
A perversão da Segunda Emenda
Virgínia Tech University
Columbine Highschool
Clevland Elementary School
Marjory Stoneman Douglas High School
Thurston Highschool
Sandy Hook Elementary School
Northern Illinois University
Santa Fe High School
Califórnia University
Robb Elementary School
De entre centenas de tiroteios por ano que são notícia nos Estados Unidos, grande percentagem acontece em escolas e universidades. Em 2021, registaram-se 61 incidentes com armas de fogo, tendo os tiroteios causado 103 mortos e 140 feridos. Estes números referem-se a mass shootings, como os acima referidos.
Enquanto os lobbies das armas de fogo continuarem a lucrar milhões, as crianças assassinadas serão apenas apontamentos colaterais na tabela de vendas.
(Foto Google )

E é este país que quer ser o polícia dos valores e da ética no mundo, espalhando o terror e instigando guerras em todo o lado há dezenas de anos?
Um país livre de escolher. Escolhas boas, escolhas más… decisão, livre arbítrio.
Liberdade de imprensa. O mundo fica conhecedor de todos os acontecimentos, sem emcobrimentos nem censuras, minutos após as ocorrências.
E escusa de responder com o rol todo, ok?
1 – Exactamente como as dezenas de homicidios que em Portugal ocorrem com facas de cozinha e canivetes comprados nas feiras.
2 – Em 1140, Hugues de Saint-Victor, em “De institutione novitiorum“, foi o primeiro a teorizar essa diferença que ocorre no comportamento humano, separando “objeto”, de “uso”, de “valor/significado/consequência” (passo a citar): “Gestus est Motus et Figuratio membrorum corporis, ad omnem agendi et habendi modum” (in Jean-Claude SCHMITT, 1990, “La Raison des Gestes dans l’Occident Médiéval”, Bibliothèque des Histoires, Paris: Gallimard, p.177).
Tem tudo a ver, usar facas e canivetes em homicídios em massa. Pôe-se as vítimas em fila indiana?
Mas aposto que o SAP3i, como bom totalitarista, apoia NRA.
Why I’m not surprised?
Não é o pão que engorda, é quem come o pão.
Não são as armas de fogo que matam, é quem as utiliza.
Principalmente é quem permite a venda livre.
Na maioria dos Estados nos EUA o porte de uma arma de defesa pessoal, pistolas, revolvers de pequeno calibre (não exibidos publicamente) é legal.
O que se discute -e bem- é a venda de armas de “guerra” -calibres, canos e ritmos de tiro específicos- cuja eficiência do tiro à distância e poder de destruição deve ser só, óbviamente, para uso controlado. Estas armas não são consideradas de defesa pessoal, mas sim para ataque. É esta a legislação que se pretende.
Estes ataques têm sucesso em teatros vulneráveis, em que se sabe não haver seguranças ou mesmo professores (no caso das escolas), ou ocasionais civis armados, devidamente preparados para a defesa colectiva.
Os loucos não atacam sabendo que o potencial alvo tem um mínimo de auto-defesa organizada, pelo que se defende -e bem- o porte de arma de defesa pessoal. Geralmente aparecem com armas de guerra o que lhes dá superioridade de fogo, pois sabem que com armas de defesa pessoal não iriam longe, pelo contrário estariam demasiado expostos. São loucos mas não são parvos.
A estatísticas provam que 80% destes morticínios são levados a cabo por adolescentes, eles próprios sem idade nem poder de compra para adquirir armas de grande calibre.
Não são armas de defesa pessoal como “manda” a constituição ou as emendas! São armas de caça grossa ou de guerra!
Tudo isto é muito triste!
O ser humano é mau por natureza, matar por matar.
Soube também que em Portugal desaparecem mais de 1000 crianças por ano, como é que é possível num país tão pequeno como o nosso.
O mundo está louco com covid, varíola dos macacos e até já se fala da poliomielite, guerra etc… serão sinais do fim dos tempos.
Serão os sinais do fim dos tempos para muita gente, sim. Ninguém é eterno. Agora temos informação ao minuto. Faz toda a diferença.
O problema é que a informação ao minuto é tudo menos fiável. Ninguém sabe coisa nenhuma e por isso inventa-se tudo e mais alguma coisa.
Sem informação concreta, existe muita suposição, mas acaba por se saber a verdade.
