1935, Prémio Nobel da Física

James Chadwick, «pela descoberta do neutrão».
Chadwick descobriu o neutrão ao fim de 12 anos à sua procura, após Rutherford ter lançado a hipótese de uma partícula no núcleo com carga zero. Devido à sua falta de carga, o neutrão era difícil de detectar, mas várias descobertas e experiências de outros cientistas permitiram a Chadwick criar a experiência que abriu porta à sua detecção. O neutrão é o principal actor na produção de energia nuclear e no uso de bombas nucleares. É também usado em radioterapia para tratamento de tumores.

O neutrão [… é] também usado em radioterapia para tratamento de tumores.
O que é usado em radioterapia é o protão. Como o protão tem carga, é facilmente acelerado. O neutrão não é usado em radioterapia, que eu saiba.
Pelo que entendo, é um tratamento baseado em bombardeamento de neutrões, mas de facto não é o tratamento mais comum em radioterapia. Devia ter sido mais cuidadoso.
Não há bombardeamento do corpo (do doente canceroso) com neutrões.
O tipo convencional de radioterapia é com raios X ou gama, radiação eletromagnética portanto, a incidir no corpo do canceroso.
No “novo” (na verdade, já é usado há mais de um decénio, mas ainda é incomum) tipo de radioterapia, o doente canceroso apanha com protões – não neutrões.
Os neutrões têm três problemas:
(1) São instáveis, isto é, decaem, ao contrário do protão, que é estável.
(2) São difíceis de produzir, ao contrário do protão, que é um átomo de hidrogénio a quem se arrancou o eletrão.
(3) São difíceis de acelerar, porque são neutros, ao contrário do protão, que é carregado e portanto fácil de acelerar num campo eletromagnético.
(Nota: o meu filho teve cancro e foi tratado com protões.)