"Este investimento é uma prova de confiança em Portugal, na nossa economia e, em particular, na capacidade e competência dos portugueses", afirmou José Sócrates, presente na apresentação do novo projecto da Qimonda, que, destacou, é hoje o maior exportador nacional, com um volume anual de vendas de 1,4 mil milhões de euros. O ministro da Economia, Manuel Pinho, lembrou ainda que a nova unidade produtiva – que Vila do Conde "ganhou" a Dresden (Alemanha) -, exportará mais 300 milhões."
"A multinacional alemã Qimonda apresentou um processo de insolvência junto do tribunal de Munique."

Qual foi afinal o resultado do Rio Ave – Dresden?
algo me diz que o rio ave foi goleado
Não percebi o teu post. A culpa é do Sócrates?
Não. É do Pinho.
É sobre a distância enorme que existe tantas vezes, demasiadas vezes, entre a propaganda e a realidade. À força de consumirmos tanta propaganda, chegamos a confundi-la com a realidade.
Para clarificação inicial: não gosto especialmente desta equipa governamental, não simpatizo com o líder dela e subscrevo quase todas as críticas que por aí se lêem sobre as ideias e a prática delas (aka ‘acção’) do ‘nosso governo’.
No entanto, há que permitir-se um distanciamento e uma análise desapaixonadas e justas de certos acontecimentos.
Há um ano as circunstâncias eram outras e o enquadramento do sucedido distinto do que hoje se verifica. A realidade é volátil e o que foi acontecendo desde que se ouviu ‘subprime’ pela primeira vez apanhou todos desprevenidos. Todos. E não se pretenda que se fossem outros o cenário seria distinto. Não seria.
É certo que a propaganda impera como manobra distractiva, mas toda a gente distingue o trigo do joio, mesmo, ou sobretudo, os ignorantes das graças e fleumas dos salões.
Há um esforço por conter o caos, por manter um rumo (mesmo que dele discordemos), por fazer o melhor (ainda que confinado às suas limitações).
A realidade é suficientemente dura e enfática para que, não poucas vezes, ainda a caustiquemos com ácidos ferozes.
Apontar erros, sim. Indicar alternativas, o ideal.
Sermos sempre (ou só) verrinosos, não sei que bem traga, que acrescente, que sane.
Dir-se-á que ‘ de boas intenções está o inferno cheio’. Concordo.
Mas há alturas, antes das revoluções, das revelações, das efectivas e profundas tomadas de posição, que só resta conter danos.
Não há milagres, neste campo.
E, no limite, somos todos só humanos.
É como algumas Barragens a construir no Norte do país, penso que já foram apresentadas 3 ou 4 vezes mas parece que a construção se iniciará apenas em 2010.
2010? Então é contar ainda com mais umas 2 ou 3 apresentações… 🙂
[o-espelho-magico.blogspot.com (http://o-espelho-magico.blogspot.com/)]
Deixo um sugestão para um trabalho jornalístico:
1- Averiguar quanto custou no total ao erário público as cerimónias de propaganda “powerpoint” ao longo deste mandato.
2- De todas as cerimónias “powerpoint”, averiguar quantas foram repetidas em nova acção de propaganda.
3- Na sequência das cerimónias “powerpoint” quais aquelas que arrancaram efectivamente no terreno?
4- Quem mais lucrou com a organização das cerimónias “powerpoint”?
Poderíamos ir mais longe, mas estas questões talvez já fossem suficientes para desmontar a voragem propagandística deste governo.
A repetição destas notícias
na comunicação social,
reproduz situações propícias
para o descalabro empresarial.
Serão milhares de trabalhadores
com uma profissão destroçada,
a força dos empregadores
parece bastante amordaçada.
Será impressão minha ou o caso Freeport já iniciou a segunda e provavelmente definitiva caminhada para o esquecimento, seguindo o exemplo de tantos outros escândalos?