Por exemplo, “viu-se” George Floy morrer sufocado pelo joelho de um polícia, que agora está a cumprir pena pelo assassinato em segundo grau. Seria isto possível em países totalitários com governos de esquerda ou de direita? Nunca, jamais, em tempo algum.
É bom não esquecer que infelizmente a História dos USA assenta na ponta de uma Winchester ou de um Colt. Foi assim que dizimaram a nação india.
É verdade, mas passaram entretanto 200 anos! De evolução, presumo eu.
O que vemos, frequentemente, são negros a ser barbaramente tratados por policias brancos.
O mesmo não acontece com os policias negros, e há muitos policias negros na EUA, a tratar violentamente arruaceiros brancos, que também existem e muitos.
Sempre que existe um crime, seja perpetrado por agentes brancos ou negros existe a notícia. Que a opinião,pública influi muitas vezes nas headlines das primeiras páginas tendo a acreditar. É igual por todo o lado, não apenas nos USA.
Quero dizer, por todo o lado, onde não existe totalitarismo, claro.
Muito bem dito!
É a pura verdade.
Quem nasce torto, pouco ou nunca se endireita.
“Quem nasce torto, pouco ou nunca se endireita.”
Grande carapuça, hum?
A interpretação feita nos EUA por alguns grupos, poderosos, e, claro, o lobby das armas, que tem o seu expoente na NRA, da segunda emenda é de facto uma perversão do seu intuito original mas, eu diria que, a décima quarta emenda, talvez uma das mais importante quanto a direitos dos cidadãos é, infelizmente, inteligentemente aproveitada por estes mesmos grupos para litigâncias várias para reforçar a defesa desse malfadado direito à posse de armas. Vai havendo aqui e ali algumas alterações tíbias, as substanciais batem de frente com a conjugação destas duas emendas ou, melhor dizendo, da instrumentalização conveniente das mesmas. A NRA por ex. já destruiu carreiras de senadores e governadores com campanhas nos media super agressivas em que ridiculariza os que se lhe opõem.
Os EUA são, de facto, um país sui generis.
A 14a emenda é dada a inúmeras interpretações. Muitos presidentes, a Maçonaria Americana, senadores, banqueiros, financeiros, actores, etc., são membros ou apoiam a NRA. O Trump e o Clint Eastwood, por exemplo. Tem uma enorme influência e se não muda a legislação só tem tendência a piorar. Infelizmente não creio que Joe Biden seja a pessoa para o conseguir, especialmente agora, com a invasão da Ucrânia, regressam os medos e as fobias que reinavam na guerra fria.
Não sei se concordo com o que a Dulce diz, partindo do principio que interpretei bem, de a 14ª emenda ser dada a inúmeras interpretações. Esta emenda consagra a igualdade de direitos de qualquer pessoa independentemente da sua raça, credo, género, etc. o que ela é e instrumentalizada, neste caso das armas, como reforço da 2ª emenda.
A história do direito às armas está intimamente ligado à história da direita americana ou se preferir, dos republicanos que a defendem com unhas e dentes e olham com uma indiferença brutal para estas tragédias.
Joe Biden não será capaz de a alterar como não foram o presidente Obama e outros presidentes antes, todos democratas note-se, pois mudar uma lei no congresso americano impõe uma aprovação de sessenta e qualquer coisa por cento, não consigo precisar agora, o que é muito dificl de acontecer e por estes dias está 50/50 com o desempate a ser assegurado vice presidente Kamala Harris.
Nisso concordamos a guerra na Ucrânia vai reforçar os argumentes deste lobbys e as tragédias continuaram a acontecer com uma frequência atroz.
“Esta emenda consagra a igualdade de direitos de qualquer pessoa independentemente da sua raça, credo, género, etc. ” e a cidadania por nascimento que Trump se esforçou por revogar. Concordo.
Bem o Trump é um estupor ,é verdade e será eventualmente o mais recente mas longe de ser o único por aquelas bandas. De qualquer forma, uma proibição só se acontecesse uma tragédia de proporções bíblicas (e mesmo assim tenho dúvidas) que abalasse pelas bases a sociedade americana, que chegasse ao Supremo e desse origem a uma alteração na constituição. Mas como digo, ainda assim tenho muitíssimas dúvidas, aquilo está de tal forma enraizado que originaria uma guerra civil literalmente. Quando muito, creio, nos EUA poderá acontecer uma lei para controle do acesso às armas se as contingências de que falei forem algum dia ultrapassadas no senado.
