Estou cansada de escrever que desconfio de todas as centralizações de informação. De cada vez que me tentam convencer de que "é mais fácil para ti, está tudo arrumado, e ninguém tem acesso", tenho logo engatilhado o discurso pronto: isso é tudo muito lindo, mas só torna mais simples a vida a quem nos quiser controlar. Mania minha, anti-tecnologia? Talvez, mas quando estamos todos arrumadinhos, com os dados todos disponíveis, as nossas vidinhas são completamente expostas. E sim, fico desconfortável com a ideia. Bom, há cada vez mais motivos para recearmos esta centralização, como a Ministra do Interior inglesa percebeu:
How many times must we repeat this? There is no such thing as a secure computer. It does not exist. The secrets of the Pentagon have been penetrated by Chinese hackers and British nerds. The most carefully programmed firewalls in east Europe were crashed at the click of a mouse by Russian agents. Such is the magnetism of secrecy that poachers will always be a step ahead of gamekeepers.
In the last eight years, the same MPs who are howling at their data vulnerability have voted for the most extensive surveillance system in Europe, as well as the biggest data storage in the most expensive and inept computers. Britain under Labour has become the world capital of privacy intrusion.
O Estado Big Brother já está aí.
Parece-me que estamos a caminhar para tornar realidade um filme em que um miúdo, através do seu computador, conseguiu aceder aos computadores de controle de armamento dos U.S.A.!
É assustador! Todo o mundo está vulnerável a uma qualquer acção de uma “mente criminosa”!
Indeed 🙂