


Inacreditável. Horas e horas nisto. Cristiano Ronaldo abandonou o estágio da selecção portuguesa de futebol e durante um dia inteiro ninguém fala noutro assunto em Portugal. O mesmo país onde há duas semanas só se falava em Luís Neves, igualmente em exclusivo.
Esquizofrenia jornalística e comentarística. De monotema em monotema.

Esquizofrenia jornalística e comentarista, diz. Outros dizem que o fazem porque é aquilo que as pessoas querem …
Luis Tadeu, director de falido 24horas, atreveu-se: “Podemos discutir se editorialmente faz sentido, ou não, dedicar tanto espaço a esse assunto. Mas isso não é ser sensacionalista, é ser tablóide.
Se não estivesse no “24 Horas” seria leitor do jornal?
Não.
Porquê?
Sou um privilegiado. Faço parte de uma elite e tenho uma cultura acima da média. Não tenho os mesmos interesses de grande parte dos leitores do “24 Horas”. Mas faço um jornal para as pessoas, não para mim.”
Isto é estupidificação das pessoas. Por isso cada vez mais os jornalistas e jornalismo são vistos com descrédito ou até mesmo desprezados.
O poder da informação, da notícia e da comunicação já não é exclusivo deles. A realidade ultrapassou-os. Talvez por isso insistam neste estrebuchar de falar para a bolha acreditando que a sociedade ainda os leva a sério!
A verdade é esta: o assunto que trago aqui nada tem a ver com jornalismo. Basta reparar nas três imagens que escolhi, todas captadas à mesma hora.
Isto é a negação do jornalismo.
É, em certo sentido, a perversão do jornalismo
Feito por jornalista é jornalismo. Perverso, esquizofrénico, negado ou outra coisa qualquer, mas é jornalismo.
É assim em todos os temas; sensacionalista e estupidificante até à náusea.
E o mais perverso é sentir que isto é intencional. Como era intencional no passado ter as pessoas analfabetas, iliteratas, desinformadas e censuradas.
“Por isso cada vez mais os jornalistas e jornalismo são vistos com descrédito ou até mesmo desprezados.”
Não é por causa disso. È por escolherem ser activistas em vez de jornalista. Ninguém que só obtém informação de jornalistas se pode considerar informado.
Manipulado sim.
Que disco rachado, chiça.
Gostam de bola? Ah sim? Então parabéns à prima!
Isto nada tem a ver com “bola”. Aliás sobre o Dinamarca-Portugal de amanhã não terei ouvido hoje uma só frase.
As catatuas sabem que CR7 “vende”. E precisam desesperadamente de cliques e de audiências.
Com o monotema Luís Neves não chegaram lá.
De monotema em monotena até à falência total! (Falência adiada diga-se por subsidiações no caso de certos meios de CS)
Muitos títulos têm falido. Nos últimos 25 anos é imensa a lista de jornais defuntos em Portugal. Jazem na quinta das tabuletas.
Se JJ perder o braço de ferro é a maior falta de respeito pela selecção nacional de futebol.
Qual braço de ferro?
O que usa nos dias festivos; nos outros usa o de pau, a condizer com a perna.
Subitamente deixou de se falar freneticamente sobre o Estreito de Ormuz, a Ucrânia, a Rússia, o Irão, os Estados Unidos ou Trump; o preço do “gasóil” e o das casas também já não interessam para nada…
O que realmente agora importa é a “medição das pilinhas” de Cristiano Ronaldo e de Jorge Jesus… O tamanho do falo de cada um deles é o que agora apaixona a opinião pública, com o excelso contributo de muitos que se dizem Jornalistas… Essa é a única coisa que aqui está verdadeiramente em discussão, se observarmos atentamente as atitudes do selecionador nacional e do referido jogador, incluindo os respectivos discursos e a linguagem corporal de cada um deles…
Este folhetim é absolutamente ridículo, mostra bem a degradação e o “trogloditismo” a que se chegou ao nível dos “usos e costumes”… Igualmente ridículo também é, por um lado, o uso da denominação “Cris” referente a Cristiano Ronaldo usada por Jorge Jesus publicamente; e, por outro, a indisfarçável inclinação de alguns ditos Jornalistas, no sentido de defenderem o patrão Cristiano Ronaldo…
Uns e outros merecem-se reciprocamente…
!? durante 70 anos milhões e milhões admiraram o Comunismo a ainda milhões o admiram. Hoje a maior força do Comunismo está nas “Universidades”, a maior parte das pessoas favoráveis a violência politica hoje passou por lá recentemente, por isso se quer falar de trogolditismo…
Ronaldo tem atenção de milhões de pessoas. O Futebol move ainda mais milhões de pessoas no mundo tal como o Comunismo moveu.