Voltando ao Trump, tenho muitas reservas em falar dele no passado, mas mesmo que seja passado, e insisto duvido, o legado que deixou está vivo, veja-se a reversão pelo Supremo da lei do aborto.
Sim , mas ainda não é decisivo.
Não está em causa nenhuma reversão da lei do aborto. Nem de facto existe uma lei do aborto.
Em 1973 num caso conhecido por Roe v. Wade o Supremo Tribunal deliberou que o desejo de abortar não podia ser impedido por se tratar de uma reserva do direito à intimidade. Esta interpretação tem sido causa de controvérsia, pareceres contrários de professores de direito e mesmo de alguns juízes do Supremo. Hoje, entre profissionais do direito, é largamente maioritário que o direito à intimidade não é juridicamente idóneo para dele deduzir o direito a abortar. Como problema de direito, a questão é quase consensual e os juízes que não concordam com a revogação – caso do juiz presidente, republicano – invocam questões de oportunidade política e de paz pública e não de direito constitucional. Note-se que o direito constitucional, a interpretação da Constituição, é o escopo do Supremo e aí se esgotam as suas competências.
Se o Roe v. Wade for revogado, não quer dizer que o aborto fica proíbido. O que acontece é que termina a imposição federal que impede a sua proibição e, como é da Constituição americana, o direito de legislar sobre o aborto é devolvido a cada Estado, que legislará como entender.
É evidente que alguns Estados vão proibir o aborto, outros regularem-no mais ou menos restritivamente, outros autorizarem-no quase “ad hoc” como será certamente o caso da Califórnia.
A revogação do “Roe v. Wade” traz essencialmente duas consequências, com que estou pessoalmente de acordo. Inverte a tendência de federalizar que estava a tornar os EUA cada vez mais num estado centralizado e menos uma federação de Estados.
Permite impedir que uma mulher possa exigir fazer um aborto na véspera do parto, o que é actualmente teoricamente possível pois Roe v. Wade não menciona excepções.
Se voltarem atrás no caso do projeto que desprotegeria o direito ao aborto, e voltar a penalização, serão quase 50 anos de retrocesso.
Em termos de linguagem e do elencar dos factos históricos tem efectivamente razão e a expressão que utilizei – lei do aborto – é errada.
Porém a minha intenção era realçar o legado do Trump e não debruçar-me pormenorizadamente sobre o direito ao aborto.
Formalmente/judiridicamente o que diz é correcto mas discordamos quanto às consequências de uma revogação de Roe v. Wade. É um regredir em termos civilizacionais. Muito estados já tinham condicionantes à prática do aborto e o Supremo, de maioria republicana, parece-me, tem uma agenda pois o que está verdadeiramente em causa vai muito além do direito ao aborto. Com esta eventual reversão abre-se um precedente perigoso quanto a outros direitos estabelecidos com base em decisões do Supremo, o que é verdadeiramente preocupante se tivermos presentes as eleições intercalares que se avizinham e uma possível vitoria dos republicanos.
Agradeço a resposta que, infelizmente ao contrário de Maria Dulce Fernandes, mostra que leu e compreendeu o meu comentário.
O que nos divide é claro. A Elsa privilegia o aborto que terá num lugar alto da sua agenda. Eu privilegio a questão política de mais centralismo federal ou mais poderes estaduais.
A reversão de decisões anteriores já ocorreu e exactamente em questões em que foram retirados poderes aos Estados. Alguns, muitíssimo justos, como quando foi interdita a legislação sobre segregação racial e que levaria mesmo a uma célebre intervenção federal do FBI no Alabama para acompanhar uma menina negra à escola que não a queria aceitar.
Mas, neste caso, a deliberação do Supremo era indiscutível: estava a interpretar a Constituição que era taxativa, todos os homens nascem iguais direitos. Já no “Roe v. Wade”, há uma extrapolação, que, do direito individual dos cidadãos à privacidade, se inferia o direito ao aborto. Ora aqui não há interpretação da Constituição mas, de facto, direito ex-novo, o que está fora das atribuições do tribunal.
