundida repudio;
– Muito dificilmente me esquecerei que André Ventura tem/tinha Passos Coelho como o seu preferido, em termos de candidato presidencial.
Três motivos que me parecem mais do que suficientes para considerar Passos Coelho como uma monumental desilusão ou como uma putativa “persona non grata”. Espero que se mantenha muito longe dos principais cargos da República. Sob o ponto de vista anterior, almoçar com Passos Coelho e/ou com apoiantes seus, não me parece recomendável.
(Declaração de interesses: Há muitos, muitos, anos fui apoiante de Passos Coelho nos seus tempos de JSD e, por aí, talvez também tenha sido “passista”. E, igualmente, assumo, sem qualquer renitência, que contribuí para a vitória do PSD de Passos Coelho contra o PS da criatura aberrante José Sócrates).
Também estou por aí, o Passos é personalidade com quem também não consigo simpatizar e que me parece bem melhor que se mantenha arredado de mais intervenção nas nossas vidas. Há nele qualquer coisa de… frio, que nunca percebi muito bem se era pecha zombeteira ou pura e simples insensibilidade.
Mas, por defeito ou feitio, o certo é que se dedicou com um entusiasmo evidente, quase infantil, à sua tarefa de “ir além da troika”, de nos castigar “por vivermos acima das nossas possibilidades”, por sermos uns “piegas” comodistas que não queriam sair da sua “zona de conforto”, e outros mimos de pseudo-moralismo hipócrita e dispensável, além de bastante desajustados da realidade dos factos da vida dos cidadãos comuns, vítimas sim do mau governo das elites de que ele fazia parte.
Porque há coisas que, mesmo que tenham que ser feitas, apenas por implicarem sofrimento e o desiquilibrar de vidas inteiras, devem ser tratadas com um mínimo de decoro – cuidado que Passos não só nunca teve, como parecia extrair gozo de não ter.
Na sua frieza (talvez trocista) chegava a protagonizar momentos de verdadeiro humor negro. Lembro-me de uma vez que se cruzou com um ajuntamento de lesados do BES, e muito circunspecto (?) manifestou-lhes a sua solidariedade, sugerindo-lhes até que iniciassem uma subscrição pública de que ele teria todo o gosto em ser o primeiro contribuinte… Nunca me esquecerei da cara do “lesado” a quem ele disse isto, o homem ficou literalmente especado.
E também me lembro de uma entrevista com o pai do Passos, em que ele referiu o facto de o filho, todo dedicado à política, andar a arrastar há anos a licenciatura; situação a que pôs cobro com um ultimato: ou ele porfiava por concluir os estudos, ou “fechava-lhe o porta-moedas”! Terminou, claro.
Creio que o Passos Coelho (que esteve bastante tempo afastado, atormentado por tragédias familiares), supunha que regressaria à ribalta nos seus próprios termos e logo seria transportado em andor… O que não veio a verificar-se, porque mesmo os que consideram que o país lhe deve a salvação, ou perto disso, também o sabem demasiado colado a um tempo deveras penoso e humilhante. E depois, há a tal manifesta frieza, que muitos – como se vê pelo meu caso -, não esquecem nem querem esquecer.
De vez em quando assoma e apalpa o terreno, que se diria cada vez mais pantanoso: do livro infame às simpatias políticas torpes, tudo o que faz e diz só me provoca ainda mais desconfiança.
Tal e qual, Zebra. Sinto o mesmo.
♨️ O Passista no restaurante.
O Passista: (A tirar azeitonas do palito para a boca com um ar de quem já viu o filme.)
Ó Zé dá-me um café, se faz favor. Curtinho.
Olha, e já agora, liga-me o Wi-Fi. Vou ter de tirar uma foto a este bacalhau. É para dar cabo da cabeça de um gajo que acha que sabe o que é a Esquerda Moderada, e tem a mania que é moralmente superior.
“Não almoça com passistas”? Vejam lá o desgraçado. Se calhar acha que a política é uma dieta. Deve ser daqueles para quem a virtude é não ter amigos.
E eu ralado. Eu também não almoço com tipos que acham que a esquerda é uma coisa imaculada e que o capitalismo selvagem só afeta quem não vota neles.
Felizmente o meu bacalhau é real. Não é espiritual.
Ó Zé, dá-me mais um café e tira-me a conta, que eu não sou desses que andam por aí a carpir as desgraças.
A direita velha (a direita só não é velha quando é revelha) acha que é uma falta de virtude a esquerda achar-se virtuosa.
Porque virtuosa é a direita que não dá lições de moral a ninguém, a não ser às mulheres, aos emigrantes, aos anti-clericais, aos que que não concordam com ela. tirando isso nunca se viou uma “pessoa bem” da direita a dar moral a outros.
Haja pachorra!
“A direita só não é velha quando é revelha.”
Este escavou tanto que já não está numa trincheira: desceu ao fundo do poço.
Em 1975. E já de lá não sai.
Para quê cavar trincheiras, se não há já ninguém com «coisos e coisas» para fazerem a revolução?
Agora é só fala-baratos.
Alguns cavam trincheiras para ficarem com calos nas mãos e poderem fingir que são “classe trabalhadora”.