"Sendo indispensável o usufruto de uma maioria absoluta para governar o país, comprometemo-nos a não formar governo a menos que o eleitorado nos dê esse voto de confiança". Eis uma declaração quer seria perfeitamente aceitável e compreensível por parte do primeiro-ministro ou de um candidato a primeiro-ministro. A versão alternativa apresentada – "pedimos maioria absoluta mas governamos com o que aparecer" – tem política e emocionalmente o valor de coisa nenhuma.
Coisa nenhuma
José Gomes André,

Tenho a impressão que Sócrates só ficou por cá, em vez de ir a Bruxelas, precisamente para pedir a maioria absoluta. E alguma coisa me diz que se a pediu é porque sente que as trapalhadas Freeport já passaram. Será?
Pode ser isso, meu querido Coutinho (hoje, deu-me para perseguir-te), mas também pode ser que José Sócrates sabendo que não tendo maioria absoluta, acredita que o PP vai ter minoria suficiente para, juntos, terem um governo maioritário. Há também outro dado a reter: Paulo Portas aproxima-se e destrói. Pelo menos, até agora!
Eu também acho. Mas o que é exactamente essa coisa de “pedir a maioria absoluta”? É tipo Kinder Bueno? E se o PCTP-MRPP também pedir a maioria absoluta, como ficamos? A eleição passa a ser um mano-a-mano?
Pois claro.