Se os juízes não se deixarem intimidar com o barulho do(a)s activistas, o que me pareceria o pior que se poderia fazer à democracia americana, o tribunal irá mesmo revogar. Depois o activismo tentará que o Congresso imponha uma legislação nacional e, mesmo com muito barulho, provavelmente também falhará até porque, mesmo sem maioria republicana, dificilmente obteriam uma maioria qualificada. Finalmente, cada Estado legislará como entender o que a mim parece a melhor solução pois os EUA têm diferenças abissais entre “grosso modo” um interior conservador e uma costa progressista assim será bem menor o número de eleitores que se sentirão eticamente agredidos quaisquer que sejam os sentidos das leis em cada Estado.
Claro que isso afectará muito mais as mulheres mais pobres, das minorias sobretudo negra e latina e mesmo brancas do interior profundo, de que as montanhas da Califórnia são exemplo(*). Mas isso, mais uma vez, é um problema de pobreza, não de direitos fundamentais.
Mas não esqueça que, no actual quadro legal, teoricamente uma mulher tem o direito de exigir um aborto até ao nascimento. E, com o “Roe v. Wade” em vigor, são inconstitucionais todos os limites, tipo 14 semanas, e ainda o direito à objecção de consciência dos profissionais de saúde. Tenho a certeza que, mesmo entre liberais e democratas, não haveria concordância sobre estes dois pontos.
(*) Num programa de trocas de estudantes (16-17 anos) em que inscrevi as minhas filhas, recebi em casa um ano escolar uma americana daí oriunda. Além de ignorância assombrosa – não sabia o que era o Mónaco nem o nome da rainha de Inglaterra – além de “pérolas” tal como afirmar entre o satisfeita e o orgulhosa, que na terra dela não haviam negros nem mexicanos, passados uns 6 meses, lá encontrou coragem para dizer à minha mulher que afinal as mulheres que fumavam, até podiam ser boas pessoas.
Ao contrário do que escreveu, eu compreendi o seu texto e deixei uma nota que pensei ser complementar. Quanto à falta de cultura, é um facto. Os jovens americanos pouco ou nada sabem de geografia mundial e de história, principalmente a do seu próprio país.
Bem, eu não pretendia abrir um debate sobre o aborto mas, perante a sua resposta, permita-me dizer algumas coisas.
Não é exactamente verdade o que diz de o aborto poder ser feito sem mais nem porquê até ao nascimento, pois como referi, vários estados têm condicionantes em diversos graus de restrição de acordo, alías com a deliberação do Supremo no caso “Roe v. Wade”. Sendo certo que o tribunal decidiu que o direito ao aborto estava suportado pelo direito à privacidade expresso na 14ª emenda, não o considerou um direito absoluto ou se preferir, um “God-Given Rights”, impôs condições de equilíbrio: 1º trimestre de gravidez, os governos não podiam proibir; 2º trimestre, os governos podiam exigir regulamentos de saúde razoáveis; 3º trimestre, podiam ser proibidos desde que asseguradas excepções em caso de risco de vida da mãe. Posteriormente, no “Casey v. Planned Parenthood” reafirmou a decisão básica de “Roe v. Wade” mas com alguns acrescentos rejeitando partes de “Roe” e dando suporte legal à aprovação de leis estaduais no 1º trimestre de gravidez para salvaguarda a vida da mãe, bem como, dado os avanços na medicina, ser possível proibir abortos de fetos viáveis, passo a expressão, antes do 3º trimestre e um período de reflexão. Creio não estar errada, mas esta revisão vem no seguimento de uma lei contr ao aborto na Pensilvânia nos anos 80 que impunha várias restrições. Ou seja, “Casey v. Planned Parenthood” não revogou “Roe” mas alargou os poderes dos estados de poderem introduzir leis mais restritivas. No Texas por ex. só é possível abortar até às 6 semanas. E chega de leis, que é cansativo.
Sendo certo a legalidade do aborto, e havendo estados muito mais progressistas existe de facto espaço para alguns abusos. Mesmo assim, parece-me que está ilegalização que, que como diz, tem altíssimas probabilidades de acontecer, o custo humano é aterrador, pois nos estado conservadores os abusos por parte dos governos vão ser muitos mais, desde não preverem excepções como violações e incesto, entre outros, penas de prisão para quem atravesse um estado para abortar, não considerar que os abortos continuaram a fazer-se mas agora na sombra e em condições deploráveis, na própria vida de muitas criança que vã nascer e possivelmente serão rejeitadas por serem resultado de abusos sexuais, pobreza extrema, entre tantas outras situações que estes senhores parecem ignorar completamente.
