Confiança


Sérgio de Almeida Correia,

Há muito que lhes teria retirado a confiança política.

Que mantenha a pessoal é lá com ele. Mas que em tão pouco tempo sejam quase tantos os casos e “casinhos” como as pastas, parece-me um abuso. 

Do bem-intencionado desbravador de Angola ao empreendedor de Caminha, o que não faltam são aviões de espanto. 

O minerador das selfies tudo tem feito para que não seja maior a atenção prestada à rapaziada. Podem agradecer-lhe. A ele e a quem lhes está a dar uma oportunidade de corrigirem uma série de erros de casting.

Ainda falta muito tempo para as eleições. Talvez seja altura de se aproveitar a Restauração que vem aí para nos livrarmos dos emplastros, como antes nos libertámos dos Filipes.

Não se trata de segurar o ministro dos fogos. Trata-se apenas de evitar que a casa, os anexos e o que sobrou das golas ardam em lume brando.

Se nada aprendem nas jotas, nas “academias” de Verão, nas reuniões do partido ou com a experiência autárquica; e a experiência governativa pouco acrescenta, então há que educá-los. Antes que se sentem.

Ou que sigam os passos do outro e afins, e criem uma série de sociedades offshore para receberem os salários que os contribuintes lhes pagam, como aqueles fizeram com o aval de uma instituição de utilidade pública cujo presidente ainda não se demitiu.

Chega de turbulência. 

6 comentários em “Confiança”

    1. Bem, quanto a casos e casinhos ao Chega já não lhe chegam, até sobram
      Já não bastava um jornal diário da manha, manha de manhoso, com casos de facas, alguidares, mulher que comeu o marido, menina violada 983 vezes, morto à facada em cozinha e outras notícias de fazer arrepiar as pedras da calçada, agora apareceu nas bancas uma revista nacional do Chega com notícias ainda mais pungentes, mas a nível político. Como p.ex.: o ventura tirou o pio ao costa e vamos ler a notícia e vemos que se tratou de uma ambulância com um pneu furado e costa nem sequer sabia do caso.

  1. “Isto é o PS a estender a passadeira vermelha ao Chega. Se um dia o Ventura chegar ao poder, os primeiros culpados vão ser os socialistas!”
    Não nos esqueçamos disso. E se esse dia chegar, antes de, muito convenientemente maniqueísta que isso seja, chamarmos todos os nomes (os depreciativos, claro), a quem vote nesse partido – hoje já há largamente quem chame de fascista para pior, se pior houver, a parte significativa da população portuguesa; espécie de “deploráveis” conforme o jargão Clintoniano -, perguntemo-nos, melhor, pergunte-se quem nos terá levado até aí: onde falhou, onde falharam os partidos da democracia dita clássica.
    A venalidade, o clientelismo, o nepotismo descarados, infrenes, impunes, insaciáveis, terão que dar em qualquer coisa de muito mau. Tarde ou cedo, é questão de tempo.
    Mas de uma coisa poderemos estar certos: nessa altura os venais, os clientelistas, os nepotistas descarados e impunes, os insaciáveis, apresentar-se-ão como verdadeiras virgens. Imaculadas e ofendidíssimas. E o Soberano, o eleitor, o povo, não necessariamente um farol de inteligência (a maioria, só por o ser, não tem necessariamente razão), se (se) ainda tiver oportunidade para tanto, tratará pressuroso de os recolocar no poder. Uma vez mais. E o ciclo concluir-se-á; recomecará.

    1. Não goze.
      Quem é que os jornalistas autorizam a fazer violência politica ? a Esquerda.
      Se o Chega estivesse a destruir obras de arte pós modernas o que se não diria e escreveria por todo lado.
      A Procuradoria da Republica já estaria a dar ordens ontem à PJ para verificar os financiamentos e os Serviços de Segurança estariam em pé de guerra.
      Mas como são os Guardas da Revolução “Ambientalista” a destruir obras de arte os jornalistas estão caladinhos.
      Assim se percebe quem pode fazer violência politica no Regime.
      Depois não se admirem quando o verniz estalar.

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