O Futebol ganha 10-0 pelo bem que faz em afastar jovens de maus caminhos.
Porque é que há grande investimento dos países árabes no futebol? porque populações jovens masculinas a idade mais propensa para a violência precisam de ser desviada de outros caminhos.
São um exagero os canais noticiosos, certamente, o tunel onde se meteu a profissão jornalista e a qualidade das pessoas não dá para mais. Mas é bom não negar a importância do futebol na civilização.
Sim, lucklucky, e em que é que isso contraria o meu comentário anterior?
O futebol, como afirma, pode ter essa virtude, mas isso não anula as figuras tristes protagonizadas, nos últimos dias, por Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus…
Aliás, as figuras que ambos escolheram fazer são tão tristes que só muito dificilmente poderão servir de exemplo a algum jovem… Pena é que muitos adultos, movidos pelos mais variados interesses, se deixem enredar por uma “guerra de egos”, que não tem nada a ver com futebol, desporto que, por sinal, muito aprecio…
JJ quando chegou ao Sporting, prometeu a conquista do campeonato.
https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-betclic/sporting/detalhe/jesus-tenho-de-fazer-o-sporting-campeao
Três épocas depois, saiu sem ganhar campeonato algum. E sem vencer sequer uma Taça de Portugal. Ganhou “bola”, expressão que ele gosta muito de usar.
Não me esqueço nem da entrada de leão nem da consequente saída de sendeiro.
Também não me esqueço disso, caro Pedro…
Não duvido, Paula.
Em relação ao que o lucklucky diz nas últimas cinco linhas do seu segundo parágrafo, já se ouviu exactamente a mesmíssima argumentação em defesa da religião obrigatória, do serviço militar obrigatório, da educação física obrigatória, da Mocidade Portuguesa obrigatória, e do escutismo – este último, tanto quanto sei, facultativo.
Conseguirá o futebol triunfar onde tantos outros métodos falharam, nesse nobre objectivo de enfim domesticar essas “populações jovens masculinas na idade mais propensa para a violência”?
Estou tentada a concordar; pelo menos já as vemos frequentemente a serem “desviadas de outros caminhos”, encerradas nas “caixas” da polícia de choque, como manadas de bichos ululantes e perigosos, a caminho do… futebol.
É um círculo vicioso, e em vários sentidos.
Quando Ricardo de Carvalho abandonou a seleção em Óbidos não houve esta encenação, nem o portista mereceu a capa da Bola de hoje.
Cristiano Ronaldo carregou a seleção às costas desde 2006, com a sua chegada Portugal esteve em todos os Mundiais(6). Antes esteve em 3.
CR7 viveu para a seleção, como uma religião. “Trocava todas as bolas de ouro, todos os meus recordes, pelo título de campeão do Mundo”, disse.
Merece, pelo menos , o respeito de todos.
O respeito que de todos Ronaldo merece, é o mesmo que a todos Ronaldo deve.
Sou do tempo em que se apontava a Ronaldo que só na seleção é que jogava mal. Os comentários registados desse tempo incluindo cientistas da bola não enganam.
Antes de Ronaldo, a selecção portuguesa quase nunca comparecia em fases finais de Mundiais e Europeus.
Depois dele, não falhou uma.
Não vale a pena, Pedro: o desprezo pelos factos é um epifenómeno natural da ingratidão e da inveja. Se assim não fora, nem seria necessário relembrá-los, não é verdade?
Têm agora mais uma coisa para invejar, e parece-me que com mais causa: que quem pode, faça.
Porque para frustrados já bem bastam e sobram os impotentes que por aí abundam, que também queriam muito mandar os “patrões” manipuladores e abusadores à merda… mas não podem, têm que engolir e fingir que gostam.