Eu não tenho o aborto no topo da agenda 🙂 mas este passar de um direito ainda que com condicionantes previstas na lei para o nada, é uma brutalidade, uma selvajaria mesmo. Os aspectos formais/juridicos não podem ser aplicados apenas numa base teórica para uma base teórica, que é o que este Supremo pretende, existem questões práticas da vida real de uma sociedade que são evolutivas que têm que ser tidas em conta.
Pois eu também não pretendia abrir uma controvérsia sobre o aborto e reconheço que o caso que citou Casey v. Planned Parenthood corrige algumas das assunções que fiz e estavam
afinal prejudicadas.
Mas continuo a discordar da sua crítica ao tribunal. No meu entendimento, o tribunal errou duas vezes, no Roe v. Wade e no Casey v. Planned Parenthood. Não é função do Supremo Tribunal, extrair ilações de direitos fundamentais e muito menos, regular a execução de direitos. Isso são funções legislativas, não são funções judiciais.
Se, como alguns parecem querer, a evolução da sociedade e dos costumes tornam o direito ao aborto uma direito fundamental então haveria que aprovar uma 28ª Emenda. Deixar decisões ao critério de 9 juízes escolhidos – foram anos uma maioria democrata, hoje são uma maioria republicana – é uma perversão da separação de poderes (Montesquieu) que enforma e Constituição americana. Isso sim, seria um enorme retrocesso.
Dou-lhe o benefício da dúvida num ponto e concordo com outro. De facto há activismo de base religiosa, aliás de mais de uma religião, que poderá querer aproveitar um momento de maioria conservadora para impor uma agenda anti-aborto. Apenas faço notar que anteriormente aconteceu exactamente isso mas de sinal contrário e que, o activismo pró-aborto tem muito maior visibilidade.
Seria de facto chocante que, sendo crime federal atravessar uma fronteira estadual para cometer um crime, as mulheres que vivessem num Estado que criminalizasse o aborto ficariam numa situação de injustiça, porventura violadora da igualdade de direitos. Mas isso é mesmo a realidade americana. Estou a lembrar-me de um caso de uma mãe de família com licença de porte de arma (salvo erro de Rhode Island mas posso estar enganado) que atravessou para Nova Iorque, e foi parada numa operação stop com uma arma de pequeno calibre e foi detida julgada e condenada a prisão efectiva. Ela nem tinha conhecimento da alteração legal que ocorrera em Nova Iorque. Houve enormes movimentações mas terá ocorrido outro facto que desviou as atenções da imprensa e não cheguei a saber como acabou. Mas esteve mesmo efectivamente presa por algum tempo.
Essa questão, mais uma vez, não pode justificar nenhuma decisão nem sobre armas nem sobre o aborto. O que seria necessária, seria uma lei federal que determinasse que o atravessamento de fronteiras estaduais por motivos objectivos, só seria considerado crime se o objectivo constituísse crime em ambos os estados envolvidos.
Antes de mais as minhas desculpas por alguns erros ortográficos.
Completando o meu raciocínio sobre o Supremo, além de ignorar as situações que enumerei tudo se torna ainda mais assustador perante a lembrança de uma agenda tenebrosa que se preparam para trazer a luz do dia em caso de vitória republicana nas intercalares.
Por último, é sem pretender ser ofensiva, dizer que o problema é a pobreza é um argumento estapafúrdio, sinceramente, de repente fez-me lembrar alguns republicanos com a justificação de que o problema não são as armas mas a má qualidade das instituições de saúde mental.
Peço desculpa por me ter explicado mal na questão da pobreza. O que queria dizer era que mulheres pobres, teriam dificuldade em, por exemplo, deslocarem-se à Califórnia.
Foi um argumento que muitas ouvi em Portugal. Só as ricas podiam ir abortar a Espanha e só as muito ricas à Suiça.
Em particular lembro-me de um ministro que declarou que era uma vergonha as mulheres portuguesas terem de ir abortar a Espanha. Esse mesmo ministro, alegadamente por pretexto de qualidade de serviço mas obviamente por razões economicistas, cerca de três meses depois mandou encerrar a maternidade de Elvas, aliás ferindo direitos de uma Fundação particular.
