Londres e Paris são excelentes locais para se criticar o Governo. Melhores do que Lisboa e o Parlamento em particular. Que o digam João Cravinho e Manuel Maria Carrilho, que na primeira oportunidade abandonaram a desprestigiada Assembleia da República. Um e outro, assim que foi possível, abdicaram do lugar de treinadores — na Assembleia da República — pelo de treinadores de bancada — na remanso dos seus novos cargos.
Quem disse que não era possível estar com um pé fora e com um pé dentro ao mesmo tempo?

E a atitude do Carrilho, que depois de ter enfrentado corajosamente o congresso no tempo do Guterres, agora esperou devidamente estar com o tacho na mão e bem seguro para fazer as suas críticas, que enquanto foi deputado silenciou, é bem demonstrativa do medo reinante.
E não é que volto a estar de acordo, Paulo Gorjão?