A jantar fora, a um sábado à noite, ocorrem-me duas ideias. A primeira, que nunca ninguém me ouvirá dizer mal dos restaurantes "non-children friendly"; crianças em restaurantes, só a partir dos três ou cinco anos, e isto se se souberem comportar (elas, e os pais). A segunda, que há por aí muitos pais a precisar de levar umas boas palmadas. Parece-me completamente evidente que ter uma criança a gritar e aos pulos num restaurante nunca é giro ou engraçadinho. É só irritante para toda a gente. Lembro-me de ter escrito qualquer coisa sobre crianças mal-educadas resultarem em adultos insuportáveis. Olhando para a nossa classe política, até consigo ter umas ideias sobre o tipo de educação que tiveram na infância. Meninos engraçadinhos, muitos deles.
Current mood? Miguel Sousa Tavares
Ana Margarida Craveiro,

Mais uma vez na mouche, Ana Margarida.
Em sintonia absoluta.
Se alguma vez estive prestes a cometer infanticídio, foi no restaurante 🙂
Mas os papás são os culpados.
(já pensei em abrir uns workshops sobre ‘liderança familiar em tempos modernos’, ‘como não ficar escravo do seu filho’, ou ‘seja um educador, é um investimento árduo mas com retorno’ 🙂
Opiniões: 5/dos-malefcios-das-criancinhas-em.html
http://bonstemposhein.blogspot.com/2007/0
É claro que se pode sempre, deixar a criancinha em casa. O pior é se vem lobo mau e a rapta.
Este post fez-me recordar uma passagem do livro “Paulo de Tarso na estrada de Damasco” que li recentemente:
“Nada como o mimo para estimular a instabilidade e a arrogância dos filhos. Nada de constrangimentos, todas as liberdades, satisfação de tudo o que o coração louco do rapaz desejasse! Tal complacência criou um rapaz que não consegue aceitar uma recusa. Deveria ter sido ensinado a ter medo. Deveria ter sido forçado a respeitar os mais velhos, levantando-se com humildade para lhes falar, para assim poder julgar e guardar o respeito que lhe é tributado agora. Não deveria ter conseguido uma coisa que exigisse aos gritos. Pelo contrário, só deveria tê-la recebido quando voltasse a sorrir, como um presente e uma recompensa, não por ter direito a ela.”
No livro, este Séneca escreve à sua mãe, dando-lhe conta dos seus dias como mentor do pequeno Nero, futuro Imperador de Roma
Dá que pensar…