Vai daí coçam agora as comichões uns aos outros, a botar palpites e veneno sobre quem tinham por absolutamente garantido – mas só por causa do amor dele à camisola, porque eles já de há muito se entretinham a enxotar o “velho”, o “eucalipto”, e só agora redescobrem o ai! o patriotismo, a Selecção Nacional, e tal, que devem ser “respeitados” a qualquer custo!
Um “patriota garantido”, tanto que arrostava o perigo de lesões por empenho na Selecção, e que afinal se atreveu a dar-lhes as costas por resposta.
E de avião privado, ainda por cima. Um traidor. Imperdoável.
Lamento muito o que quer que se tenha passado, se o que aconteceu implicou desrespeito.
Vamos ter pano para mangas durante meses, penso eu de que.
O desrespeito está patente e identificado. Até percebo que um treinador possa dar uma justificação a um atleta que pelo seu percurso possa merecer essa distinção. Mas fica patente que para quem esteja a comandar um grupo constitui apenas uma imprudência dar essa explicações em publico sobre um elemento por mais badalado que seja . O grupo não pode gostar e isso é o que mais conta.
O desrespeito de quem para quem?
É que eu não identifico um bago.
“para quem esteja a comandar um grupo constitui apenas uma imprudência dar essa explicações em publico sobre um elemento por mais badalado que seja”
Não terei sido suficientemente claro.
“O desrespeito está patente e identificado”
Se assim fosse, a especulação era nula. Se não existe reciprocidade, não poderá haver respeito.
O grupo demonstrou ontem sem Ronaldo que afinal consegue jogar futebol como há muito não se via.
Com Ronaldo, a selecção nacional venceu a Liga das Nações em 2019 e 2025 – precisamente a mesma prova que se disputa agora.
O seu conceito “há muito que não se via” é digno de zarolho. Para não dizer pior.
Botão off do televisor costuma funcionar nestes casos.
Só se carregasse num botão ‘off’ para o País inteiro, que não fala de outra coisa há vários dias.
De repente, os enormes problemas que gastavam rios de tinta e cataratas de saliva desapareceram de vez.
“Quem tiver categoria até dá categoria a uma vassoura”. Isto é sobre mitos endeusados que acham que não.
Qual deles?
Mito Ronaldo é o meu eleito de hoje.
Jj adora criar o seu próprio mito.
Em 2019, ao serviço do Flamengo, venceu a Taça Libertadores. E logo saiu bazófia em jeito de autoendeusamento:
“Quero ver um treinador português ganhar uma Libertadores… nem daqui a cem anos!”
Azar.
Nos dois anos seguintes Abel Ferreira igualou primeiro essa conquista e depois duplicou-a, ao serviço do Palmeiras – proeza muito maior.
Artur Jorge fez o mesmo em 2024, pelo Botafogo.
O mito não durou muito.
Tenho que me render à importância de Ronaldo. O 1º ministro, o presidente da federação, altas personalidades também do mundo da bola, e agora o apelo solene à mãe do futebolista para interceder junto do filho “que só ela conseguirá induzi-lo a voltar à seleção”. Uma enternecedora novela que à custa de CR7 continuará a manter Portugal no topo das celebridades marcantes á conta de mais um herói com a vantagem do sistema financeiro do próprio, da federação, e da marca que continuará a vender para fazer dinheiro em beneficio geral. Feito que vai durar.
Portugal, 19h57. A Dona Zulmira, de Tondela, suava do buço. Estava a meros quinhentos euros de adivinhar o valor da Montra Final. O país sustinha a respiração. Iria a Zulmira levar para Tondela o citadino económico e a máquina de lavar loiça?
De repente, o ecrã treme. O Mendes desaparece, engolido por um grafismo vermelho-sangue que rasga a televisão. Letras garrafais, daquelas que as televisões guardam para o dia em que o Putin carregar no botão nuclear: EM DIRECTO: ÚLTIMA HORA.
— “Interrompemos a nossa emissão porque há movimentações no espaço aéreo dinamarquês. O Menino de Ouro amuou.”
Esqueçam a Zulmira, que teve um princípio de AVC em direto e ficou sem a fritadeira a ar. Esqueçam as urgências fechadas ou a inflação. O Cristiano Ronaldo, num rasgo de coragem épica face à tirania de Jorge Jesus ter ousado deixá-lo no banco contra a Dinamarca, chamou um Uber-Jato.
