Fica o exemplo. Em tempo de crise. Depois, não se esqueçam de ficar admirados com a abstenção. Tirando esta chamada de atenção, sou incapaz de comentar a aprovação parlamentar de hoje relativa ao financiamento partidário. Porque correria o risco de escrever alguns palavrões.
Dá-me agora que ninguém vê, ó meu!
João Carvalho,

É uma ofensa e um ultraje, João. Como comentávamos antes, perdeu-se a vergonha e o pudor. Não se esqueçam de lhes dar maioria absoluta…
Isso mesmo, Leonor. Podem limpar as mãos à parede.
Mas esta aprovação merecia alguns bem cabeludos.
Sem dúvida alguma.
ainda há uns dias tive uma “discussão” no twitter com o deputado antónio filipe, porque eu dizia que as propostas avulsas e em catadupla sobre o enriquecimento ilicito na AR era propaganda politica e ele dizia que não porque isto e aquilo, peço desculpa ,mas apetece criar um movimento anti eleitoral,ninguém ir votar, vão gozar com a familia deles.
Concretiza-se o que era suposto ser absurdo: os cidadãos, que deviam estimar a democracia gerida por quem elegem, vão-se divorciando do regime pela simples razão de que os gestores da coisa pública são cada vez mais controladores dos cidadãos e cada vez mais escandalosos nos esquemas que se autoproporcionam para fugir a qualquer controlo!…
Nestas matérias é fácil haver consenso.
É. A sem-vergonha tornou-se um elo de ligação.
Parece que já estou a ver as malas e malas carregadinhas de dinheiro a entrar pela festa do Avante adentro…
Não me lixem.
Não o lixarão mais do que a todos os cidadãos que controlam cada vez mais.
É com dinheiro vivo que “elas” se fazem.
Cheques, transferências bancárias ou depósitos em conta deixam sempre muito rasto.
Se o dinheiro for de proveniência duvidosa deve ser vivinho da silva.
E eu estou varado com a “lata” dos políticos – é que têm um desplante que deixam um tipo engasgado.
É por estas e por outras que há muito que não voto em eleição nenhuma.
Desplante, realmente.
O homem da mala voltou. Muitos homens com muitas malas.
E já não precisam que as malas sejam pretas para circular pela calada da noite…
É isso mesmo, um convite à abstenção. E cada vez com mais razão, embora esse desinteresse jogue sempre a nosso desfavor. Esta lei é um vergonha.
É escandalosa!