Pegando na série que o Pedro está a publicar, de escritores que deveriam ter recebido o prémio Nobel, decidi ir por outro caminho e celebrar os casos em que os comités que escolhem os laureados com o prémio acertaram em cheio. E sim, usei o termo “comités” no plural, porque não me vou ficar pela Literatura. Lançarei para esta sequência também prémios em Física, Química, Medicina e Fisiologia e Paz. Deixarei de fora a Economia porque não surgiu desde o início, é mais política que a Literatura ou Paz e menos científica que as outras disciplinas científicas e porque, sinceramente, conheço pior.
Note-se que não falarei de casos mal atribuídos, que a escolha é exclusivamente minha com base nos meus conhecimentos – quase certamente irei deixar de fora laureados que absolutamente mereceriam estar na lista mas cujo trabalho ou impacto do mesmo não conheço – e também nas minhas preferências. Espero mais contestação (se surgir) nos casos da Paz e Literatura, mas espero também que tal contestação (nos comentários) seja cordial e que aceite preferências distintas. Irei igualmente agrupar laureados do mesmo ano como uma única escolha (se escolher um dos prémios com mais que um laureado, contribuirá apenas para uma entrada).
Nota final. Portugal teve dois laureados, Egas Moniz e José Saramago. Não incluo nenhum deles. É escolha técnica (não sou da opinião que mereçam estar numa lista onde escolho apenas 100) e de princípio. Facilita-me a vida.
Espero que seja do vosso agrado.

Egas Moniz talvez pela Angiografia Cerebral não pela leucotomia.
timótio
Possível, mas não foi essa a razão para o seu Nobel (que mesmo à luz da época teria sido pelo menos precipitado). Por isso não invoco outras razões.
não invoco outras razões
Albert Einstein também não recebeu o prémio Nobel pela teoria da relatividade, mas sim (salvo erro) pelo movimento browniano. O júri do prémio não quis arriscar com a justificação desse prémio. Quero com isto dizer que, se o João André se recusar a invocar outras razões que não somente as do júri no Nobel, então é possível que alcance conclusões erradas sobre a justiça de muitos prémios.
Tem toda a razão caro balio. Penso (sem ir procurar confirmação) que a justificação foram as suas contribuições para a fisica teórica, especialmente o efeito fotoeléctrico. Pela descrição pode-se pelo menos considerar a explicação do movimento browniano como estando incluído na descrição.
Einstein vai de facto surgir nesta lista, mas haverá duas ressalvas: é um segredo mal guardado que a razão para o Nobel foi a teoria da Relatividade Geral mas os alemães não quiseram que isso fosse público. Por outro lado, mesmo retirando a Relatividade Geral, as outras contribuições deveriam de facto ser suficientes para o prémio.
Mas é de facto um caso mais complicado com base nos meus critérios. No entanto, sendo minha a selecção, posso também dar a volta às regras se me aprouver
Boa iniciativa, João. Fico na expectativa.
Vai saindo um por dia, pelo menos é essa a expectativa. Amanhã começa.
Como deves ter visto, mudei a frequência. Saem 2 por dia. Torna a minha vida mais fácil.
Não há prémio Nobel da Matemática! Algum dia surgirá?
Muito improvável (só para não dizer impossível). Alfred Nobel excluiu explicitamente a matemática (via-a como pouco prática, aparentemente) e o Comité Nobel nunca instituiu tal prémio. O mais próximo seria o da Economia (às vezes) dado a matemáticos e que é dado “em meória de Alfred Nobel” embora não seja realmente um “Nobel”.
Deixemo-nos ficar com as medalhas Fields e Abel, que cumprem essa função (especialmente a segunda).