
«O silêncio está cheio de espírito e sabedoria em potência, assim como o mármore não trabalhado está cheio de grandes esculturas. Os silenciosos nunca depõem contra si próprios.»
Aldous Huxley (1894-1963)

«O silêncio está cheio de espírito e sabedoria em potência, assim como o mármore não trabalhado está cheio de grandes esculturas. Os silenciosos nunca depõem contra si próprios.»
Aldous Huxley (1894-1963)
O “Admirável Mundo Novo” foi dos livros que mais me marcou quando era jovenzinho.
Li-o com 15 ou 16 anos e gostei muito. Foi livro que me marcou bastante.
Li um livro seu e gostei bastante. Mas desconhecia que fosse rapaz tão jeitoso. Ora ainda bem que pôs aqui a foto do artista quando jovem:). Era lindo por fora, tinha uma mente brilhante, o que seria que lhe faltava. Lendo-lhe a vida, assim por alto, nada se salienta de negativo.
E ficaria muito bem a receber um prémio para o qual foi nomeado sete vezes. É muita vez
Interessante a sua observação, Bea. Fiz e farei os possíveis para pôr fotos de todos estes escritores ainda jovens. Desfazendo o cliché das imagens deles já velhos, na fase final da vida, quando as etapas criadoras haviam ficado para trás.
Já disse que quero ser cremada. Mas, se acaso alguém quiser fotos da defunta, deixo o desejo de que mostrem uma de jovem, cheia de sonhos e muita vida no olhar. E acabou-se. A idade estranha-nos os olhos (também o resto, mas nas fotos…).
Não duvido.
Entre Huxley e Orwell, temos dois exercícios de futurologia proveitosos, ambos longe de ficar esquecidos.
É engraçado que se o Orwell ressoou melhor no século XX, traçando a miséria opressiva socialista do prédio de cimento barato a cheirar a couves, o Huxley que pintou o hedonismo desalmado do sexo casual e drogas legais encontra talvez mais eco agora.
É verdade.
o hedonismo desalmado do sexo casual e drogas legais encontra talvez mais eco agora.
Talvez porque se há coisas que caracterizam os millennials e as criaturas seguintes enquanto tipos geracionais é a sua superficialidade (a adesão rápida e opinativa a ideias simplificadas) e o seu extremo “fashionismo” (que confunde a performance com o acto em si).
Há disso em várias gerações, não só nesta.
Havia disso no tempo de Huxley, vai fazer um século.