A televisão nacional corta para o Flightradar24. É este o pináculo do jornalismo português em 2026: um estagiário com o rato a apontar para um pixel amarelo em forma de avião a cruzar a Europa.
— “Como podem ver, o LX-GOL acabou de passar por cima de Hamburgo”, diz um comentador especialista em aviação desportiva, convocado à pressa para analisar a aerodinâmica do amuo. “Reparem na trajetória. É uma curva de quem vai muito chateado. Aqueles nós de velocidade indicam uma azia profunda para com a equipa técnica.”
E o país fica nisto. Horas. Quatro canais de informação em simultâneo a debaterem as correntes de ar sobre a Bélgica. Em estúdio, psicólogos, ex-jogadores e padres tentam dissecar o estado de alma do capitão a 30 mil pés de altitude. O pânico instala-se.
O Fernando Mendes ficou com o microfone na mão e a Zulmira a chorar ao lado da roda. Mas, no fundo, a verdadeira Montra Final é esta: um país inteiro de boca aberta, hipnotizado a olhar para o vazio, a aplaudir a birra de um milionário no ecrã enquanto a vida real passa ao lado.
Espectáaaaculo.
Importante era analisar o que aconteceu.
Quando Ricardo Carvalho roubou o carro a Fábio Coentrão para fugir da selecção alguém deu importância ao assunto?
Quando Fernando Santos foi a correr pedir desculpa a Ricardo Carvalho e implorar-lhe para regressar à selecção, houve alguma indignação?
Quando Ricardo Carvalho foi nomeado treinador-adjunto da selecção houve algum protesto?
Provavelmente, Cristiano Ronaldo vai regressar à selecção pela porta grande e Jesus vai alegar um “problema pessoal” para se afastar.
“Quando Ricardo Carvalho roubou o carro a Fábio Coentrão para fugir da selecção alguém deu importância ao assunto?”
Ninguém no mundo sabia quem era Ricardo Carvalho.
Cristiano Ronaldo (ainda) é uma figura mundial sem paralelo no desporto português.
Trouxe muito mal á competitividade da selecção nos últimos anos mas a culpa é de como n´ós portugueses lidamos com a mudança.
Carvalho e Coentrão são figuras de outro campeonato.
A camisola 7, de Cristiano Ronaldo, é conhecida em todo o mundo. Mesmo no mundo que não aprecia futebol.
As camisolas dos outros, nem você se lembra quais eram. Assunto totalmente irrelevante.
Quanto a Jesus quem tiver coragem que o afaste, ele vai esperar.
Que o afaste?!
Mas ele acaba de ser contratado. Dirigiu a equipa em três jogos, todos com vitórias.
Só se estiver tudo doido – e não tiverem amor ao dinheiro na FPF, com a indemnização milionária que deveriam pagar-lhe – é que essa questão se levanta.
E o CR7 também fez a parte dele, mandou-os meter o “fim de carreira digno” a fazer companhia às avaliações de mérito desportivo e dos graus de patriotismo de quem, sob qualquer perspectiva, já não tem mais nada a provar, a não ser a si próprio.
Chateou-se; e porque pode, foi-se embora. Até parece que foi o primeiro na história da Selecção a fazê-lo… Nem foi o primeiro a fazê-lo, nem foi de certeza o único a querer tê-lo feito.
O que também não se entende muito bem (ou não entenderia, se não soubéssemos o que representa em termos venais a chamada “marca Ronaldo”), é que, face ao notório e grave acto de indisciplina do jogador, estejam agora todos abertos, com uma alacridade quase indecorosa, ao seu regresso, apenas para lhe proporcionarem “um fim de carreira digno”…
Até o Jesus, o tal que brada que “só ele é que manda”, diz que deixa nas mãos do Ronaldo (!) a decisão de voltar ou não.
De Jesus a Pilatos numa fervurinha, é caso para dizer, eheheh.
Muito eles se preocupam com o “fim digno” do Ronaldo, não é? Aparentemente, muito mais do que o próprio.
Diz o Albuquerque que chatearam o rapaz, fez ele bem abandonar.
O Albuquerque tem razão, os cubanos são uns sacanas.
Albuquerque, só conheço o Afonso. Que conquistou Ormuz. Era uma espécie de anti-Trump.
O Substituto de Alberto João Jardim na presidência da Madeira, chama-se Albuquerque.
Jardim não teve nem tem substitutos.