Cinco questões sobre a entrevista


José Gomes André,

1. Quando deixará Sócrates de insultar os entrevistadores, enxovalhar os críticos (“indivíduos que me injuriaram”) e usar de uma altivez insuportável na exposição dos seus argumentos?

2. Quando é que Sócrates apresenta um verdadeiro plano de combate à crise que vá além da distribuição de uns escassos subsídios anunciados a conta-gotas?

3. Será que Sócrates compreende que o “caso Freeport”, na sua vertente “política”, não gira à volta do licenciamento daquela coisa abstrusa, mas sim em torno de um processo no qual o seu nome persiste em surgir associado a actos de corrupção e abuso de poder?

4. Alguma vez ouviram um primeiro-ministro enunciar publicamente uma lista de jornalistas “maus/inimigos” (TVI) e “bons/amigos” (João Marcelino)? Alguém acha este comportamento reprovável – para não dizer vergonhoso?

5. Depois de insistir na ideia de que “carrega às costas uma cruz”, será que o primeiro-ministro ficará conhecido na história como “Sócrates, o Cristo tuga”?

8 comentários em “Cinco questões sobre a entrevista”

  1. Eu desconhecia por completo que Sócrates andava numa bicicleta e Cavaco noutra. Sempre julguei que tivessem direito cada um a um BMW.

  2. Nunca mais é sexta.

    Quando chegam as 20:00 fico todo contente e não é por mais nada: é só por saber que ao Sócrates quase lhe dão apoplexias semanais.

  3. I Parte

    A inconsciência governativa
    aliada à sua natural incompetência,
    resulta numa política pouco efectiva
    baseada numa ridícula prepotência!

    Pelas estrelas orientado
    na elaboração de fantasias,
    este (des)Governo desorientado
    propagandeia hipocrisias!

    Ao escutar estas informações
    o mexilhão fica preocupado,
    para agravar temos as afirmações
    deste (des)Governo sincopado!

    II Parte

    Com o país a arder
    ateado pelo (des)Governo socialista,
    pois esta gente do poder
    desenvolve uma política miserabilista.

    O povo não pode ficar calado
    perante o descalabro irracional,
    o mal-estar está instalado
    no bem-estar nacional.

    O mexilhão expectante
    não pode ficar paralisado,
    o momento é importante
    para o país ser analisado!

  4. Até mesmo estrebuchar, como foi evidente nesta entrevista, Sócrates faz com arrogância: uma espécie de fuga em frente, matando todos pelo caminho para não ir sozinho. Impressiona-me tanta falta de humildade e de tacto, e acho que lhe vai sair muito cara esta colecção de inimigos que tem feito desde que está no poder. Os tais das cabalas e das campanhas negras.

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