Será defeito masculino meu mas não consigo entender a lógica de ser uma vergonha abortar em Espanha e não o ser parir em Espanha.
Louis Armstrong era muito influente na Maçonaria e nunca matou ninguém
Quando não se tem cão, qualquer gato serve, caramba!
” A América vista por Europeus”…( essa mesmo América i “feita” por Europeus…).
Aguardemos o final : implosão ou explosão? Hollywood decidirá…
JSP
O Day After leccionava a esperança no estoicismo da humanidade. A ver vamos, como diz o cego.
“Temos que compreender a idiossincrasia americana”, diz o habitual major-general papagaio na CNN Portugal.
As idiossincrasias americanas são compreensíveis para todas as pessoas com um palminhas de testa e que pensam com a sua própria cabeça. Já as russas…
‘Já as russas…’. também o papagaio utiliza os palminhos de testa.
Mas isto de russas e russos é o que está a dar, por isso está a ter muita saída. Saída propriamente dita e à la mode. É de aproveitar em quanto é tempo, para não acontecer o mesmo que aconteceu a partir de Maio1968.
Quando a montanha pariu um rato
Um verdadeiro masskilling desde 1973 nos Eua : 70.000.000 …..70 milhoes de abortos levados a cabo, sem qualquer espécie de comoçao ou indignação ou compaixão da sociedade.
Bom, abortos acontecem no mundo inteiro. Se a sua religião leva a classificá-los como assassínios em massa, não comento, porque é um direito que lhe assiste.
só engravida quem quer.
há meios: antes, durante, depois.
o aborto é doença política
Nem sempre é assim, e uma pessoa que se diz esclarecida, sabe disso muito bem.
as armas brancas e outros utensílios também servem para matar,
o problema está nas pessoas
Claro que sim. São mais pessoais. Agora experimente tirar o entulho da frente dos olhos e pense: você vai cometer um assassínio em série, o que quer dizer quanto mais baixas houver melhor. Então faz o quê? Leva umas facas e uns canivetes?
Facas e canivetes não, mas uma vacinas contra o covid talvez.
habemus denilist !!

não me faça rir.
por hoje já chega com o que se escreveu.
tive um revólver e uma Breda automática de 5 tiros e nunca matei ninguém.
há vários locais em Lisboa, e não só, onde se vendem toda a espécie de armas de 9mm a preços de saldo.
também se vendem catanas e se ensina o seu uso para ‘aviar meia-dúzia’
Está a ver? Nunca matou ninguém ( pelo que diz) mas já se andou a informar…
E matar as pessoas de tédio? Também deveria ser considerado crime.
é legal e de venda livre a arma mais eficaz para provocar dezenas de mortes em segundos:
chama-se VEÍCULO AUTOMÓVEL
É uma realidade, mas tem sido usado para praticar uma forma de terrorismo internacional, que nada tem a ver com esta publicação.
Este “terrorismo doméstico” é perpetrado principalmente por adolescentes com dificuldades de ajustamento , normalmente de classe média ou classe média alta, que conseguem ter acesso a armas de fogo de grande calibre e muitas vezes granadas e explosivos. São depressivos e “to go with a boom” parece-lhes um modo excelente de marcar uma posição e ganhar uma almejada notoriedade, que normalmente é atribuída postumamente, o que é sempre um erro flagrante, dar mais importância ao assassino do que à vítima.
Uma emenda boa para o tempo da conquista do Oeste, em que se usavam bacamartes. Eis como alguns princípios “eternos” não resistiram ao tempo, trazendo esta desgraça. Mais uma consequência do puritanismo americano, para o qual tabaco e álcool são terríveis ofensas à moral, mas usar armas é perfeitamente compreensível.
É verdade , João Pedro. É por isso que mantenho que quem faculta armas a jovens desequilibrados ( por suposto , os pais ou outros familiares) serão tão ou ainda mais culpados de toda esta desgraça, que só tem tendência a piorar, devido ao protagonismo com que os media presenteiam os perpetradores.
Deste último o de Robb, em Uvalde, as vítimas são 19 crianças e 2 professores. Não li fosse onde fosse quem eram. Do assassino já se sabe o nome, e praticamente uma biografia completa. É famoso portanto, nem que seja a título póstumo.